terça-feira, 3 de dezembro de 2019

CTT INICIAM OBRAS PARA REABERTURA DA LOJA DE ALPIARÇA



Os CTT iniciam esta terça-feira as obras para a reabertura da Loja CTT em Alpiarça.

A Loja CTT de Alpiarça vai reabrir num novo espaço, até ao final do ano.

Esta é a segunda Loja em sede de concelho a ser reaberta, no âmbito do compromisso público de reabrir Lojas únicas em sede de concelho, tendo em vista o reforço da elevada proximidade às populações e da capilaridade da rede, não procedendo a novos encerramentos.
Os CTT informam que não existe um cronograma definido para a reabertura das lojas CTT, dado que é necessária uma análise detalhada a todas as variáveis envolvidas para que se efetue a reabertura. Desde logo, o espaço, os recursos humanos envolvidos, a relação existente com os parceiros e autarquias e as oportunidades em cada uma das localidades.
Até ao momento da reabertura, as populações têm em cada local um posto de correio que presta todos os serviços do serviço público universal e ainda o pagamento de vales de pensões e faturas. 

Sobre os CTT:

Os CTT – Correios de Portugal são o operador postal universal em Portugal, sendo líderes em correio e em distribuição de expresso e encomendas, desenvolvendo também atividades de serviços financeiros e sendo os únicos acionistas do Banco CTT, um banco com uma oferta simples, mas completa de serviços bancários para particulares. Operam também em expresso e encomendas em Espanha e em Moçambique. Com raízes no ano de 1520, os CTT têm o exclusivo da emissão de selos com a menção Portugal e plataformas únicas de distribuição e atendimento ao cliente, com proximidade e conhecimento profundo da população e de todo o território.

Os CTT empregavam, em dezembro de 2018, 12.097 pessoas, das quais 11.650 em Portugal, país onde opera uma rede de 2383 Pontos CTT a que se juntam 4394 agentes Payshop. Em 2018 os CTT obtiveram rendimentos operacionais de 708 M€, um EBITDA recorrente de 90,4 M€ e um resultado líquido de 19,6 M€. Nesse mesmo ano, os CTT transportaram 680,7 milhões de objetos de correio endereçado, a que se juntaram 427,3 milhões em correio não endereçado e 37,3 milhões de correio expresso e encomendas.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

ArteNatal de 07 a 15 Dezembro -



Para os pais e para os filhos.



Quando o sol desperta, Obax percorre a savana africana com a sua imaginação. Ela conhece girafas e outros animais selvagens, mas o seu passatempo preferido é contar histórias! Algumas delas são tão incríveis que mais parecem um sonho!
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.Venham conhecer algumas destas histórias no próximo dia 30 de novembro, pelas 16h30.
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Para os pais e para os filhos.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

INAUGURATION DE LA MAISON DU PORTUGAL DE CHAMPIGNY


INAUGURATION DE LA MAISON DU PORTUGAL DE CHAMPIGNY

16 de Novembro de 2019
Discurso de Mário Fernando Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Alpiarça


Monsieur le Maire de Champigny-sur-Marne

Senhora Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas
Monsieur le Président du Conseil Départemental du Val-de-Marne
Senhor Embaixador de Portugal
Senhores deputados
Senhor Cônsul Geral
Senhor Presidente da Assembleia Municipal e demais eleitos do Poder Local de Champigny e de Alpiarça
Senhoras e senhores dirigentes das associações portuguesas
Senhoras e senhores convidados

Uma saudação fraternal a todos vós a partir de Alpiarça e de Portugal, extensiva a todas as cidades integrantes do processo de geminação desenvolvido por Champigny. Agradeço o convite da Mairie, do Comité de Geminação e das associações portuguesas, bem como a forma calorosa como nos recebem.

É com muita honra que uma vez mais marcamos presença numa cerimónia de grande significado para esta cidade e para a sua população, independentemente da nacionalidade de origem.

Sendo esta a primeira oportunidade de vos falar formalmente, permitam-me que comece por felicitar o novo Maire de Champigny, Christian Fautré, deixando-lhe, e a todos os eleitos, os nossos votos de bom trabalho e dos maiores sucessos na gestão política desta terra de resistência à opressão, de democracia, de progresso, de desenvolvimento, uma cidade integradora e internacionalista.

