domingo, 18 de agosto de 2019

ARTIGO DE OPINIÃO: Greves e tiros nos pés

Por:
Rodolfo Colhe


Semana de pré-campanha, de “pré greve” e de silly season para Rui Rio.
A pré-campanha está em marcha e por muito que os meio de comunicação não acompanhem os partidos ainda sem assento parlamentar estão na rua e os restantes multiplicam-se em encontros e reuniões um período, infelizmente, ainda muito fechado. Em relação aos partidos sem assento parlamentar, aconselho todos a seguir membros desses partidos nas redes sociais, e não falo só da Aliança, da Iniciativa Liberal, do Basta ou do Livre mas por exemplo do RIR, o partido fundado pelo carismático Tino de Rans. É um exercício interessante para perceber quem vota em partidos que podem não conseguir eleger nenhum deputado mas também quem são os seus candidatos e apoiantes e há conclusões interessantes a tirar.
A preparação para a greve dos motoristas marcou a semana com a corrida aos postos de abastecimento de combustível, em parte por necessidade, em parte por falta de civismo. Da parte do Governo esta semana reforça a noção de Estado dos seus membros. O direito à greve nunca deve ser colocado em causa e já disse que me preocupa que a opinião pública sobre as greves no geral não seja nada positiva e verdade seja dita que muito por obra de um mau uso desse direito. Mais uma vez o Governo esteve bem e colocou os portugueses à frente, defendendo os seus direitos e as suas necessidades. O país não pode parar por uma greve que convenhamos é um pouco estranha tendo em conta que há uma negociação a decorrer e há acordo para aumentos. A realidade é que os prejuízos poderiam ser enormes e não só para a economia mas também para a saúde dos portugueses porque a capacidade de resposta da Proteção Civil estaria em causa. No fundo as causas (por muito respeito que mereçam) são amplamente superadas pelos efeitos e digo isto especialmente porque não está em causa a perda de nenhum direito ou regalia.
Quanto a Rui Rio e a sua necessidade de “adiar a greve para pós-eleições e, até lá, tentar um acordo”. Alguém devia explicar ao líder do PSD que a data desta greve foi escolhida exatamente para causar danos e forçar o Governo a agir, exatamente porque estão eleições próximas. Confesso que olho com estranheza para os erros de comunicação da direita, ultimamente “é cada tiro cada melro”, nem os artigos de opinião e peças jornalísticas tentando fazer crer que a greve está a ser gerida com vista a reforçar as hipóteses do PS chegar à maioria absoluta, mascaram esta péssima comunicação.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

QUE É FEITO DAS PROMESSAS DE QUEM MANDA NA CÂMARA DE ALPIARÇA E ONDE ESTÁ A RESPONSABILIDADE DE QUEM NÃO CUMPRE O QUE PROMETE?





O Contribuinte/reclamante chamou o responsável da Câmara e apontou-lhe com o dedo os dois enormes buracos que estavam na frente de quem tem poderes para  os mandar tapar. 
Viu e disse:
"Vou mandar tapar"
Já passarem vários meses.
Os buracos continuam a alastrar e já tem alguns centímetros de profundidade.
O local é na Rua Silvestre Bernardo Lima.
Os que testemunharam a 'cena' perguntam:
"Onde está a responsabilidade desta gente que não cumpre o que prometem e não querem saber disto para nada?"



ALPIARÇA: uma terra com passeios 'cheios' de imundícies








Dejectos e mais dejectos nos passeios da Urbanização do "Casal dos Gagos"

Quem nos acode ou  quem nos salva do cheiro horrível desta porcaria?

«Fotos enviadas por um leitor»

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

MAS QUE GENTE É ESTA QUE NOS ESTÁ A GOVERNAR?





Ontem estive a falar com um responsável da Autarquia alertando-o para  a sujidade que existe em alguns passeios de Alpiarça.
Na curta conversa que tive com o mesmo fiquei com a sensação de que lhe estava a "entrar por um ouvido a cem e a sair pelo outro a mil".
A única resposta que me deu foi "é da responsabilidade da Câmara a limpeza dos passeios" mas sempre a caminhar como que: pouco ou nada estivesse  interessado na informação.
Uma conversa  que mais não era do que informá-lo de outros locais onde a sujidade existe em abundância por causa do  desleixo  dos serviços camarários  onde o dito é um dos responsáveis.
Lamento que a Câmara da minha terra esteja tão mal servida de responsáveis e começo agora a perceber porque Alpiarça continua a ser uma terra suja e entregue ao desleixo.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Resíduos orgânicos serão recolhidos de forma seletiva pelos municípios



Restos alimentares e guardanapos de papel já estão a ser transformados em fertilizante para a agricultura e alguns geram até eletricidade.

