segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O FOGO NÃO DÁ DESCANSO AOS BOMBEIROS

«A foto é do Filipe Almeirante»

ARTIGO DE OPINIÃO: Racismo e outras formas de estupidez humana

Por: Rodolfo Colhe
Presidente da Juventude
Socialista de Alpiarça

Racismo e outras formas de estupidez humana
Estando nós em período de férias é normal que nos desliguemos do mundo de tal forma que até as notícias mais relevantes nos passem ao lado. Se alguém se tivesse desligado do mundo durante este mês de agosto provavelmente ficaria em choque quando se voltasse a conectar e se apercebesse do que se tem passado. Ameaças de ataques a ilhas, risco de guerra entre duas potências nucleares presididas por dois lunáticos, se é que se pode dizer que a Coreia é presidida, em seguida manifestações de grupos ligados aos KKK sem que o presidente dos EUA se insurgisse contra isso, já para não falar em manifestações anti turistas vindas de um país que tem uma taxa de desemprego tão elevada como Espanha. Por Portugal também não andamos melhor na rentrée política do PSD, Pedro Passos Coelho no estilo de autodestruição que tem sido habitual em si proferiu um enorme conjunto de impropérios que colocam em causa grande parte dos princípios de vida da sociedade moderna e do projeto europeu e mundial. Ter dúvidas ou discordar de um diploma é um direito e um dever de um partido como o PSD, agora atacar desta forma as pessoas que escolhem Portugal para viver não é mais do que uma aproximação perigosa ao racismo e a valores que em nada dignificam um partido como o PSD.  Já mais que uma vez me referi a Trumpização e  espero, sinceramente, que não estejamos a ver uma Venturização do PSD. E após fazer esta associação entre o comportamento de um candidato autárquico e o comportamento do ainda líder do partido, digo desde já que não acho que se deva tentar cilindrar uma candidatura por declarações ou ações das lideranças nacionais, deveria sim questionar esses mesmos candidatos se têm a mesma linha de pensamento das suas lideranças. As redes sociais esta semana também ferveram com umas anormalidades ditas por um indivíduo que ganha a vida a escrever umas piadas para a malta se rir, tendo uma profissão da mesma família da dos palhaços, e desde já digo que o que os comediantes dizem a mim pessoalmente não me choca nem me motiva ou deixa feliz, simplesmente ou me faz rir ou não me faz rir porque é essa a sua função. Quando estes indivíduos passam determinado nível devem ser apenas ignorados e os likes nas suas páginas retirados, ameaças de morte tanto a pessoa como a família só lhe dão a proteção social que ele não merece. Em Alpiarça sabemos bem que os Papagaios devem ficar a falar sozinhos, o mesmo é válido para palhaços de profissão porque o mediatismo é o seu sustento.  



sábado, 19 de agosto de 2017

Às mulheres e homens que integram os Bombeiros Municipais de Alpiarça, o nosso reconhecimento colectivo e o nosso obrigado



Caros (as) amigos (as),
Durante a primavera e verão deste ano de 2017 o País tem sido, uma vez mais, fustigado por uma onda de incêndios que destrói vidas, bens, propriedades e enormes áreas florestais, causando danos humanos irreparáveis e enormes prejuízos.
A persistência de políticas erradas ao nível do planeamento florestal, a fraca dotação de meios e alguns interesses ilegítimos ligados ao sector estarão na origem deste grave problema nacional.

Na primeira linha de combate a este flagelo estão os bombeiros portugueses, mulheres e homens de coragem que, com enorme voluntarismo, empenhamento, conhecimento técnico e denotando um elevado espírito de solidariedade, colocando muitas vezes em risco a sua integridade física e até as próprias vidas, defendem as populações e limitam o impacto negativo dos incêndios.
De Alpiarça, os efectivos do seu corpo de Bombeiros Municipais -- que integra bombeiros profissionais e voluntários -- têm dado um grande contributo para o esforço global de procurar salvaguardar pessoas e bens, constituindo-se como o principal veículo da solidariedade dos alpiarcenses para com outras populações e fazendo jus à sua valorosa história de 68 anos. dignificando o nome do Município e da nossa terra.
Às mulheres e homens que integram os Bombeiros Municipais de Alpiarça, o nosso reconhecimento colectivo e o nosso obrigado.
Por fim, queria deixar também uma palavra de solidariedade a todas as populações e respectivos autarcas atingidos pelo flagelo dos incêndios florestais nos últimos meses, com natural saliência para os nossos vizinhos de Mação, Abrantes, Sardoal e Gavião, que atravessam momentos muito difíceis e dolorosos.
Mário Fernando Atracado Pereira
Alpiarça, 18 de Agosto de 2017

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A UNIÃO FAZ A FORÇA



Incêndio Mação Bombeiros Municipais de Alpiarça 
Todos nós, em algum momento da vida, já escutamos a expressão 'a união faz a força'. É uma expressão sobejamente conhecida e usada, mas de uma sabedoria imensa, pois o sucesso do trabalho em equipa passa justamente pela união, pelo trabalho em conjunto.
Cada indivíduo, com todas as suas singularidades, é importante, mas para alcançar um bem maior e comum, cada um deve trabalhar para o todo, em função da equipa .
«Texto e fotos de Sara Fábio Dias»

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

CAMPANHA DE CONTACTOS PORTA-A-PORTA DA CDU EM ALPIARÇA

Ao final da tarde de ontem, quarta-feira, pelas ruas do Frade de Cima, em mais um dia de contacto de proximidade com a população. CAMPANHA DE CONTACTOS PORTA-A-PORTA DA CDU EM ALPIARÇA Ao final da tarde de hoje, quarta-feira, pelas ruas do Frade de Cima, em mais um dia de contacto de proximidade com a população.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

VAMOS EM FRENTE PARA MUDAR



Obrigada PSD, CDS E MPT por nos ajudarem a pagar as despesas. Somos democratas e trabalhadores. Não queremos emprego. Queremos trabalhar pela terra onde vivemos.