Depois, permitam-me ainda uma palavra de saudade – mas também de apreço e de reconhecimento – a Dominique Adenot, anterior Maire, nosso amigo e camarada, que infelizmente nos deixou em Abril do ano passado, quando tinha muito mais ainda para dar às suas gentes e ao seu país.
Para além do valoroso trabalho realizado nos anos em que esteve à frente do Município, que por si só são merecedores do maior apreço dos seus concidadãos, Dominique Adenot foi um amigo de Portugal e dos portugueses que aqui vivem, tendo sido por tal distinguido oficialmente pelo Presidente da República portuguesa e pelo Primeiro-Ministro com a atribuição da Ordem de Mérito, a 11 de Junho de 2016; numa cerimónia na qual tivémos o privilégio de participar, durante a inauguração do monumento de homenagem da comunidade portuguesa a um outro grande Maire de Champigny, Louis Talamoni, cujo papel na integração dos emigrantes portugueses nesta região foi fundamental e até decisivo ao longo dos anos 60 e 70 do século XX.



Senhoras e senhores,

o momento é de celebração com a inauguração da Casa de Portugal em Champigny; este é um marco mais no longo processo de integração e afirmação da comunidade portuguesa em França, desde os já distantes anos 50 e 60 em que milhares de portugueses fugiram à miséria, à exploração e à guerra colonial – fugiram à ditadura fascista de Salazar e Caetano – e aqui se estabeleceram; primeiro em bairros-da-lata, depois labutando por melhores condições de vida, organizando-se em associações, integrando-se na sociedade, tornando-se parte dela. Aqui, contaram com o apoio e com a solidariedade da comunidade de Champigny, dos seus representantes políticos, orientados por ideais progressistas e marcados pela dura mas vitoriosa resistência à ocupação estrangeira, ao nazi-fascismo. Em liberdade e com democracia – liberdade e democracia apenas alcançadas em Portugal com a Revolução dos Cravos, a 25 de Abril de 1974 – os portugueses da diáspora desenvolveram comunidades fortes e actuantes, como as desta região, realizando regularmente variadas iniciativas de grande relevância, como as de hoje, prestigiando o nosso País.

O quadro em que se efectivou este processo bem sucedido de integração não é imutável nem os valores democráticos que tem como base são dados adquiridos. Bem pelo contrário, exige vigilância e acções na sua defesa. Nos tempos que correm, em diversos pontos do mundo em que vivemos, assistimos ao regresso agressivo e violento de muitas das ideias e práticas que julgávamos em vias de serem completamente ultrapassadas e deixadas num qualquer beco sujo da História; ideias e práticas que encerram enormes perigos para a democracia, para a convivência na diversidade e para o desejável avanço social e civilizacional que deveremos procurar prosseguir.

Quando a discriminação, a xenofobia e o racismo, a exploração e a dominação de povos e países estão colocados novamente como um cenário normal por muitos, nas nossas sociedades e um pouco por todo o lado, nada melhor que o acto simbólico que hoje estamos a realizar para funcionar como bandeira de afirmação democrática dos valores da cooperação e da solidariedade entre pessoas e povos. Assim, esta Casa de Portugal em Champigny será a casa de todos os portugueses que vivem nesta região e das respectivas associações, como deve ser. Será lugar de encontro e convívio. Aqui serão realizadas actividades sociais, culturais e recreativas que promoverão a afirmação dos portugueses, da língua portuguesa e das nossas manifestações culturais, reforçando uma identidade própria e, no entanto, contribuindo para aprofundar a participação na vida e na sociedade francesas. Mas, acima de tudo,a Casa de Portugal constituir-se-á certamente como casa aberta a todas as origens e nacionalidades – aberta a toda esta comunidade acolhedora, culturalmente diversa e socialmente progressista que é Champigny-sur-Marne.

As maiores felicidades para todos os frequentadores da Casa de Portugal!

Que também neste espaço renovado possa ser mantida e reforçada amizade e a cooperação entre Alpiarça e Champigny – entre Portugal e a França –, e bem das nossas populações e dos povos!

Obrigado.

«CMA»

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

PARQUE DO CARRIL Aberto procedimento concursal para Concessão do Direito de Uso Privativo de Espaço Público com 130m2.


PARQUE DO CARRIL
Aberto procedimento concursal para Concessão do Direito de Uso Privativo de Espaço Público com 130m2.

Entrega de propostas até às 17h00 do dia 12 de Dezembro de 2019.
Para mais informações consulte o Edital e a documentação detalhada no seguinte link:

BAR E ESPLANADA DA BARRAGEM DOS PATUDOS


Aberto procedimento concursal para Cedência Temporária do Direito de Exploração.
Entrega de propostas até às 17h00 do dia 12 de Dezembro de 2019.