Os municípios portugueses vão passar a recolher seletivamente os resíduos orgânicos, como restos de comida, até agora colocados no lixo indiferenciado, uma obrigação que resulta de uma diretiva europeia que visa ajudar o meio ambiente.
Com esta seleção, não só se transformam os resíduos em recursos para a produção de fertilizantes e, em alguns casos, de eletricidade, como também se evita um problema ambiental. Quando colocados no lixo indiferenciado e depositados em aterro, no processo de decomposição, os resíduos orgânicos produzem metano e dióxido de carbono, gases com efeito de estufa que contribuem para o aumento da temperatura média do planeta e para a crise climática.
Conta a SIC que, em Lisboa, além do composto, através dos resíduos em decomposição já é gerada eletricidade a partir do biogás produzido na estação de valorização orgânica da Valorsul. E, a partir de outubro, a Câmara vai iniciar a recolha de resíduos orgânicos na Alta da cidade.
A autarquia lisboeta vai dar a cerca de 6700 famílias da freguesia do Lumiar um balde para depositarem os resíduos orgânicos e guardanapos de papel.
Já na cidade da Maia estão a ser recolhidos e encaminhados para a compostagem resíduos orgânicos de cerca de mil famílias, desde outubro de 2018. Um projeto piloto que, ao que tudo indica, será alargado a 700 prédios do concelho no próximo ano, abrangendo desta forma 35 mil habitantes.
Desde que esta iniciativa foi instalada em Águas Santas, a quantidade de lixo indiferenciado recolhido pelos serviços municipais passou para metade.
«NM»

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

COMO É QUE O EXECUTIVO DA CDU PERMITE UMA "PORCARIA" DESTAS NUM PASSEIO PÚBLICO?




Um passeio público cheio de dejectos de andorinhas que causa vómitos a quem passa junto desta porcaria.
Mais grave ainda quando se situa  frente a uma farmácia.
Bastava que o Executivo da CDU desse ordens para que o passeio fosse lavado com uma "mangueirada" de água que por acaso e para o efeito até existe uma boca de incêndio bem perto desta sujidade ou que solicitasse aos bombeiros que lavassem o passeio.
O executivo da Câmara de Alpiarça quanto a higiene deixa muito a desejar.
O local é o passeio frente à Farmácia Gameiro e a rua é a Silvestre Bernardo Lima.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Como as terras do ministro Pedro Nuno Santos e do sindicalista Pardal Henriques se estão a preparar para a greve

Há várias maneiras de medir a distância entre São João da Madeira e Alpiarça: são 217 km, duas horas e 20 minutos a conduzir ou um terço de depósito de um carro médio. Também haverá várias maneiras de distinguir dois Pedros que têm sido protagonistas do conflito que ameaça parar o país: Pedro Pardal Henriques, advogado e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, aparece como o líder dos grevistas — e tem de tal forma adquirido visibilidade com os protestos que até vai entrar na política, como cabeça de lista em Lisboa do PDR de Marinho e Pinto para as legislativas; já Pedro Nuno Santos, o ministro das Infraestruturas e um dos negociadores preferidos de António Costa, apelou aos portugueses para se precaverem contra as consequências da greve.
Foi isso mesmo que o Observador foi tentar perceber: como é que as terras destes dois protagonistas se estão a preparar para uma eventual falta de combustíveis. Mas se em São João da Madeira existem abundantes memórias de Pedro Nuno Santos, em Alpiarça é raro encontrar quem conheça Pedro Pardal Henriques sem ser pela televisão.

“Isto é mais para o pessoal açambarcar para aí gasóleo e gasolina, como antigamente aconteceu com o açúcar”

O telefone tocou. Era o “amor lindo”. João Paulo não atendeu. Entre tickets, faturas com número de contribuinte e moedas para arrumar na gaveta do dinheiro, o funcionário desta bomba de gasolina em São João da Madeira só dispensa alguma atenção aos bitaites dos clientes sobre os benefícios de andar sempre com o depósito do carro cheio. “No princípio do mês é quando se vende mais [combustível]. Para o final do mês, as pessoas já fazem dieta nos carros e ginástica nas pernas”.
Foi no mais pequeno município português, no que à geografia diz respeito (8 km quadrados), que, há 42 anos, nasceu o ministro dos Transportes e Infraestruturas, Pedro Nuno Santos. “Bom homem”, dizem alguns na terra. Cedo se prestou aos jogos da política. Há mais de cinco meses que tem negociado a cessação da greve com os motoristas de matérias perigosas e há menos de um que, na iminência de a mediação falhar, aconselhou os portugueses a precaverem-se.
João Paulo: "Para o final do mês, as pessoas já fazem dieta nos carros e ginástica nas pernas”. (JOANA ASCENSÃO/OBSERVADOR)
O gasóleo não deve acabar tão cedo. Pelo menos estas são as contas do funcionário do posto, que não teme um “novo abril de 2019”. Durante a primeira greve destes profissionais, “faltou o gasóleo em todas as bombas” – e tiveram de deixar de abastecer. Mas o problema maior foi quando acabou: “Ainda estivemos quase uma semana à espera do gasóleo”.
João Paulo não vai em alarmismos e a despreocupação condiz com o resto da cidade. Na empresa Humberpeças, de peças para automóveis, Pedro Moura, diretor de marketing, vê a hipótese de ter de parar como um cenário “um bocado assustador”: 70% das entregas são distribuídas pela própria empresa, com cerca de 14 carros e 27 motas. E aqui, as memórias da paralisação de abril também parecem assombrar. “Estamos preocupados porque pode haver outra vez uma correria aos combustíveis, por precaução. Seria desagradável motas com depósitos de apenas 10 litros, obrigadas às vezes a ser atestadas duas vezes ao dia, terem de estar paradas mais de uma hora nas filas.”