PARA QUANDO A DIVULGAÇÃO DO NOVO TREINADOR DO FUTEBOL INFANTIL?



Um leitor do ‘Noticias de Alpiarça’  escreveu-nos  para saber a razão porque ainda não foi feita a “divulgação dos novos treinadores  das equipas dos escalões infantis do Águias.”

Adianta o mesmo que os “miúdos andam a ficar nervosos porque não sabem quem vai ser o treinador nem para quando a apresentação e respectivos treinos”.



Segundo o mesmo já há “crianças a pretenderem ir jogar para Almeirim porque aqui já fizeram a apresentação e já treinam” e no único clube que pratica futebol (Águias) em Alpiarça  “ninguém sabe nada e muito menos informam o quer que seja.”

ALPIARCENSES EM DESTAQUE: Um alpiarcense à frente dos destinos da ADAR


Com a devida vénia transcrevemos uma entrevista feita ao alpiarcense Rui Mendes Jorge (foto) que preside a Associação Desportiva de Aldeia da Ribeira (A.D.A.R.)


Rui Jorge: "Em casa de ferreiro espeto de pau"


Oficialmente criada em 1985 a Associação Desportiva de Aldeia da Ribeira (A.D.A.R.) é reconhecida como pessoa coletiva de utilidade pública e detém atualmente na secção de BTT a mais visível das suas atividades, embora pretenda alargar o trabalho a outras áreas, como é o caso do futebol. A falta de reconhecimento dado ao trabalho da associação por algumas pessoas de Aldeia da Ribeira e da freguesia de Alcanede é motivo de “tristeza” por parte do presidente da direção, Rui Mendes Jorge, o nosso entrevistado.
Portal de Alcanede (PA) - A A.D.A.R. vai fazer no próximo mês de Julho 26 anos de existência. Como é que nasceu a ideia de criar este clube na Aldeia da Ribeira?
Rui Jorge (RJ) – 1985 é a data oficial em termos de legalização da associação, no entanto a A.D.A.R foi pensada numa reunião a 24 de Abril de 1984. Eu estava há pouco tempo em Aldeia da Ribeira, mas fui convidado para assistir a essa reunião. Algumas pessoas sabiam que eu tinha já alguma experiência ao nível de coletividades, em particular no Águias de Alpiarça, de onde sou natural, onde fui atleta e onde fui responsável das secções cultural, recreativa e desportiva (Andebol). Aceitei o desafio lançado por esse grupo de elementos para formarmos um clube a sério. Porque era novidade nesse tempo o entusiamo nunca faltou, eramos 14 a 16 pessoas e em menos de um ano o clube nascia legalmente.
Inicialmente a associação tinha como fim não só o desporto, mas também as vertentes culturais e recreativas. Devo sublinhar que nessa época a juventude em Aldeia da Ribeira e de uma maneira geral na freguesia de Alcanede, só via o futebol como desporto! Hoje o BTT é atividade principal da A.D.A.R e que veio a surgiu mais tarde.
PA – Quando é que se dá a grande evolução da associação?
RJ – Em 1995 uma série de miúdos que gostavam de BTT e que corriam individualmente, foram ter comigo a pedir para os ajudar a organizar uma equipa, já que tinham vontade de participar em provas oficiais (como equipa) e tinham gosto de representar a nossa associação desportiva e a freguesia de Alcanede. Desde 1995 que estamos federados e até hoje nunca mais deixámos de correr, sempre com 9 a 12 federados. É por isso que hoje tenho orgulho em dizer que os resultados são extremamente positivos, atendendo a que se trata de uma aldeia pequenina, mas bem alicerçados a nível nacional e internacional, com participações em Espanha, França, Madeira e em todo o território continental.
PA – Aldeia da Ribeira e Alcanede estão assim, desportivamente, representadas a grande nível…
RJ – Sim. Mas há uma mágoa para mim, eu sinto. Por vezes fico com a impressão que a A.D.A.R. que como equipa a nível nacional é a mais antiga do país a participar há mais anos consecutivos em provas oficiais, deixa-me às vezes uma certa tristeza que na Aldeia da Ribeira esta verdade não se saiba. Provavelmente poucos o saberão também na freguesia de Alcanede! Fico triste, mas já estou acostumado, em casa de ferreiro espeto de pau.
adarfotoPA – Há reconhecimento a nível de outras localidades do país, mas localmente isso não se sente?
RJ – A nível local não. Na história destes quase 26 anos de vida da A.D.A.R. algumas pessoas ainda preferem fazer sobressair as coisas más! Se alguma coisa está mal, toda a gente fala! Se uma coisa é boa ou ótima, ficam indiferentes. Eu não tenho esse hábito, gosto de falar com todos, respeito toda a gente, mas também gostava de ser mais ouvido e respeitado. Reconheço que sou um pouco ingénuo, mas ao contrário do que alguns pensam, não sou parvo. Gostava que as pessoas que estão a ler esta entrevista pudessem meditar um pouco.
PA – O BTT é sem dúvida a grande aposta da A.D.A.R.
RJ – Sim. Mas já agora quero dizer, porque é a primeira grande entrevista destes 26 anos que nos fazem e a qual agradeço, que nós começamos por ter atividades culturais e recreativas. Participámos no início da nossa atividade nas famosas jornadas culturais da C.M.Santarém e nela organizámos espetáculos de dança, ranchos folclóricos, magia, veio cá a orquestra infanto-juvenil de Pernes, dirigida pelo Maestro Santos Rosa, o cinema e outras atividades. Não eram iniciativas da nossa responsabilidade, mas hoje temos o prazer de ver que existe um grupo de danças de salão em Aldeia da Ribeira e sinto muito orgulho nisso. Defendo muito estas coisas e considero que esse trabalho tem de ser elevado.
Já agora aproveito a oportunidade para dar os parabéns ao centro cultural e recreativo pela parceria que teve com o Portal de Alcanede, levando recentemente à terra um colóquio sobre associativismo e voluntariado e que achei extraordinário. Dou os parabéns à direção do C.C.R. Aldeia da Ribeira e à organização. Nós somos amigos, colaboramos e é necessário que todos saibam isso.
PA – Voltando ao BTT, nesta altura quantos atletas representam a associação?
RJ – Este ano temos 13 ou 14 federados. Porque em passeios de BTT ou a correrem individualmente com a nossa camisola, temos mais.
PA – Quantos associados existem?
RJ – Temos inscritos cerca de 150, mas já fomos muitos mais. Tivemos uma secção de caça e nessa altura eram cerca de 300. Já se falou muito no passado e este ano de 2011 vai ser um ano de reorganização. Vamos melhorar as nossas instalações para o bem - estar dos associados e familiares, vamos fazer uma limpeza no nosso campo de futebol, que foi um terreno doado pela família do Dr. Ramiro Líbano Monteiro e queremos reorganizar as coisas com os pés bem assentes no chão.
PA – Com que dificuldades se debatem atualmente?
RJ – Temos muitas dificuldades por exemplo com o transporte. Basta dizer que só pelo simples facto da equipa federar-se, esta época pagámos cerca de 1200 euros. Depois temos as deslocações, as inscrições nas provas, os seguros, etc. Felizmente temos tido apoio da câmara municipal, da junta de freguesia, do governo civil, do instituto nacional do desporto e do comércio local, concelhio e mesmo regional. Convém referir que também estamos filiados na associação de ciclismo de Santarém, no Inatel, na federação portuguesa de coletividades de cultura e recreio e na associação académica de Santarém.
PA – Que atividades estão previstas levar a cabo pela A.D.A.R. durante este ano?
RJ – Estamos a pensar fazer uma pequena festa de aniversário (Julho), será uma coisa simples, mas digna e feita com a colaboração dos “miúdos” do BTT, eu chamo-lhes miúdos porque os considero como filhos, eles já estão na casa dos vinte e tal anos. Gostaríamos de reorganizar a secção do futebol, a parte federada. Muitos “fugiram” para o Amiense, para a Académica de Santarém. Não sei se sabem, mas um dos melhores, se não o melhor jogador dos infantis da académica de Santarém, é de Aldeia da Ribeira! É o Manuel e é preciso que as pessoas saibam disso.
No BTT vamos participar na taça de Portugal e campeonato nacional de Downhill, no campeonato nacional do centro, também de Downhill, provas pontuais em Espanha, caso tenhamos dinheiro para isso, participação em provas de enduro e se possível em maratonas, na maxxis cup internacional (Gouveia e Fafe), além da participação em passeios a nível local.
PA – Muito obrigado pelas suas declarações ao Portal de Alcanede e felicidades para a A.D.A.R. são os nossos votos…
RJ – Só para terminar eu gostava de recordar às pessoas de Aldeia da Ribeira e de Alcanede, quando digo Alcanede digo freguesia, quais são os sócios fundadores da associação desportiva: eu próprio, Mário Filipe, Alfredo Jorge, Ricardo Rodrigues, Francisco Alexandre Inácio, Paulo Domingos, António Tiago, Manuel Alfredo, Amândio Dias Inácio, Nuno Fernandes, José Rodrigues Baptista, Paulo Nobre Cordeiro, João Carlos Godinho, Fernando Paulo Dias, Manuel Faustino Rola e o António José Santos.
Há muitas pessoas que não sabem quem foram os fundadores da nossa associação, outros já se esqueceram e deixo nas entrelinhas aquilo que as pessoas quiseram pensar.
PA – Uma vez mais, obrigado pelas suas declarações.
RJ – Eu é que agradeço esta entrevista. Obrigado.
«Fonte: Plataforma de Alcanede»

