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domingo, 2 de julho de 2017

"Progressistas" e "Proletários"

Por: M. Ramos


“Leonel Piscalho:
Nos tempos em que alguns"burgueses" davam lições de solidariedade e de tolerância a alguns proletários progressistas de hoje,,,

Ricardo Hipólito:
Naquela época era o trabalhador do campo ou o pedreiro que podiam constituir uma instituição daquelas? E o facto de se ter poder económico significa, necessariamente, falta de humanismo? Mas ... há sempre um 'mas', uma das pessoas referidas na Comissão Instaladora, despediu um rancho agrícola, sabes porquê? Para colocar de fora o Manuel Colhe e um outro seu camarada de trabalho. A seguir, contratou-os a todos, menos, está claro, o Manuel Colhe. Manuel Colhe que viria, depois a ser 'falado' para outra casa agrícola. Leonel Piscalho se tudo fosse tão simplista como o teu comentário quer significar o Mundo seria uma imensa 'recta da Gouxa'. E não é. (muito mais, mas mais mesmo, haveria a dizer mas, como deverás compreender, não é num espaço como este que se conseguirá fazê-lo).”

Ricardo Hipólito, não pude deixar de ler o seu interessante comentário no Facebook (público) em resposta ao nosso amigo e conterrâneo Leonel Piscalho que, lá por terras de Monomotapa, lança algumas farpas direccionadas a alguns "progressistas" de hoje, e ele saberá porquê. Quanto ao termo "Proletários" admito que seja simples preciosismo linguístico. Mas, adiante. Sensibilizou-me o facto de alguém ( que até pertencia à comissão instaladora da misericórdia) ter tramado Manuel Colhe e um seu camarada por motivos fáceis de adivinhar para quem conhece a sua história de vida e de combate político entre classes: patrões e trabalhadores (jornaleiros em grande desequilíbrio de forças) onde cada um puxava a brasa à sua sardinha. E fiquei a pensar: e hoje será que não existe esse "desdém" esse "revanchismo" embora noutros moldes sociais e políticos mesmo em frente do nosso nariz? De facto, meu caro Ricardo, o mundo não é definitivamente a "recta da Gouxa"! Atentemos em Manuel Colhe. Manuel Colhe, sacrificou a sua vida e de sua família na clandestinidade ao serviço do Partido Comunista Português. Hoje, vive com uma miserável pensão que mal dá para pagar os remédios à farmácia. Remédios esses fundamentais à sua sobrevivência. Então e as outras necessidades do dia a dia? O Estado não dá mais, paciência! Há milhares de portugueses a roçar uma reforma de miséria.Então e este homem, pelo seu caso especial de necessidade, pelo seu passado, não merecia um pouco mais de respeito e solidariedade por parte de quem serviu e dedicou anos da sua vida? É que hoje, mercê da Liberdade Democrática, direitos institucionais e outros circunstancialismos, o Partido até tem milhões in cash nos bancos e milhões em valores imobiliários! Então, onde está afinal, o reconhecimento e a solidariedade dos camaradas comunistas? É que, pelos vistos, os “burgueses” ainda davam alguma coisa...


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