Pedro Moura é o diretor de marketing da Humberpeças, que já sentiu os efeitos da greve de abril. (JOANA ASCENSÃO/OBSERVADOR)
É por isso que a empresa, presente na cidade há 32 anos e com cerca de 90 funcionários, tenciona atestar todos os veículos, apesar de ser “prática comum” e pondera “colocar na oficina alguns depósitos pequenos com gasolina, em “quantidades não exorbitantes”, de forma a evitar as filas.
Da zona industrial ao centro são menos de cinco minutos de carro. O céu cinzento e os chuviscos envergonhados em pleno agosto não desmontam a simpatia dos são-joanenses, considerados em 2010 os habitantes mais felizes do país. Mas quando se fala em greve dos motoristas de matérias perigosas, arregalam os olhos e preveem caso bicudo. Numa das ruas que desaguam na praça Luís Ribeiro há uma escola de condução, também de nome Ribeiro.
Quando entrámos não sabíamos que tinha sido ali que Pedro Nuno Santos tirou a carta, quando atingiu a maioridade. Mas Conceição Leite, de voz grave e altiva, conhece bem o ministro e não é só pelo jeito com o carro. “Desde pequenino” que a aptidão para a política era genuína e “se notava na forma de falar”.
Conceição, além de administrativa na escola, também é secretária na mesa da assembleia da junta da única freguesia da cidade, que herdou o mesmo nome. A cor política não é a mesma da do ministro, mas está com ele quando se fala da greve que pode fazer faltar o combustível nos tanques como o de João Paulo: “Não quero com isto dizer que os motoristas não têm razão, mas as greves não são boas para ninguém e era bom que não houvesse greve”.
A seguir surge-lhe uma questão: “Acha que vai mesmo haver?” E se houver? “Se houver e se durar muitos dias, quando os carros não tiverem mais combustível, teremos de parar”. É assim porque o negócio depende diretamente de os carros terem os depósitos preenchidos. Com quatro instrutores e oito a nove aulas por dia para cada um, o depósito de um carro dura ali apenas dois a três dias. O mês não ajuda. Agosto é bom para o ofício, “porque apanha as férias dos candidatos”. A escola Ribeiro vai abastecer os carros de instrução esta sexta-feira, mas ali mantém-se a esperança de que a greve não vá avante.
Conceição Leite: Em abril a greve “não no afetou porque também durou poucos dias”
Do lado oposto da praça e da barricada está a principal indústria da cidade; ou a cara que nos fala dela. Camisa semi abotoada e sorriso de quem faz as malas para férias, Tiago faz representar as empresas de sapatos e chapéus. “É uma indústria muito assente aqui em S. João da Madeira”. Apesar de em abril ter saído prejudicado pelas horas na filas para combustíveis, “porque tempo é dinheiro”, agora em agosto Tiago não acha “a falta de gasóleo um fator determinante e preocupante para o setor do calçado porque as empresas encerram nesta altura do ano”. A Footure, empresa de peças para calçado que gere, faz a pausa anual no final desta semana. Apesar disso, Tiago vai precaver-se, enchendo “o depósito na sexta-feira” e tendo “uma reserva de 20 litros de gasóleo”. Depois, vai de férias e só reabre o estabelecimento em setembro.
Mas antes de nos deixar ir ver o corte de cabelo do outro Tiago desta história, confessa com cara séria que só no início do ano percebeu quão “importantíssimo este tipo de transporte de mercadorias” era, capaz de “parar o país”. E acautela que “por ninguém acreditar que isto poderia acontecer é que aconteceu.”
Têm a mesma idade, os Tiagos, 28 anos. O Fernandes, sentado na poltrona de pele preta do André Cabeleireiro, também se prepara para as férias. Corta o cabelo e atesta o carro, apesar de ter “mais de meio depósito”, que, garante, dá para chegar a Braga. Já em Braga, a mira é apontada às gasolineiras espanholas, mais baratas e livres de greves.
“Em abril foi complicado arranjar combustível. Quando lá cheguei, foi mesmo à queima. houve quem já não conseguisse abastecer. Eu precavi-me e fui abastecer antes de chegar esta altura das férias e de a situação da greve avançar.”

André é, afinal, António Marques. Toda a gente o trata por André Cabeleireiro. (JOANA ASCENSÃO/OBSERVADOR)
André ouve. Afinal, cabe-lhe também parte do tempo ouvir, ao som de fundo da máquina de corte e da televisão, que já relata a falta de combustível em alguns postos de abastecimento. Desvaloriza. Ali dentro “não tem havido muita preocupação em relação à greve”.
“Sabe que tenho aqui um cliente especial?” Tem? “O senhor Ministro-dos-Transportes-e-das-Infraestruturas”. E logo saca do telemóvel para comprovar.