NOVIDADES: consulte, requisite e...boas leituras/bons filmes!


PAULO SARDINHEIRO DESISTE DA CANDIDATURA A FAVOR DE SÓNIA SANFONA


Por: V. Vidigal


Ontem estive a falar com um amigo que me garantiu que o Paulo Sardinheiro, candidato pelo partido da direita em Alpiarça, o PSD, “vai desistir da candidatura para favorecer  Sónia Sanfona do PS.”

Chegou à conclusão  que não tem hipótese alguma do PSD ter votos para o quer que seja.  

Mal por mal  os votos que seriam para o Paulo sejam dados à Sónia que está a ter um bom desempenho em Alpiarça e as mulheres estão a apoiá-la.

Intrigou-me esta conversa.



Mas o curioso é que já é a terceira pessoa que me faz esta conversa.

Já começa a ser “conversa” que o Paulo na verdade é o único candidato que vai sair das eleições derrotado.

Como quer defender a imagem politica dele, como se a tivesse, nada como antecipar-se e desistir a favor da Sónia.

Falta-me saber se existe alguma verdade nisto mas uma certeza tenho: 

Seja como for Paulo Sardinheiro será sempre um eterno derrotado.


Parece-me assim que a sua estratégia de desistir a favor da Sónia Sanfona é uma atitude digna e correcta.


SÓNIA SANFONA: A PESSOA CERTA PARA O LUGAR CERTO



Gostei de   ouvir ontem  fortes elogios para com a Sónia e para os projectos e ideias que deu a conhecer aos alpiarcenses.

Por causa dos elogios da mesma fui ler a entrevista da candidata do PS e fiquei a saber que a Sónia pode fazer muita coisa por Alpiarça graças às influências e conhecimentos que adquiriu enquanto  Deputada e Governadora Civil do Distrito de Santarém.