Para mais informações consulte o Edital e a documentação detalhada no seguinte link:

domingo, 17 de novembro de 2019

A CÂMARA DE ALPIARÇA APROVA REDUÇÃO DO IMI PARA 2020


A Câmara Municipal de Alpiarça, em reunião realizada no dia 12 de novembro, deliberou baixar o Imposto Municipal de Imóveis (IMI) para os prédios urbanos no próximo ano de 2020 para 0,40%.
No que respeita aos outros impostos municipais, a CMA deliberou manter 5% na participação do Imposto sobre o Rendimento de pessoas singulares (IRS) e 0,25% na Taxa Municipal de Direitos de Passagem (TMDP), cobrada às empresas de comunicações fixas.
A Taxa de Derrama, referente aos lucros tributáveis apresentados pelas empresas, a deliberação mantém o valor de 1,5% para as firmas com volume de negócios superior a 150 mil euros e em 1% para as empresas abaixo deste volume de negócios.
De modo a criar condições para a atração de investimento, as empresas que se fixaram no concelho em 2018 ou 2019 e que tenham criado três ou mais postos de trabalho ficam isentas.
As propostas aprovadas serão discutidas e aprovadas na próxima sessão da Assembleia Municipal de Alpiarça.
«CMA»

Reunião da Câmara de Alpiarça de 12-11-2019

ARTIGO DE OPINIÃO: Congresso Distrital da Juventude Socialista em Alpiarça

Por:
Rodolfo Colhe



A falsa modéstia é claramente uma característica mais nociva do que a vaidade, há claramente razões mais do que válidas para sentirmos vaidade e nesses casos devemos claramente demonstra-lo.
Pessoalmente, e na condição de Presidente da Juventude Socialista de Alpiarça, ainda que por pouco tempo, sinto muita vaidade em assumir que a Comissão Política da Federação de Santarém da Juventude Socialista aprovou a realização do Congresso Distrital em Alpiarça, sucedendo assim Alpiarça a Coruche e Cartaxo duas concelhias com uma tradição enorme na Juventude Socialista, e de onde saíram grandes quadros da Juventude Socialista e do Partido Socialista.
O Congresso da JS irá decorrer no dia 21 de dezembro no auditório da Casa Museu dos Patudos durante todo o dia, onde para além de se eleger o Presidente da Federação se irá eleger toda a equipa que o acompanhará. Os Congressos são sempre momentos de muito cacique e provas de boa oratória, mas também de aprendizagem e camaradagem. Pessoalmente sou fã dos Congressos da JS e vai ser no mínimo estranho nunca mais participar em nenhum.
Para os jovens da concelhia de Alpiarça será uma oportunidade para perceberem as dinâmicas de uma organização deste tipo e para conviverem com outros jovens com os quais partilham certamente de muitas convicções e de muitas dúvidas. Todo o trabalho de organização do congresso terá em linha de conta a intenção de potenciar a Casa Museu dos Patudos junto daquele conjunto de jovens certamente todos eles influentes nos seus concelhos, e, portanto, capazes de publicitar dentro dos seus pares a beleza sem igual daquele espaço.
Não posso deixar de agradecer à Câmara Municipal de Alpiarça pela cedência do espaço, uma prova de que o trabalho da JS Alpiarça foi sempre no sentido de acrescentar valor à discussão política em Alpiarça e de valorizar a nossa terra.
Devo também enquanto Presidente da JS Alpiarça agradecer à Federação de Santarém da Juventude Socialista pela confiança demonstrada, confiança essa que só pode ser justificada pelas provas dadas em defesa da Juventude Socialista.
Agora resta continuar a trabalhar para que o Congresso seja um sucesso.

sábado, 16 de novembro de 2019

O Agrupamento de Escolas José Relvas, em Alpiarça, foi distinguido com seis “Selos Europeus de Qualidade eTwinning”


O Agrupamento de Escolas José Relvas, em Alpiarça, foi distinguido com seis “Selos Europeus de Qualidade eTwinning” pelo Serviço Central de Apoio, sediado em Bruxelas, contemplando três projetos e cinco docentes.


As professoras Virgínia Esteves, Susana Rodrigues, Isabel Costa, Elisabete Gouveia e Teresa Gomes, acompanhadas pela diretora do agrupamento, Isabel Silva, estiveram presentes no Encontro Nacional eTwinning na Escola Secundária de Canelas, em Gaia, para receber os “Selos Europeus eTwinning” pelos projetos premiados desenvolvido no letivo anterior.
A professora Virginia Esteves recebeu, pela segunda vez, o “Prémio Nacional eTwinning” na categoria de “Educação Inclusiva”, pela participação no projeto “I describe myself and you draw me”, desenvolvido em parceria com escolas da Croácia, França, Itália e a EB/S Tomás de Borba, em Angra do Heroísmo, Açores, pelo docente Hugo Mendonça, também ele premiado com um galardão.
Os cerca de 21 alunos 6º B do ano letivo 2018/2019 vão também receber este prémio nacional, numa cerimónia ainda a agendar na sede do agrupamento, em Alpiarça.
Entre o grupo que se deslocou a Gaia, esteve também uma estagiária “Erasmus+” oriunda da Eslovénia, Petra Slankovic, que é estudante de mestrado na Universidade de Liubliana, e que iniciou os primeiros passos no projeto eTwinning na escola de acolhimento, em Alpiarça.
«Rede Regional»