Ministro Pedro Nuno Santos é "cliente habitual" de André. (JOANA ASCENSÃO/OBSERVADOR)
“Conheço-o desde bebé e para mim, sempre foi político. Quando era jovem, quando começou na JS, notava-se”. Talvez pela proximidade em relação ao governante, André considera tudo escusado: “Isto é uma guerra entre a ANTRAM e o Sindicato lá dos motoristas de matérias perigosas”. Ainda acredita, no entanto, no poder de negociação do governo para impedir que esta greve tenha o mesmo impacto da anterior. “O governo devia pegar em todas as forças de segurança e pô-las a transportar os camiões para abastecer tudo o que seja necessário, para o país não parar”.

Da praça ao posto onde o gasóleo acabou

Zeferino tinha mais de meio depósito e nem estava a contar, mas deu-nos boleia estrada fora. “Vim atestar para ir por aí abaixo e não ter problemas.” Mas tem medo? “Pois tenho. Se não tiver gasóleo, vou a pé?” Joga o Porto no fundo do rádio e, assim como vira o jogo, virou a conversa do são-joanense de 68 anos: “Eu nem era para abastecer porque isto é só bluff, não vai dar em nada. Isto é mais para o pessoal açambarcar para aí gasóleo e gasolina, como antigamente aconteceu com o açúcar.”
Abastecido, o Opel Astra de 95 segue viagem e espera que a greve dure só um dia ou dois: “Mais que isso não. Deus me livre, o país parava!”. E logo acima uns metros, numas das gasolineiras low cost da cidade, a fila ao final da tarde já é evidente. Catorze carros norteiam-se por quatro postos de combustível. Entre os “quer fatura?”, os “obrigada” e a ligeireza a carregar em botões, a técnica que recebe aos pagamentos justifica: “Vai haver greve e o pessoal já está a abastecer”. Para ela, o dia já vai tão comprido quanto o rabo de cavalo e ainda são sete da tarde. Muitos carros que sobem a rampa rapidamente dão meia volta e desistem da espera. Outros arriscam usar jerricãs. “Ainda um há bocado”, diz-nos, envolta em matrículas quase tanto quanto em números de contribuinte.
Uma hora passada, os tanques do gasóleo esvaziaram. “Normalmente duram três a quatro dias e nunca chegam à reserva, mas desde o início da semana que a afluência tem sido maior”. No momento de pagar os 2 euros e 80 cêntimos que os tanques permitiram abastecer, um cliente com o combustível do carro na reserva pergunta, preocupado: “O camião vem amanhã cedo, não vem?”.

“Palmilhei Alpiarça de lés-a-lés e nunca me cruzei com essa personagem”