A pessoa para o lugar certo.

QUANDO ALPIARÇA ESTEVE QUASE A TER UMA ESTAÇÃO DE COMBOIOS



Datado de 6 de Outubro de1898 o decreto que criava  o “Relatório da Comissão” para  “Estudar o Plano da Rede Ferro-Viária” diz o seguinte: 
" Que seja feita uma via férrea reduzida que a partir da vila e concelho da Chamusca, se dirigisse para o concelho de Alpiarça e Almeirim entroncada com a linha já projectada de Santarém a Vendas Novas ".
Assim se comprova pelo documento entregue recentemente ao “Guardador” da “História da Chamusca.
Nas suas “coisas avulsas” o guardador ainda adianta que:
“Muito se tem falado sobre a Ponte João Joaquim Isidro dos Reis aqui na Chamusca (vulgo Ponte da Chamusca).
Por vezes lê-se aqui e acolá que a ponte estava preparada para que por lá passasse o comboio.
Hoje chegou ao " Guardador " este exemplar do estudo feito em 1898 para o plano ferroviário ao sul do Tejo e que se transformou em decreto a 6 de Outubro do mesmo ano.
Nas páginas 114 e 115 deste livro, este decreto diz, e passo a citar; " Que seja feita uma via férrea reduzida que a partir da vila e concelho da Chamusca, se dirigisse para o concelho de Alpiarça e Almeirim entroncada com a linha já projectada de Santarém a Vendas Novas
" fim de citação.
O estudo está na  posse do Guardador José Joaquim José Duarte Garrido o homem que sabe tudo sobre a Chamusca e que possui um enorme espólio chamusquense.

São estes homens e estas causas que nos dão a conhecer retalhos  do passado e  saber que  pouco faltou para  Alpiarça ter  uma estação de comboios.


ISTO É ALPIARÇA... NO SEU MELHOR...


ISTO É ALPIARÇA...
NO SEU MELHOR...
JÁ VAI PARA DOIS ANOS QUE ESTAS PEDRAS ESPERAM POR ALGUÉM QUE AS COLOQUE NO SITIO.
PARECE NÃO HAVER NENHUMA ENTIDADE QUE SE PREOCUPE COM ESTE "ESQUECIMENTO"

terça-feira, 15 de agosto de 2017

SÓNIA SANFONA: RECUPERAR O ORGULHO DO NOSSO PASSADO, CONSTRUIR UM MELHOR PRESENTE E PREPARAR, PARA AS NOVAS GERAÇÕES, UM FUTURO MAIS PROMISSOR



Sónia Sanfona (foto) é candidata pelo Partido Socialista a presidente da Câmara Municipal de Alpiarça.

Uma alpiarcense que conhece bem os problemas da terra que a viu nascer.

Sabe como solucionar grande parte dos problemas que estrangulam o desenvolvimento e o crescimento de Alpiarça pois conhece as causas e a incapacidade de quem não é capaz de inverter a situação de forma a que Alpiarça se modernize

É convicção de Sónia Sanfona ser “possível recuperar o orgulho do nosso passado, construir um melhor presente e preparar, para as novas gerações, um futuro mais promissor.”

A candidata socialista não entende como pode haver orgulho na “falta de projectos e de ideias”.

São projectos e ideias que não faltam a Sónia Sanfona que conhece bem os corredores do poder e as pessoas certas para todas juntas fazer de Alpiarça uma terra moderna e avançada no tempo.

Como o vai conseguir e o que pensa fazer está bem explicito na longa entrevista que deu a Marina Maltez colaboradora do 'NOTICIAS DE ALPIARÇA’.


A ENTREVISTA À CANDIDATA SÓNIA SANFONA


Sónia Sanfona quando da entrevista ao 'Noticias de Alpiarça'.
Uma entrevista conduzida pela nossa colaboradora Marina Maltez 


“Tenho procurado desmistificar uma imagem que foi construída, criada, disseminada acerca de mim e como sei que posso fazer mais e melhor só peço aos Alpiarcenses que me dêem essa oportunidade”.
        
Sónia Sanfona, uma das candidatas à presidência da Câmara de Alpiarça, revela uma profunda consciência da imagem ou imagens que os alpiarcenses possam ter acerca de si. E nesta campanha tem procurado demonstrar às pessoas quem é: uma filha da terra, de origens humildes e que a orgulham. Firme na sua candidatura assume que ser autarca não é uma profissão, mas uma missão e como tal, em conjunto com a sua equipa, tem feito uma campanha de proximidade para que a conheçam tal como ela é efectivamente. Mais do que ideias a equipa PS tem um projecto sólido que prima pelo facto de ter sido submetido a rigorosa avaliação de viabilidade e haver já movimentações que os tornam não uma promessa mas algo possível, viável e com retorno económico para a vila. Os conhecimentos, o saber-fazer desta equipa assumem-se (nas palavras da candidata) como fundamentais para recuperar Alpiarça. (MM)

NOTICIAS DE ALPIARÇA (NA): Ainda que o seu percurso seja sobejamente conhecido (esta acaba por ser uma questão que se impõe): quais os aspectos que mais destaca do seu percurso profissional e político?