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Município de Alpiarça apresenta aos bombeiros uma proposta de enquadramento na carreira de sapador



A Câmara Municipal de Alpiarça reuniu com os Bombeiros Profissionais, assistentes Operacionais e assistentes técnicos a desempenhar funções nos Bombeiros no dia 8 de Novembro. O objectivo foi informar sobre o ponto de situação da passagem desses elementos para a carreira de Bombeiro Sapador.
Nessa reunião esteve presente o Delegado Sindical de ANBP/ SNBP, Bruno Silva. O Presidente da autarquia, Mário Pereira, destacou a importância dos Bombeiros Municipais de Alpiarça informando que nunca foi ponderada a extinção do Corpo de Bombeiros por parte do Município.
O autarca assegurou ainda que a autarquia vai repor já 15% no mês de Dezembro e que, apesar de ser um município pequeno e com algumas dificuldades, assume a passagem de todos os assistentes técnicos e assistentes operacionais para a carreira de Bombeiro Sapador, estando prevista a abertura do procedimento concursal já no início do próximo ano.
O município tem projectado a reposição da diferença entre vencimentos em 6 vezes faseadas: de 15% já em Dezembro, 15% em Janeiro de 2020, 15% em Janeiro de 2021, 15% em Janeiro de 2022, 20% em Janeiro 2023 e a última 20% em Janeiro de 2024.
Nesta reunião estiveram ainda presentes o Sr. Vice-Presidente de Alpiarça, Carlos Jorge a responsável pelos Recursos Humanos Dra. Carla Borba e o Comandante dos Bombeiros de Alpiarça, Hugo Teodoro.
«Sara Dias/CMA»

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

DESPORTO


Mostra Fotográfica "Alpiarça, Rostos & Paisagens"



"como não me considero um fotógrafo, mas sim um captador de imagens, a fotografia é para mim um meio para registo de momentos. Para mais tarde recordar sentimentos vividos nesses momentos."
Durante o mês de novembro no "Espaço 7"
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Mais informações aqui 

Maratona Fotográfica "Património Religioso" | 13 e 14 de Dezembro




Maratona Fotográfica "Património Religioso" | 13 e 14 de Dezembro.
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Fotografar o nosso Património Religioso. 13 Municípios, 25 Agrupamentos de Escolas,
24 horas a fotografar individualmente ou associando-se aos percursos organizados em cada município.
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Inscrições até 15 de novembro aqui
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Mais informações sobre a Maratona Fotográfica (Normas, Prémios, Datas Importantes...) e sobre o projecto Marcas na História em: https://projetomarcasnahistoria.blogspot.com/, na Biblioteca Municipal ou nas Bibliotecas Escolares. 
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Participe!

sábado, 2 de novembro de 2019

DUQUE DE PALMELA EM ALPIARÇA


Ribatejo Senhores da terra com velho e novo mundo

No tempo do duque de Palmela chegava-se de barco. Agora o seu tetraneto faz vinho como os australianos e algumas máquinas fazem o trabalho de muitos homens em 6000 hectares. A Lagoalva nasceu no século XVIII, sobreviveu ao PREC e hoje exporta para o mundo. Quarto de seis trabalhos sobre o meio rural português.  