Já Pedro Pardal Henriques, o líder desta – e da anterior – greve dos motoristas, nasceu na vila de Alpiarça em 1978, mas o rosto do advogado sindicalista só é visto na terra através das televisões. Na vila ribatejana há muito poucas memórias do vice-presidente e porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, que saiu de Alpiarça antes de entrar sequer na escola.
Ainda assim, e sem qualquer sentido de afinidade, as críticas ao líder sindical somam-se entre os vários setores ouvidos durante o dia em que o Observador passou em Alpiarça – e na região –, para saber como é que os habitantes, os empresários e a própria Câmara Municipal se estão a preparar para a greve dos motoristas de matérias perigosas.
Primeira paragem: posto de gasolina na Estrada Nacional 118. Jacinto Martins Nunes é dono de uma das bombas de combustível da estrada que atravessa toda a vila de Alpiarça e que há cinco meses se deixou surpreender pela paralisação dos motoristas. Desta vez, diz estar “mais precavido”, mas acrescenta: “Se começar a faltar numa e depois noutra, começa logo a corrida às bombas onde ainda existe combustível. Aqui tem-se vendido mais qualquer coisa”.
Jacinto Nunes é dono de uma das bombas de combustível de Alpiarça e há cinco meses deixou-se surpreender pela paralisação dos motoristas agora diz estar “mais prevenido". (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)
O empresário lamenta a greve sobretudo pelas dificuldades que coloca na gestão dos stocks. “O meu posto tem capacidade para 68 mil litros, mas nunca está na capacidade máxima porque isso exige muito capital e as oscilações do mercado não me permitem saber se depois vou vender isto mais barato ou mais caro”, diz Jacinto Nunes, que detém um dos postos que não integra a Rede de Emergência de Postos de Abastecimento.
Numa vila que depende sobretudo do trabalho agrícola, a pressão sobre as necessidades de abastecimento aumentam de nível. Com parte das campanhas agrícolas no seu auge e uma outra parte prestes a começar, Jacinto Nunes reconhece que “o risco maior é para a agricultura. Esta é a pior fase. Os produtos continuam a ser produzidos, a ser apanhados, mas as transportadoras não têm capacidade para os escoar”.
Apesar do risco, o empresário mantém-se cético quanto à paralisação e quanto aos efeitos. “Têm aparecido algumas pessoas com jerricans. Mas é como nos supermercados: quem tem mais fundo de maneio vai-se precavendo. Eu não fiz isso. Estas greves já existiram no passado, agora é que estamos a tomar medidas, mas que medidas? É que com os piquetes de greve, as pessoas que estão a ser formadas para manobrar os camiões podem ter dificuldades. Esse é o maior problema”.
Quem o está já a sentir na pele é Luísa Paciência, a gerente e engenheira agrónoma da Casa Agrícola Paciência. “No transporte dos produtos já sentimos alguns constrangimentos porque com as notícias da greve os nossos clientes reforçaram as encomendas e temos tido uma semana com o dobro do movimento habitual. Se é bom, se é mau, não sei, porque começa a faltar capacidade de resposta e com o movimento muito elevado, nos entrepostos de destino, há encomendas que são devolvidas por falta de capacidade desses entrepostos — da SONAE, Pingo Doce, etc”.
Luísa Paciência é a gerente e engenheira agrónoma da casa agrícola fundada pelo avô há mais de 100 anos e que tem no vinho a sua principal missão. (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)
Luísa Paciência é a gerente e engenheira agrónoma da casa agrícola fundada pelo avô há mais de 100 anos e que tem no vinho a sua principal missão. Ao Observador, conta que a dependência de combustíveis existe em toda a cadeia de funcionamento da empresa: “Dependemos de combustível para o funcionamento de toda a parte agrícola e depois na parte da transformação é necessário para alguns equipamentos, (…) e depois a parte da distribuição. A transportadora que faz a recolha para entrega aos nossos clientes também está dependente desta questão dos combustíveis”.
Apesar de planear começar a vindima durante a próxima semana (apanhando assim o pico da greve, caso se mantenha), Luísa Paciência explica que a casa agrícola tem reservas para “15 dias ou três semanas” e esta quinta-feira dedicou uma parte do dia a abastecer todas as viaturas necessárias para o trabalho diário, mas não esquece que há cinco meses foi encher alguns jerricans para garantir as entregas locais, e acabou por nem os utilizar.
Quem também encheu os depósitos há cinco meses foi Rui Aniceto, empresário agrícola que lidera a Triplanta, e que integra a Hortofruticolas Campelos, uma organização que representa 60 produtores de legumes, frutas e flores que juntos têm a seu cargo mais de quatro mil hectares.
Para esta greve não levámos as coisas a sério porque achámos que isto era tudo um bluff das pessoas que estão à frente dos sindicatos, mas estamos a ver o caso agora um pouco mais sério”, confessa Rui Aniceto, acrescentando que atualmente os produtores que representa não têm “em reserva o combustível necessário”. “Alguns dependem de empresas contratadas, que lhes estão a dizer que não vão fazer greve mas que podem não ter combustível. Sempre pensámos que fosse desmarcado mais cedo, mas pelo menos o fator cagaço já conseguiram”, lamenta o empresário.
“Na agricultura a gestão é mais difícil porque os produtos depois de estarem prontos no campo ou vão para o supermercado ou então estragam-se. Depois de estarem prontos duram 48h. Mais que isto, as pessoas andaram a trabalhar o ano todo para perder tudo”, explica ao Observador. A gestão nos produtos frescos – como o tomate ou a alface – é mais complicada do que por exemplo no vinho, como já tinha adiantado Luísa Paciência. “No setor do vinho, uma encomenda que não é entregue hoje pode ser entregue para a semana. Agora, nos produtos frescos essa gestão é diária” e quando um dia falha, o prejuízo começa a acumular-se.
Quem também encheu os depósitos há cinco meses foi Rui Aniceto, empresário agrícola que lidera a Triplanta. (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)
O empresário da Triplanta ainda tentou fazer uma encomenda de combustível de última hora, mas já foi informado de que não vai ser possível ser entregue até segunda-feira (o dia marcado para o inicio da paralisação). “Tenho depósitos homologados para 6 mil litros, mas neste momento só tenho 2 mil e sem me conseguirem entregar vai ser difícil. No máximo tenho combustível para trabalhar até terça ou quarta-feira”, diz Rui Aniceto, deixando mais reclamações sobre uma greve que considera “não ter fundamento. Há falta de motoristas, isto é mais o protagonismo das pessoas que estão a liderar os sindicatos do que propriamente os trabalhadores. Estive com motoristas que não querem fazer greve, consideram que o que ganham é justo”.
As críticas são lançadas a Pedro Pardal Henriques por conterrâneos que desconhecem que foi ali nasceu o agora líder sindical. O desconhecimento sobre Pardal Henriques é alias tónica dominante entre toda a população de Alpiarça. Ao que o Observador apurou o advogado nasceu na vila mas a família mudou-se para o Algarve ainda antes de Pedro Pardal Henriques ter entrado na escola. O advogado poderá ter alguma família afastada ainda em Alpiarça mas, por nunca ter frequentado a escola, não é conhecido entre os que partilham a sua geração.
Um ex-candidato à Câmara Municipal de Alpiarça diz mesmo: “Apesar de ter palmilhado Alpiarça de lés-a-lés em campanhas eleitorais, nunca me cruzei com semelhante pessoa”.
De volta à greve, antes de terminar a conversa com o Observador, Rui Aniceto tem ainda tempo para contar que já foi contactado por uma transportadora espanhola que lhe pediu para adiar entregas, com receio dos piquetes de greve: “Existe medo de represálias por parte dos motoristas estrangeiros, especialmente nalguns pontos mais sensíveis do pais”.
O empresário agrícola lamenta que a agricultura não tenha sido tida em conta na lista de prioridades definida em primeiro lugar – essa situação já foi agora corrigida pelo Governo – e lamenta que o país “se esqueça de quem os alimenta”, acrescentando que “é preciso pensar como um todo. As coisas só funcionam se todos contribuirmos e esta é uma fatura que podemos vir a pagar mais tarde”.
Embora não podendo ser opção de recurso para os empresários que precisam de combustível para manter a atividade, a Câmara de Alpiarça também não deixou de se precaver tendo em conta este pré-aviso de greve – e a própria recomendação do Governo. Ao Observador, a autarquia revelou que tem quatro mil litros em depósito, “o que num mês de Agosto, com muito do pessoal em férias, garante um mês de funcionamento dos serviços municipais”, tendo mil litros destinados aos Bombeiros Municipais e outros mil aos serviços de Proteção Civil. A autarquia recorda ainda que é obrigatório um dos postos de abastecimento do município garantir uma reserva de mil litros para os bombeiros.