SÓNIA SANFONA (SS): Não sei como são as outras pessoas. Eu não tinha propriamente um plano quando iniciei a minha vida. Eu sabia exactamente o curso que queria tirar porque sempre foi uma área que me fascinou. Mas nunca fiz planos. As oportunidades aconteceram. Fiz o meu curso, estágio e dei início à minha actividade profissional-pratiquei advocacia ao longo de 10 anos em Santarém. Em paralelo aconteceram outras coisas. A política foi um “bichinho”. A minha inclinação ideológica sempre foi muito clara para mim desde cedo. Sempre entendi que a esquerda não era uma única esquerda: era sim democrática, progressista. As oportunidades foram surgindo, como o integrar as listas do PS à Assembleia da República.
Estive na Assembleia durante cerca de 4 anos e devo dizer que foi uma experiência profundamente interessante. Posteriormente fui Governadora Civil, mas nenhum dos cargos era executivo. Ambas as experiências foram interessantes e permitiram-me estar próxima das pessoas. O que gostei mesmo no cargo de Governadora foi a interacção com as forças vivas do concelho.
Eu não tinha ligação nenhuma ao meio parlamentar e portanto cheguei ali um bocadinho perdida. Mas acho que quando aceitamos os desafios temos que estar preparados para eles. E uma pessoa tem que se saber integrar, estar à altura do desafio e não defraudar as expectativas dos eleitores. E devo dizer que foi relativamente fácil sobretudo porque nós, os novatos, fomos muito bem recebidos por todos, incluindo os nomes históricos, com vasta experiência e que nos ajudaram imenso. Ainda hoje tenho amigos de todas as bancadas e na minha bancada tenho ligações muito próximas. Aprendi imenso, e à medida que fui apresentando o meu trabalho fui tendo mais responsabilidades.
Este é um percurso que me orgulha, muito aprendi e creio que contribui para mudanças positivas.

NA: Entre 1997 e 2009 o PS liderou a Câmara de Alpiarça. Nesse ano, o partido perde o município para o comunista Mário Pereira. Ainda assim, a Sónia assume funções como vereadora antes de ser nomeada Governadora Civil. E entretanto, muitos têm sido os cargos que tem exercido por mérito e sempre com profissionalismo. Após esta derrota em 2009 o que a motiva a candidatar-se agora em 2017? Há aqui um interesse partidário do PS em recuperar um município, uma motivação puramente pessoal ou ambas?

SS: Às vezes as pessoas confundem timidez com arrogância. Que é algo fácil de se confundir. Não sou arrogante, nunca fui. Quem me conhece sabe-o. Assumo que tenho até alguma timidez. As pessoas têm a sensação que nos conhecem, por exemplo, porque nos viram na televisão. Mas nós não as conhecemos e confesso que tenho dificuldade em ser muito efusiva com alguém que não conheço. E não o faço não por reserva para com a pessoa. Actualmente ando nesta campanha pela rua e sinto-me muito bem com esta proximidade.
Efectivamente em 2009 eu vinha de uma estadia muito mais ausente de Alpiarça e é normal que as pessoas tivessem uma imagem de uma Sónia mais distante. Mas houve vários factores que à época terão contribuído para esse resultado. Por exemplo, fui relatora do processo BPN, um aspecto que terá tido impacto (como se esse processo em concreto tivesse tido consequências directas sobre Alpiarça, além disso como membro da comissão de inquérito o meu papel foi o de apurar os factos e enviar para as entidades competentes), entre outros. Além disso vínhamos de um período de 12 anos de PS e é inevitável que as pessoas possam sentir algum cansaço. Não se tratou de o trabalho que estava a ser feito ser bom ou mau, mas tudo se resume a ciclos. Na altura, desvalorizou-se porventura a minha personalidade. Eu era a distante. Pelo contrário o candidato vencedor foi visto como muito mais próximo. Mas olho para trás e não me arrependo do que fiz. Nunca fiz mal a ninguém. Fiz o meu percurso, à minha custa e sempre respeitei as decisões dos eleitores.
Em 2017 candidato-me pela convergência do interesse partidário e pela minha motivação pessoal. Eu considero que consigo fazer melhor. Falta-nos um nível de exigência que até agora não há. Acho que em Alpiarça muitas pessoas pensam que não merecem mais do que isto. O típico pensamento “Quando mal nunca pior”. Mas estou certa que é possível fazer melhor e eu tenho essa disponibilidade. E gostava que os alpiarcenses me dessem essa oportunidade.

  
NA: Foi a primeira candidata a ser confirmada, logo em Fevereiro, e logo nessa apresentação inicial a Sónia apelou à mobilização dos munícipes para que Alpiarça voltasse a ser dos alpiarcenses. Como candidata e como cidadã sente que a terra não é dos munícipes, que de certa forma os seus interesses não são prioridade ou estão esquecidos?

SS: Sinto exactamente isso. Que Alpiarça neste momento está a ser governada no sentido da satisfação de necessidade de um conjunto de alpiarcenses e não no sentido da satisfação global. Aquilo que eu sinto e acho que a maioria dos alpiarcenses sente é que a terra está constrangida por um determinado poder. Nesta altura tenho a certeza que Alpiarça não é governada para todos os alpiarcenses. E tem que ser para todos, mas isto não se faz apregoando muitas vezes as coisas. Se nós dissermos muitas vezes a mesma coisa ela não acontece, não basta afirmar, isso não resolve o problema das pessoas. É preciso fazer. Tenho andado na rua em pré-campanha e a primeira coisa que as pessoas me dizem é “Nós estamos abandonados”. Ainda aqui há dias, por exemplo, no Frade abordo um senhor que se queixava e perguntei se se já tinha ido à Câmara. A sua resposta foi que não valia a pena. Perguntei-lhe ainda se não tinha visto o presidente por lá e disse-me que o tinha visto de passagem uma ou duas vezes. As pessoas sentem-se abandonadas. Falta proximidade, falta a capacidade de resolver os problemas das pessoas, as respostas não são dadas atempadamente. E isso tem implicações directas com o que se podia investir em Alpiarça, é evidente a falta de vontade das pessoas que não são de cá virem para cá, porque há um processo burocrático que não lhes permite resolver as coisas.
As coisas que há um tempo atrás não se faziam, porque recorrentemente se socorria do argumento da dívida para não fazer é curioso que algumas agora estejam a ser feitas. É que foi preciso nós denunciarmos um conjunto de situações para elas serem resolvidas. Das duas uma: ou não se faz porque se é preguiçoso e não se quer fazer ou não se faz porque não se pode. Se não se podia antes também não se podia agora. Mesmo porque a situação económica não se alterou nestes últimos meses.