A quem atravessa o Tejo depois de Santarém e sobe ao longo do rio, entra na Rota do Vinho, do Touro e dos Cavalos. O vinho vê-se logo, entre casas apalaçadas, campos onde esteve milho, grandes planuras. Touros é que nada, e cavalos idem, para já. Uns quilómetros acima de Alpiarça fica uma quinta a que se chegava de barco no tempo do 2.º duque de Palmela, há 150 anos. É por isso que a entrada de hoje, chegando de carro, parece - e é - a das traseiras. O palácio amarelo tem a melhor frente para o jardim, que ao fundo leva ao Tejo. Vem da fundação da quinta, no século XVIII, quando se dominaram as cheias com valas e diques e a terra foi cultivada. Em meados do século XIX, a propriedade passou por casamento para o duque de Palmela.
Recentemente, nos anos 90, os descendentes criaram a Sociedade Agrícola da Quinta da Lagoalva de Cima, SA, para gerir quase 6000 hectares. E o presidente da administração é o tetraneto Manuel Campilho, de 55 anos, engenheiro agrónomo com voz de trovão. Às 9h00, já vai um entra-e-sai no seu escritório adjacente ao palácio.
Por exemplo, um rapaz encorpado, mangas arregaçadas e unhas negras mostra um artigo da Visão sobre como o Quinta da Lagoalva de Cima, um branco que cruza casta Chardonnay com a ribatejana Arinto, foi servido no almoço do Tratado de Lisboa e antes já fora servido a Putin. O criador, na fotografia, é este mesmo rapaz.
- O meu filho Diogo - apresenta Manuel.
Séculos de duques, enologia em Vila Real, três anos na Austrália. Dá um herdeiro ribatejano de 27 anos a fazer vinho com o sistema do Novo Mundo no terroir do Velho Mundo. Tão tradicional que aos 15 anos se fez forcado, e tão não-tradicional que vindima à noite para evitar a oxidação do calor.
As unhas negras, já se vê, são da adega.
Pergaminhos em volta
O vinho projecta o nome e a Lagoalva também faz azeite e vinagre gourmet, e cria cavalos lusitanos.
Mas as grandes produções são floresta (cortiça, pinhal e eucalipto), cereais (milho e cevada para indústria), hortícolas (toneladas de ervilha e batata), carne de ovinos e bovinos (sem rações).
Pela genealogia, será um latifúndio (no sentido de grande propriedade rural da aristocracia). Pelo aproveitamento da terra, será o contrário de um latifúndio (no sentido de terras ao abandono). Aqui, os senhores da terra aproveitam pragmaticamente a terra - quase sem braços. Algumas máquinas substituíram muitos homens. Até a vindima é mecânica.
- Vinho, azeite, cortiça e cavalo lusitano são os produtos de excelência do mundo rural que Portugal deve produzir - diz e repete Manuel Campilho. Fala dos baixos níveis mundiais de stock de cereal e das alterações climáticas.
- Sentimos todos que há chuvas torrenciais que de repente destroem as culturas, e depois grandes calores.
Pega num Financial Times e lê sobre geadas na Argentina que deram cabo do trigo.
- E eles lá estão na Primavera. Os urbanos não têm ideia do que se passa. Acham que os agricultores são todos uns subsidiodependentes. Eu sou agricultor há 30 anos, e agora temos um ministro da Agricultura e das Pescas que não gosta nem de agricultores nem de pescadores. Responsabilizo-o claramente por ter acabado com a beterraba.
Em cujo cultivo a Lagoalva se orgulha de ser pioneira. Este ano foi o último de cultivo.
Como Manuel Campilho quis esperar pelos visitantes para o pequeno-almoço, levanta-se para enfim o ir tomar.
Na parede por cima da cadeira tem uma sequência com toureio a pé. Os sofás são de couro gasto e macio. Nas escadas há gravuras do século XIX, no átrio uma litografia do rei D. Carlos a cavalo. Lá fora, correm golden retrievers adoráveis, uma já quase cega, a beber de uma taça cheia de folhas caducas, debaixo de uma árvore. O filho de Diogo, um Manuel de sete anos, anda solto pelo terreiro.
Manuel Campilho tem seis irmãos (um deles, Miguel, também na administração, sendo que há um terceiro administrador que não é da família), três filhos (além do enólogo, duas raparigas que não trabalham aqui) e um neto. - É uma paixão - diz e repete. Sobre o neto e sobre a Lagoalva.
A ala principal do palácio é para convidados e clientes. Manuel vive numa parte lateral. Quando abre a porta, cheira a lareira. Retratos de cães e cavalos e o espólio de imagens, pratas e porcelanas de uma grande família, numa escala de pequenas salas bem aquecidas.