Pedro Miguel Ribeiro é presidente da autarquia do concelho vizinho, Almeirim e líder da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo
Numa região fortemente dependente da agricultura, a Comunidade Intermunicipal da Leziria do Tejo (CIMLT) lançou um alerta ao Governo para não esquecer o abastecimento dos que fazem desta a sua atividade. Ao Observador, o presidente da CIMLT, que abrange Alpiarça e outros dez concelhos, Pedro Miguel Ribeiro, garante que “a definição de serviços mínimos já resolveu uma parte do problema, sendo que o gasóleo agrícola é importante, mas falta perceber os mínimos impostos para os consumos, visto que as máquinas agrícolas não consomem na mesma quantidade que um carro particular”. O dirigente espera que o número de pessoas que não vão aderir à paralisação possa “ter influência naquilo que é o abastecimento que vai existir durante o período de greve”.
Pedro Miguel Ribeiro, eleito presidente da autarquia do concelho vizinho – Almeirim – pelo Partido Socialista, diz que “a greve pode acabar antes de começar desde que haja uma saída airosa para todos. Não sei se é possível para já, porque as posições se têm vindo a extremar”. Para o autarca e líder da CIMLT, “o governo fez aquilo que deve fazer, preveniu como podia prevenir, agora é preciso encontrarmos a porta de saída. Isto é um pouco como nas eleições: é preciso encontrar uma forma de todos dizerem que ganharam. Eu acho que é isto que falta”.
Enquanto o pré-aviso se mantém, e tendo em conta que a terra natal de Pedro Pardal Henriques não tem um único posto dentro da Rede de Emergência, Jacinto Nunes, o dono de um posto de abastecimento, sabe o que o espera: “Aqui, quando esgotar, esgotou. Se não mandarem mais não mandam”.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

ATOS DE VANDALISMO E DESTRUIÇÃO EM ALPIARÇA







Apesar do esforço em melhorar e preservar os espaços públicos, que são de todos, a falta de respeito pelos bens coletivos é uma constante. A Autarquia faz tudo para manter a vila limpa e cuidada, no entanto quase diariamente deparamo-nos com situações que revelam comportamentos menos próprios.
Desde lixo deixado propositadamente fora dos contentores e que acaba espalhado pelo chão, a colchões, sofás, pneus, sanitas, televisores, móveis, ervas secas, ramos de árvores, etc... abandonados indevidamente junto de caixotes do lixo, mesmo sabendo que a Câmara dispõe de um serviço destinado a esse fim, e que é feito porta a porta gratuitamente. A vandalismo puro que vai da destruição/roubo de sinais de trânsito pondo em perigo quem circula na via pública a danos causados em edifícios da Autarquia e zonas envolventes como é o caso da Biblioteca Municipal.
Conforme as imagens publicadas, os mais recentes incidentes registaram-se na última sexta-feira junto à Albufeira dos Patudos. Onde alguém destruiu completamente as cancelas em madeira ali colocadas pela Autarquia, no sentido de evitar que alguns teimosos continuem a circular abusivamente com os carros numa zona de lazer.
Zona essa, frequentada diariamente por muitos Alpiarcenses que fazem, junto à água, os seus passeios a pé ou de bicicleta, as suas corridas ou caminhadas.

Entristece-me enquanto Alpiarcense e quero aqui demonstrar o meu profundo desagrado com tais atitudes, até porque as cancelas em causa estavam abertas, o que demonstra uma maior maldade. Este ato foi feito apenas com uma intenção, a de destruir o que é de todos e quem os pratica não pode gostar de Alpiarça.
Como têm vindo a constatar ao longo destes 10 anos, nunca foi meu hábito manifestar-me publicamente nem nunca o fiz através das redes sociais sobre qualquer situação. Contudo, acontecimentos destes tem-se repetido com alguma regularidade. A preocupação da Câmara tem sido a de fazer uma participação contra desconhecidos no posto da G.N.R. e de seguida ir rapidamente tratar de repor ou reparar os danos. Mas atos como estes demonstram um grande desrespeito por Alpiarça e pelos Alpiarcenses e têm de ser denunciadas publicamente pois não podem continuar a acontecer sem o conhecimento de todos.
Não basta sermos exigentes com os outros, temos que ser também responsáveis e exigentes com nós próprios.