NA: Em 2013 Mário Pereira obteve 53.61% dos votos, portanto uma maioria confortável que lhe permitiu a constituição de um executivo vincadamente comunista, enraizando-se na vila, nas gentes. Como é que a Sónia pretende “destronar” (digamos assim) esta maioria? E já agora sendo que estavam registados 6.520 eleitores e apenas votaram 3990 conquistar os votos dessa abstenção é fundamental para si?

SS: Eu acho que o exercício da cidadania é fundamental. A possibilidade de escolhermos entre nós aqueles que nos vão representar num governo colectivo foi algo que demorou muito tempo a conquistar e talvez hoje não seja valorizado. Mas só exercendo o nosso dever de cidadania podemos posteriormente pedir contas sobre o que foi feito.
Nós apresentamo-nos perante os nossos eleitores pedindo-lhes confiança mas temos que apresentar o resultado do que fizemos.
Aquilo que sinto é que é preciso despertar as pessoas que se têm mantido alheadas desta escolha para que participem.
Tenho a noção que aqui em Alpiarça haverá pessoas que não fazem essa análise, isto é, que analisem se aquilo que foi prometido foi mesmo cumprido. O que podiam ter feito melhor e não fizeram. Às vezes não é isso que as pessoas fazem. Às vezes o que fazem é cingir-se a uma escolha partidária. As pessoas contam, a sua opinião conta. O problema talvez não esteja nos partidos. Eles defendem o que têm de defender, cada um tem o seu código genético. E isso é um espectro democrático e é saudável. Cabe ao cidadão ser crítico em relação a isso. Quando toma uma decisão e faz uma escolha deve fazer uma análise. Aliás um dos motivos que me leva a candidatar-me é porque eu própria faço essa análise. E as pessoas que estão comigo também fizeram essa análise. Aquilo que sinto que tem acontecido durante estes últimos 8 anos é que estas pessoas que nos têm vindo a governar tê, em primeiro lugar, uma perspectiva muito diferente daquela que eu tenho, acho que o cargo de autarca não é uma profissão mas sim uma missão. Acho que ele tem sido encarado como uma profissão. Depois aquilo que eu penso é que como cidadãos ao longo de 4 anos é mais “vamos ver como isto vai correr”, neste caso já vamos com 8 anos de governação exactamente das mesmas pessoas. Nós durante 8 anos não evoluímos nada. Há uma estagnação. Há um baixar de expectativas extraordinário. Quando uma pessoa não quer fazer arranja sempre boas razões para não fazer. E é isso que tem acontecido, há sempre desculpas para tudo. Há excepção daquelas medidas que não se tomavam há anos e que agora milagrosamente aparecem. Por exemplo, não se limpavam as estradas há meses e de repente arranjou-se maneira. As estradas estavam esburacas e de repente arranjou-se este paliativo, que é uma vergonha. E gastou-se dinheiro. Os recursos são sempre limitados. Quando é preciso fazer opções que sejam por coisas bem feitas.  É preferível fazer menos coisas, mas fazê-las bem feitas.
Aparecem agora nas redes digitais uma espécie de cartazes que vão elencar as obras que este executivo fez. E isto tem que ser explicado às pessoas. Nós quando saímos da Câmara por escolha da população deixamos o projecto da Casa dos Patudos feito, negociado, candidatado e em execução. O executivo entrou, deu continuidade a uma obra que já tinha financiamento assegurado (em termos globais mais de 2 milhões de euros) mas foi o executivo PS que tratou deste processo. Entretanto alteraram este projecto no exterior. Aquilo que se fez ali é de um novo riquismo! Perde-se na nossa identidade rural. Tal como no Jardim Municipal que não é um jardim, desde logo porque um jardim tem flores, tem árvores, tem locais mais locais verdes do que cimento e betão e ali não é isso que acontece. O mesmo aconteceu com o centro escolar, projecto também do PS, agora elencado como feito deste executivo.

NA: Que projectos delineou e que julga que irão levar os alpiarcenses a votar em si? Reparei que se preocupou com vertentes distintas e variadas, da cultura ao desporto, passando pela educação. São lacunas que afere neste concelho e que a auxiliaram a criar ou recriar novos projectos?

SS: Os nossos projectos assentam em pilares fundamentais como a Educação, o Património, a Saúde, o Turismo, entre outros.
Emotivamente, o que mais me marca e pelo qual tenho um enorme carinho é o que se relaciona com o Património. É urgente proteger o património material e imaterial de Alpiarça. Temos pensada uma ligação da praça Vasco da Gama à Vala, sendo esta também devidamente requalificada (exemplos: ciclovia, zonas verdes, espaços de lazer em consonância com a identidade rural da vila). A criação de 4 núcleos museológicos: arqueológico, etnográfico, da república, da resistência anti-fascista. E é garantido que se tratam de projectos já devidamente avaliados e com passos dados junto de privados e de secretarias de Estado. Só assim se pode fazer uma proposta séria e que seja merecedora do voto dos alpiarcenses.

NA:Tendo em conta que a Câmara terá (ao que se sabe) uma dívida que ascende a 9 milhões de euros que estratégia ponderou para equilibrar as contas da autarquia e consequentemente poder executar os seus projectos?

SS: Há muitas coisas que se podem fazer e nem todas precisam de muito dinheiro. Há que procurar investimento. Gerar o interesse para que pessoas de fora procurem Alpiarça e a vejam como um local para fixar as suas empresas, gerando o desenvolvimento da economia e criando postos de trabalho.
Há que gerar rendimento. Há várias formas de o fazer. Dou-lhe um exemplo quando o executivo PS definiu o projecto da praça do município tinha prevista a construção de 4 vivendas, o que por si, suportaria grande parte do investimento que teria que ser feito. Bem como de uma zona comercial, que geraria também receita.
Há que ir bater a portas. Atrair os investidores.