Outra coisa que Manuel Campilho diz e repete é que os pergaminhos não vêm ao caso. Que é administrador e não dono. Que a Lagoalva pertence a uma holding. E se fala nos Palmela é para lembrar que eram liberais.
- Sempre defendemos a liberdade e a democracia.
Os pergaminhos não vêm ao caso, mas, claro, estamos rodeados por eles, dos campos às paredes, reconhece Manuel.
- Nós somos a continuação da família.
Sempre de mangas arregaçadas, Diogo junta-se ao pequeno-almoço e põe na mesa o vinagre de vinho e o azeite das oliveiras plantadas pelo duque.
- Metade da nossa produção de vinho e azeite vai para fora, toda a Europa, EUA, Brasil, Canadá, Angola, S. Tomé...
A holding está também a fazer uma internacionalização de serviços, como aconselhamento na utilização de água ou conservação de cereais. Hungria e Angola são dois mercados possíveis para a subempresa Lagoalva Systems.
Novo mundo.
E numa volta rápida ao escritório, o administrador tem à espera um homem curvado que lhe traz uma prenda de Natal. Abraçam-se muito.
- O Gabriel é um autodidacta que sabia tudo da floresta e me ensinou. Ficámos amigos para a vida - explica Manuel Campilho, a caminho da adega. O bisavô de Gabriel já trabalhava para a Lagoalva. Agora Gabriel tem um filho na administração. E vão cinco gerações.
Velho mundo.
Ao som dos AC/DC
É uma escolha de Diogo. Da adega à cavalariça está sempre a ouvir-se música, aliás a Antena 3, neste momento AC/DC. Primeiro porque a vindima é feita de noite, e podia dar-lhes para adormecer. E depois porque sim. Dá ritmo, acha o enólogo.
Já o telemóvel de Manuel Campilho toca com trombetas de tourada.
Também presidente da Associação Portuguesa do Cavalo Puro Sangue Lusitano, a sua especialidade é atrelagem - atrelar vários cavalos ao mesmo tempo a um carro.
A esta hora, o picadeiro de treino está deserto. Nas cavalariças do século XVIII seis machos ouvem a Antena 3.
Para os campos (que apanham três concelhos, Chamusca, Golegã e Alpiarça), é preciso jipe. Primeiro as vinhas, imensas, novas. São tão diferentes dos velhos socalcos do Douro que parecem outra planta, mais alta e esguia, menos escura e retorcida. Na vindima, vem uma máquina de ambos os lados a abanar as parras e os cachos caem para um tapete. À entrada de cada fila, castas identificadas.
- Isto é cópia da Austrália - resume o administrador. - Muito mais competitivo que o Douro.
O jipe prossegue por montes de sobro. Portugal é o primeiro exportador de cortiça e não há um instituto do sobreiro, queixa-se Manuel Campilho, para a seguir ver campos que lhe arderam, e depois explicar que uma formas de combater incêndios é a descontinuidade (por exemplo, sobro, milho, sobro), ou que estes pivots de rega nos campos (uma espécie de compasso gigante, fixo num eixo) dão versatilidade. Hoje cereal, amanhã pastagem. As ovelhas até comem o restolho do milho, e limpam o mato, protegendo-o dos incêndios.
- O que é a agricultura? Utilizar com inteligência os recursos naturais. Amanhã é mais vantajoso fazer cereal? Faço cereal. É mais vantajoso carne? Faço carne. Ou vinho.
Em tendo terra, investimento - e água.
- Vocês em Lisboa não se apercebem da catástrofe que é não chover, e agora vão ver.
Depois de uma curva idílica, entre ovelhinhas e sobreiros, a grande barragem da Lagoalva parece uma poça.
- Tem 500 mil metros cúbicos e está nos 25 mil. Não tenho dúvidas de que há alterações climáticas essenciais. Aquilo que poluímos tem que ter resultados catastróficos.
De volta ao palácio são 20 quilómetros, com terra de outros pelo meio.
Durante o PREC, aqui mesmo, no Ribatejo, a maior propriedade murada do país, a Torre Bela, do duque de Lafões - avô de Diogo, sogro de Manuel Campilho -, foi alvo de uma ocupação ligada à LUAR. Depois esteve ao abandono e acabou vendida a uma empresa que usa a terra para caça e ainda não recuperou o palácio vandalizado e em ruínas.
Que aconteceu na Lagoalva na revolução?
- Nunca foi ocupada. Foi salva pelo 25 de Novembro. A estratégia comunista de ocupação era o Alentejo - diz Manuel Campilho.
Na quinta, esperam-no para o almoço de Natal os 20 trabalhadores da terra, mais os 20 do escritório. Entre velho e novo mundo, na Lagoalva - 6000 hectares - cabem todos num almoço.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