Para continuarmos a ter uma Vila da qual nos podemos orgulhar, defendam-na e preservem-na porque ela é de todos Nós.
O vice presidente
Carlos Jorge Pereira

ARTIGO DE OPINIÃO: Outra sondagem

Por:
Rodolfo Colhe

O ponto prévio para este artigo é: não acredito 100% em sondagens, mas que elas revelam alguma coisa revelam.
A TVI pouco conhecida pela isenção lançou uma sondagem durante a passada semana (PS – 35,5%; PSD – 20,3%; BE – 14,7%; PAN – 7,9%; CDU – 5,6%; CDS- 3,3%) com valores bem distintos de outras sondagens como a lançada pelo JN a menos de 15 dias (estas grandes diferenças são a prova do quanto são falíveis as sondagens), e que convínhamos iriam mudar brutalmente o parlamento.
Há um ponto de convergência na leitura das sondagens, o CDS corre um sério risco de ter um péssimo resultado, veremos quão mau será. As lutas internas no CDS não fazem manchetes como as do PSD ou até PS quando acontece, mas elas existem e são duras, e ou muito me engano ou estas declarações sobre pagar para ocupar vagas nas universidades públicas (gostava de perceber o modelo, sinceramente) são o reflexo de uma desorientação gigantesca e de uma necessidade de reagir.
Um dos grandes vencedores seria o PAN, confesso que não simpatizo nada com o PAN, considero que são um reflexo dos erros dos partidos convencionais e não uma resposta a esses erros. Verdade é que se tivessem uma votação na casa dos 7% poderiam de certa forma marcar um pouco a agenda no parlamento principalmente se tiverem ideias concretas e realizáveis principalmente na área ambiental onde pouco ou nada tem marcado espaço. Mesmo assim, arrisco-me já a dizer que o PAN não irá eleger fora dos círculos eleitorais de Lisboa e Porto, muito por falta de razoabilidade.
Se esta sondagem fosse o resultado das eleições de dia 6 penso que a grande mudança seria a aproximação do BE ao PSD, ficando o BE mais próximo do PSD do que o PSD próximo do PS o que poderia obrigar o BE a adotar uma postura diferente mais de “partido do arco da governação”, sendo interessante perceber como se adaptariam a esse papel mais de construção do que de contestação.
O PCP, bem o PCP não se pode dizer que alguma sondagem lhe seja verdadeiramente favorável também, a queda é mais progressiva mas é uma tendência que não é nada fácil de contraditar sem mudança de discurso e de pontas de lança.
Para o PS é só mais uma sondagem onde está mais perto ou mais longe da maioria absoluta mas a vitória segundo as sondagens não é notícia.
O que todas as sondagens apontam é para uma vitória clara da esquerda sobre a direita que pode não ultrapassar 30% dos votos, e isso assusta muito a direita.
Sendo só mais uma sondagem há que pensar que o que damos por adquirido a nível político não o é e muito pode acontecer, por agora não faço projeções guardo-me para mais perto das eleições no entanto acho que as mudanças não ficam por aqui. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Antes e Depois

Por:
Manuel Dacosta

CASA MODELO DO ALDEAMENTO AVIEIRO DO PATACÃO

- Depois das "grandes limpezas" de 2012 com o intuito de recuperar a aldeia piscatória dos avieiros de Alpiarça, esta seria a primeira casa a ser reconstruída. Na 1ª foto que data dessa altura, o mestre carpinteiro António Alfaiate, faz um apanhado do material necessário para começar a obra.

- Por falta de limpeza do dique, esta é a visão que temos 7 anos depois, da "casa modelo do aldeamento avieiro do Patacão".  Esta situação seria impensável na altura dos Guarda-Rios.
A profissão de Guarda-Rios existiu em Portugal durante quase duzentos anos e estava afecta aos Serviços de Hidráulica do Estado. Foi extinta em 1995 pelo governo do PSD de Cavaco Silva, através do Decreto-lei 143/95, de 14 de junho,
"Aos guarda-rios cabia a função polivalente de guarda, vigilância, protecção e conservação das margens, rios, ribeiros, canais, valas, diques, pontes e aquedutos, dos marcos quilométricos e higrométricos, passando pela fiscalização da extracção clandestina das areias dos rios, da pesca clandestina, do corte de árvores, situações de depósito de resíduos e de descargas de águas residuais, entre outras."