NA: Logo em Fevereiro quando apresentou a sua candidatura a imprensa não a poupou e houve mesmo o rótulo de “candidata derrotada” já que o vencedor seria o actual presidente. Mas a verdade é que as sondagens mostram que tem vindo a ganhar terreno. A seu ver, o que terá levado esta mudança de posição do povo de Alpiarça? (e claro tendo aqui sempre em conta que a imprensa pode descontextualizar e exagerar).

SS: Acho que a campanha da CDU é a campanha expectável para quem está no poder. Por norma uma campanha de quem está no poder promove as suas ideias, os seus candidatos, mas sobretudo promove o trabalho feito. É o que acontece a nível nacional. Procura-se mostrar aos eleitores o que foi feito com o voto. Espero uma campanha lima, de troca de ideias, sem pessoalizar. Não faço ataques pessoais e tenho a expectativa que isso não aconteça durante estas eleições. A minha obrigação já que tenho pretensões a exercer o cargo é demonstrar às pessoas que aquilo que a campanha CDU está a mostrar às pessoas não é tão claro como eles querem mostrar. Pretendo aqui repor a verdade em relação a algumas coisas.
Todos os municípios sofreram com a crise. E os cidadãos em última análise são sempre aqueles que pagam mais fortemente a crise. Aquilo que é pedido a quem governa é que crie soluções para superar dificuldades, crie dentro do possível oportunidades. Quando se vive uma crise como esta sem precedentes há efeitos nefastos que não foram previsíveis.
O que tem acontecido em Alpiarça é algo que considero inconcebível. Não obstante as dificuldades há que as ultrapassar e não arranjar desculpas sistemáticas para não o fazer. O problema deste executivo é falta de ideias, de criatividade. Um presidente de câmara não pode governar um município a partir do seu gabinete. Um presidente de Câmara de um município como Alpiarça tem que ter a capacidade de sair do seu gabinete e ir à procura do que é necessário para o seu concelho. O presidente queixa-se que não há investimento. Vejamos, não há investimento se ele estiver à espera dele. Pode haver investimento se ele for à procura dele.

NA:Constatei que a sua equipa é bastante abrangente: faixas etárias, experiências profissionais e até mesmo ex-autarcas. Como é que foi a escolha desta esquipa? Recaiu sobre as suas escolhas ou foi uma imposição interna?

SS: No PS não se impõe unanimidade. Portanto, nem todas as escolhas o são. A equipa foi escolhida por mim e a primeira preocupação foi ter a meu lado pessoas em quem depositasse confiança. Escolhi e convidei primeiramente o candidato à Assembleia e o candidato à Junta e depois em conjunto fomos fazendo escolhas e convites. A equipa foi-se constituindo assim. Com algumas preocupações, nomeadamente a participação de género. Vemos que ainda é pouco frequente encontrar mulheres em posições de liderança. Outra preocupação foi haver uma participação inter-geracional, bem como a ligação de cada membro da equipa com Alpiarça. E houve por parte de todos a disponibilidade para aceitar e fazermos em conjunto este trabalho.


NA: Sónia, quando Mário Pereira conquistou a Câmara ao PS deixou uma clara mensagem que o concelho necessitava de uma grande mudança. Como é que a Sónia viu e vê esta promessa? Alpiarça mudou mesmo com este executivo ou poderá mudar sim consigo?

SS: Eu acho que este executivo tem demonstrado uma arrogância e falta de tolerância democrática. E o que se sente, o que as pessoas me vão dizendo é que sentem a estagnação, o abandono. São as tais desculpas recorrentes para não fazer, para não cumprir.
Aquilo que tenho sentido nas ruas é que há uma grande frustração nas expectativas.
Não basta fazer por fazer. A minha equipa tem um projecto estruturado, delineado, coerente. A pensar nas pessoas e para as pessoas. Um exemplo em concreto: houve uma proposta deste executivo em fazer um campo de futebol no Casalinho. Um investimento da autarquia previsto em 400 mil euros. E eu tive necessidade de questionar se tinha sido um estudo se havia jovens, de que faixas etárias, isto é, se o investimento iria mesmo colmatar uma necessidade social, já que em contrapartida defendia a edificação de uma unidade de cuidados continuados, já que temos uma população envelhecida e que carece de respostas.
A democraticidade da CDU não se vê e estamos a ser governados por pessoas que por exemplo a nível da zona industrial e da barragem não foram capazes de garantir sustentabilidade e sucesso para o concelho, atraindo empresas e requalificando os espaços.
Um exemplo concreto é o estado em que está a barragem, de futuro, um claro problema ambiental que terá consequências claramente negativas. O que foi feito por este executivo? Criticaram-nos por algumas fotos em que denunciamos, mostramos o estado em que estão as coisas, muitas votadas ao abandono como o Observatório de Aves. Mas comigo e com a minha equipa a questão da barragem é clara: há que fazer urgentemente uma limpeza. Para isso tem que se apresentar candidatura junto do Ministério do Ambiente e procurar em simultâneo financiamento junto de empresas privadas para dinamizar uma economia que será rentável, nomeadamente a nível dos desportos: dar uma nova estrutura à concessão para o espaço ser mais atractivo, dinamizar provas de canoagem.
O que o meu projecto tem é aquela “cola” que tem faltado e dá estrutura e coerência. Fazer um hotel na barragem é possível, fazendo primeiro a limpeza e requalificação da mesma e abrindo concursos para que empresas privadas tenham real interesse em investir em Alpiarça.
E posso mesmo adiantar que o que temos pensado e apresentamos no papel é o resultado de um observar o que faz mesmo falta, um pensar em fazer o que é preciso e obviamente que há já passos dados. Isto é, já fizemos alguns contactos, já fomos bater a algumas portas, pelo que aquilo que nos propomos fazer é possível. É viável. Não é apenas dito e repetido. Sabemos ter as condições para o fazer, sobretudo porque há um pré-trabalho já feito precisamente a nível de contactos, parcerias, cooperação.