HOMENAGEM AOS BOMBEIROS DE ALPIARÇA FALECIDOS


Esta tarde, dia 1 de Novembro de 2019, realizou-se a romagem ao Cemitério de Alpiarça para prestar uma honrosa Homenagem aos Bombeiros de Alpiarça falecidos, com deposição de coroas de flores no Talhão dos Bombeiros.
«CMA»

OS "CIGANOS DE ALPIARÇA"

(*)

O "Vale da Cigana" foi durante várias gerações o espaço onde residiu  várias famílias de  ciganos.
Nos fins do século dezoito, princípios do século dezanove, o vale  era habitado por várias famílias ciganas.
Uma cigana era a "patriarca" e os terrenos onde habitava, mais os seus, era propriedade sua.
Deu à luz uma pequena comunidade de ciganos, dos quais, ainda hoje habitam em Alpiarça muitos dos  seus descendentes.
Este vale era "passagem obrigatória" e acolhimento   para outras tribos. 
A "patriarca"  era quem mandava nas várias clãs de ciganos que por ali habitavam ou que por ali passavam e era ela que dirigia os "poisos"  nestas bandas.
No inicio do século dezanove (1920/30) as redondezas  do actual "Vale da Cigana" era explorado por um grande e abastado  agricultor alpiarcense: Álvaro da Silva Simões.
Por ironias do tempo e da sociedade que se vivia na altura o "Simões" conseguiu expulsar  da proximidade dos terrenos que cultivava a "ciganada" que era  a verdadeira "dona do terreno".
Álvaro, possuidor de uma grande fortuna que lhe dava um enorme  poder e com o apoio e influência governativa da altura conseguiu expulsar dos terrenos, que nunca foram seus, quem por lá sempre viveu durante várias gerações.
(*)

Com o apoio da desgovernação da época e com o apoio de um certo conservador e de falsas testemunhas conseguir legalizar os terrenos que se situam no 'Vale" em seu nome.
Nunca mais os ciganos puderam voltar ao que seu foi.
Resta hoje aos poucos descendentes alpiarcenses da "cigana patriarca" (família Lima) viverem condignamente na Zona Alta de Alpiarça.
Não é por acaso que o Vale, que foi dos ciganos, se chama: "Vale da Cigana".
Quem quiser e tiver paciência pode consultar os registos nos meandros da Conservatória Central
(*) Fotos obtidas na Internet.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

EVOCAÇÃO DOS 90 ANOS DO FALECIMENTO DE JOSÉ RELVAS






Com a deposição de uma coroa de flores junto ao jazigo da família Relvas, no Cemitério de Alpiarça.
«CMA»

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Reunião da Câmara de Alpiarça de 25-10-2019

HOMENAGEM/EVOCAÇÃO DO 90. º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE JOSÉ RELVAS - 31 DE OUTUBRO DE 2019



PROGRAMA:

- Visitas Guiadas Gratuitas à Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça (ao longo do dia).

11h30 - Romagem ao Cemitério - Deposição de Coroa de Flores no jazigo da Família Relvas.

21h30 - Concerto Musical com o Duo composto por: António Eustáquio (Guitolão) e Carlos Barretto (Contrabaixo)

Auditório da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça.

Entrada Gratuita.

Aceite o Convite.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

ARTIGO DE OPINIÃO: Equipa que ganha mexe-se mas pouco

Por:
Rodolfo Colhe

Equipa que ganha mexe-se mas pouco

Quando é apresentado um novo governo, independentemente de qual é o partido ou os partidos a formar governo, as críticas sucedem-se bem como a tentativa de atacar elos que possam ser à partida mais fracos, isso é da vida, escusava era de ser feito de forma ridícula.
Quem está na vida política e ainda um governante estão sempre sujeitos à crítica e na minha ótica não só não se devem esconder como devem refutar sempre que possível, nem todos os políticos podem ou devem ser kamikazes como o João Galamba mas deve-se louvar a sua capacidade de não deixar pontas soltas e a coragem de combater programas de pseudojornalismo de investigação.
A primeira crítica a este governo foi para o facto de não ser novo e de não existirem muitas mexidas, como se não tivesse sido com este elenco que o PS se tivesse tornado o partido mais votado e suficientemente votado para que seja impossível a qualquer outro partido governar, logo o argumento é ridículo. Olhar para a composição de um governo como quem olha para um onze de futebol onde a saída de um médio e a entrada de um avançado pode mudar drasticamente a qualidade da equipa é pura falta de inteligência ou decência. Por muito que alguns membros possam ter terminado a legislatura passada numa situação mais difícil, é preciso olhar para os programas, projetos e/ou reformulações em curso e que preferencialmente devem ser lideradas por quem conhece “timtim por timtim” o que está em curso desde a sua génese. Não olhemos por favor para a política como mera gestão das expectativas da opinião pública.
Depois e com uma velocidade assustadora apareceram os tais ataques aos elos que pareciam mais fracos, uma série de capas e notícias descontextualizadas sobre a nova Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, que inundaram as capas dos jornais e as redes sociais. Pessoalmente, fiquei muito feliz com a sua nomeação, não me assusta a sua aparente menor ligação à pasta, assustar-me-ia sim se não tivesse certezas sobre as suas competências políticas e humanas.
Depois e com a apresentação dos Secretários de Estado, o ridículo é ultrapassado por notícias que só podem ser a brincar. Como declaração de princípios eu não compro o Correio da Manhã mas leio a sua capa como a de todos os jornais diariamente e na passada quarta-feira tive de procurar ler no café um conjunto de duas notícias (é que estas grandes “obras jornalísticas” agora são artigos pagos para leitura on-line), a primeira “informa” de forma tendenciosa que o “Estado domina” e que “só três das ‘contratações’ para o Governo vêm do setor privado”, no entanto a “notícia” imediatamente abaixo destaca o facto do Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Média, Nuno Artur Silva, ter feito vários contratos com o Estado quando era acionista da empresa que segundo o jornal Expresso “da qual saíram projetos televisivos como “Contra-Informação”, “Herman Enciclopédia”, “Gato Fedorento” ou “O Eixo do Mal” “. Só consigo tirar uma conclusão deste seguimento de notícias, os Secretários de Estado devem preferencialmente vir do privado desde que não tenham tido sucesso.
A cereja no topo do bolo das críticas ridículas vai para o maior governo de sempre que passou de 17 para 19 ministros e de 43 para 50 secretários de Estado, uma subida que não só é insignificante em termos de orçamento no que diz respeito ao vencimento dos mesmos e dos que os acompanham, como é de todo justificada pela futura presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, pelo processo de transferência de competências para os municípios e claro pela necessidade de abordar de forma acutilante o quadro comunitário que se avizinha e onde se farão sentir os efeitos do Brexit.
Deixem os homens trabalhar e depois avaliem o seu trabalho.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Loja CTT de Alpiarça vai reabrir este ano num novo espaço