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Mostra fotográfica "A Velocidade da Luz" de Filipa Scarpa



Série fotográfica “A velocidade da Luz”
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“Capturar o movimento e fixar o espaço ou fixar o espaço com o movimento ao redor”


 É uma série infinita.
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Aquilo que mostro através da minha lente, existe.
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Patente no "Espaço 7" da Biblioteca Municipal de Alpiarça até 31 de agosto


Mais informações aqui

2 MILHÕES DE EUROS PARA A REQUALIFICAÇÃO DA ESCOLA EB2,3/SECUNDÁRIA DE JOSÉ RELVAS EM ALPIARÇA



ASSINADO ACORDO DE COLABORAÇÃO ENTRE O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E A CÂMARA MUNICIPAL DE ALPIARÇA


A Câmara Municipal de Alpiarça e o Ministério da Educação assinaram no passado dia 30 de Julho, em Lisboa, o Acordo de Colaboração para as obras de Requalificação Global da Escola EB2,3/Secundária de José Relvas, em Alpiarça, que ascenderão a um valor de cerca de 2 Milhões de Euros, no que será o maior investimento de sempre em infraestruturas de educação de sempre no concelho.
O Acordo de Colaboração assinado pelo Presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Mário Fernando Pereira, acompanhado pelos Vereadores Carlos Pereira e João Arraiolos, e pela Secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, define as condições da repartição da comparticipação da componente nacional do financiamento (15% do total) que será dividido en partes iguais entre o Município e o Governo.
O financiamento de 85% do valor total será garantido por candidatura a apresentar a financiamento pelos fundos estruturais do Programa Operacional Regional Alentejo 2020, através da contratualização da CIMLT.
A Escola EB2,3/Secundária de José Relvas foi construída há 41 anos e não beneficiou entretanto de obras de fundo, tendo sido transferida para a responsabilidade do Município de Alpiarça em 2008/09 sem que, pelo menos, tivesse sido salvaguardada a obrigatoriedade de realização das obras necessárias por parte da administração central.
As obras previstas de Requalificação Global irão possibilitar a recuperação total do edificado da Escola, dos espaços exteriores e campo desportivo polivalente, com a construção de um novo Bloco para Auditório, Biblioteca Escolar e a chamada Sala do Futuro, num valor de cerca de 2.000.000,00 €.
A Câmara Municipal irá agora desenvolver os procedimentos para a realização dos projetos de especialidades a colocar a concurso público e a respetiva candidatura a fundos comunitários na CCDR-A, tendo o projeto de arquitetura sido já executado pela DGEstE.
«CMA»

quarta-feira, 31 de julho de 2019

SONAE VAI ABRIR UM "SUPERMERCADO CONTINENTE" EM ALPIARÇA




A SONAE já entregou  na  Câmara Municipal de Alpiarça  o projecto para a construção de um "Supermercado Continente".
Após a respectiva aprovação serão emitidas as licenças de demolição das edificações existentes e de remodelação de terrenos para  se iniciar seguidamente a construção do  Supermercado.
O "Continente" vai ser construido no terreno situado entre a Rua José Relvas e Rua dos Bombeiros (antigas instalações da Casa Agricola Francisco Cunha cuja extrema da nova area comercial terminará junto do prédio existente, ou seja, em toda a area das actuais  instalações, excepto o prédio, que vai desde  a Rua José Relvas à Rua dos Bombeiros que dá ligação à Rua Dr. Queiroz Vaz Guedes).

MOTIVOS PARA A ABERTURA DA LOJA EM ALPIARÇA:

Contactada a SONAE pelo "Noticias de Apiarça" a mesma informou-nos que a  abertura da loja tem por "objectivo de responder às necessidades dos consumidores de Alpiarça" porque a "população procura um serviço completo, eficiente e rápido".

"Dia da Robótica" - Constrói e programa o teu próprio Robô





#Dia da Robótica#

  28 de Agosto
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Das 10h00 às 18h00 (podes almoçar connosco)
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Constroi o teu próprio robô. Para este workshop necessitas de adquirir um kit de montagem até ao dia 9 de agosto. Reserva já o teu!
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A robótica é considerado um ramo tecnológico de valor maior. Através dela temos a possibilidade de associar a teoria à prática, o saber saber fazer, muitas vezes de forma lúdica e informal. Os conceitos teóricos de mecânica, de eletrónica, de programação e da arte digital serão os pontos de partida que, associando-os ao planeamento e estratégia, nos conduzirão durante o trabalho prático e em equipa, à montagem dos robôs.
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Participa! 
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Mais informações e inscrições aqui

PCP apresenta balanço do trabalho do Grupo Parlamentar em Alpiarça


O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) vai apresentar publicamente o balanço do trabalho desenvolvido na XIII Legislatura, no dia 31 de julho, quarta-feira, às 18:30, na Junta de Freguesia de Alpiarça.
Esta apresentação contará com a presença e intervenção do deputado António Filipe, eleito por Santarém em 2015 e primeiro candidato da Coligação Democrática Unitária às eleições legislativas de 06 de outubro deste ano pelo círculo de Santarém.
No dia 02 de agosto, sexta-feira, às 18:30, a Coligação Democrática Unitária (CDU) apresenta publicamente a sua lista de candidatos à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Santarém no Jardim da Liberdade (junto ao tribunal), em Santarém.
Esta apresentação pública contará com intervenção do primeiro candidato da CDU e deputado pelo círculo de Santarém, António Filipe.
«Médio Tejo»

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