A loja CTT de Alpiarça, no distrito de Santarém, encerrada em janeiro de 2018, vai reabrir até ao final do ano num novo espaço, anunciou hoje a empresa.
Em comunicado, os CTT, Correios de Portugal afirmam que não têm ainda definida a data concreta de reabertura "devido às obras de melhoria e remodelação que serão necessárias".
A loja de Alpiarça será a segunda, depois da de Vila Flor (Bragança) em setembro último, a ser reaberta numa sede de concelho, conforme o "compromisso público" assumido em junho no parlamento pelo novo presidente executivo da empresa, João Bento, de reabrir as 33 lojas únicas em sede de concelho que haviam sido encerradas.
A empresa reafirma que não ocorrerão novos encerramentos, "reforçando assim a proximidade às populações, robustecendo a capilaridade da rede e a qualidade do serviço".
Quanto às restantes lojas encerradas em sedes de concelho, os CTT afirmam que "não existe um cronograma definido para a reabertura", por ser "necessária uma análise detalhada a todas as variáveis envolvidas" para que esta se efetue, nomeadamente, quanto ao espaço, aos recursos humanos envolvidos, à relação existente com os parceiros e autarquias e às oportunidades em cada uma das localidades.
"Até ao momento da reabertura, as populações têm em cada local um posto de correio que presta todos os serviços do serviço público universal e ainda o pagamento de vales de pensões e faturas", acrescenta o comunicado.
Alpiarça foi uma das sedes de concelho que viu a sua única estação de correios encerrada, em janeiro de 2018, tendo o serviço passado a ser prestado numa loja explorada por terceiros, neste caso uma papelaria.
Em janeiro deste ano, a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) exigiu aos CTT a apresentação de "uma proposta" para que todos os concelhos do país tenham, "pelo menos, uma estação de correios ou um posto de correios com características equivalentes às da estação".

O Mercado Municipal e a questão do sr. Américo

                  
Por:
Manuel Dacosta
Os arrendatários das lojas do Mercado Municipal de Alpiarça que está a ser requalificado, estão preocupados com o atraso das obras que deveriam ter terminado a sua 1ª fase há cerca de uma semana. Com a época das chuvas a aproximar-se, receiam vir a ter prejuízos ainda maiores do que os previstos inicialmente. Curiosamente, ou talvez não, o construtor é o mesmo que executou a obra do Jardim Municipal que ultrapassou de longe os prazos contratados de execução, fora as "ameaças" relativamente a instalações que não cumpriam os requisitos legais. O senhor Américo, um velho e pragmático alpiarçoilo, falando do atraso verificado nas obras do Mercado Municipal, dizia-nos hoje em tom de brincadeira:

" Pelo atraso, não haverá no Mercado qualquer coisa também a precisar de ser preservada, como aconteceu com as ossadas descobertas na obra do Jardim Municipal, onde esteve em tempos a Igreja Matriz?
- Ó senhor Américo, troque lá isso por miúdos...
- Olhe, por exemplo, uns talos de couve fossilizados... ou umas cabeças de chicharro mumificadas...(?) sei lá!"

(Não resistimos a dar uma gargalhada).
Assim, fica a questão do senhor Américo e a preocupação dos arrendatários das lojas do Mercado, para quem de direito