NA: Sónia, porquê este slogan “Recuperar o Orgulho”? Sente que de alguma forma a terra e as pessoas terão perdido algum brio?

SS: Sinto. Sinto acima de tudo que há um orgulho em ser alpiarcense. Mas talvez não haja ou não haja mesmo orgulho no que Alpiarça é hoje.
E a verdade é que corremos o risco de perder a nossa identidade rural no meio de medidas que vão sendo tomadas para “atamancar” e que não são parte de um projecto estruturado. Quem sabe até que ponto não pomos em risco a independência enquanto concelho, já que há estruturas que temos que ter para o manter vivo e a funcionar.

NA: É conhecida a sua admiração por Alberto Martins que passo a citar: “Não há felicidade sem liberdade, nem liberdade sem coragem”. E a Sónia já provou que é uma mulher de coragem. Que mensagem quer deixar aos Alpiarcenses?

SS: Que dêem uma oportunidade a eles próprios. O povo de Alpiarça tem sido resiliente.
Que não tenho dúvidas nenhumas que posso fazer mais por Alpiarça.
Sempre fui uma mulher destemida. Habituei-me a trabalhar em ambientes em que é preciso ter coragem. E eu tenho coragem para me submeter de novo ao escrutínio dos alpiarcenses.

Entrevista feita por:   Marina Maltez.
Montagem do texto: António Centeio
Fotos de Marina Maltez


domingo, 13 de agosto de 2017

ARTIGO DE OPINIÃO: O cerne da questão

Por: Rodolfo Colhe
Presidente da Juventude Socialista 
de Alpiarça

O cerne da questão
Às vezes tenho alguma dificuldade em perceber determinadas formas de analisar certas situações, na minha opinião há uma certa falta de concentração naquilo que é o cerne das questões. Já há muitos e bons anos que todas as pessoas se sentem capacitadas para opinar sobre determinadas profissões com grande veemência, temos por exemplo, médicos de café e treinadores de bancada entre muitos outros por este país fora. No fundo, acho que faz parte da nossa forma desenrascada de estar na vida.  Mas nos últimos anos a tendência tem se alterado e já temos tantos juízes sem toga como treinadores de bancada. Já toda a gente prendeu ou soltou o Eng. José Sócrates (não vou falar sobre este tema porque nem um milhão de caracteres chegariam), toda a gente condena e deixa de condenar muitas vezes sem o mínimo conhecimento. O direito a opinião é algo que é sagrado, mas quando falamos de justiça acho que devemos, pelo menos, ter o cuidado de reforçar que estamos a dar uma opinião e não a dizer “que é assim”. A culpa, em grande parte, é dos meios de comunicação que nos dão dezenas de provas por provar com várias análises e pontos de vista de mil e uma pessoas menos, está claro, de quem sabe da poda, não esqueçamos que uma mentira dita mil vezes passa a ser verdade para muitos. O último grande exemplo é a impugnação da candidatura do suposto independente Isaltino Morais, que pelos vistos não cumpriu todos os preceitos na sua candidatura. Já li dezenas de notícias e centenas de comentários, uns a defender o candidato a candidato, os outros a ataca-lo, outros a atacar o juiz e diga-se que o juiz poderia ter evitado toda esta situação podendo até dizer-se que se pôs a jeito. No entanto, poucas ou nenhumas pessoas vi irem até ao cerne da questão, as listas estavam irregulares? Se estavam irregulares qual a razão do erro? Caso se venha a provar que não existiam erros nas listas nesse caso deverá averiguar-se o porquê de terem sido rejeitadas, doa a quem doer, mas antes disso parece-me ser precipitado tantos juízos de valor. Estas eleições estão a ser marcadas por vários queixas sobre as candidaturas, sendo que o PSD tem feito disso arma, são os tribunais que devem decidir o que é ou não legal e os eleitores no fim a decidirem o sentido do seu voto. Felizmente, por agora, em Alpiarça esse tipo de problemas e espero, sinceramente, que não se passem mesmo que isso pudesse beneficiar o meu partido, gosto da legalidade e acho que as populações precisam de ter no poder pessoas que ganham dentro de campo, quem perder que assuma a derrota e não procure nem fantasmas nem bode expiatório para justificar os erros.
Aproveito para enviar um forte abraço e desejar que dentro de tanto horror tudo corra pelo melhor as gentes das terras atingidas pelos fogos. Tenho amigos em muitos dos locais atingidos e doí-me bastante ver uma coisa como esta.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

600 sociedades criadas no distrito de Santarém no 1.º semestre de 2017


A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, analisou os dados da região referentes à criação de sociedades no 1.º semestre de 2017 e comparou-os com o período homólogo de 2016. Até junho foram criadas 600 sociedades no distrito de Santarém, mais 11 que no mesmo período de 2016.

Em média, foram criadas no 1.º semestre de 2017, 100 empresas por mês, com especial incidência nos concelhos de Santarém, Ourém, Benavente, Torres Novas e Abrantes. De facto, apenas estes 5 concelhos somaram a criação total de 331 sociedades no distrito de Santarém, mais de metade das sociedades criadas em todo o semestre. Santarém criou no 1.º semestre do ano 99 sociedades, Ourém criou 77, Benavente, 61, Torres Novas, 50 e Abrantes, 44 sociedades.
No ranking de concelhos mais empreendedores, seguiram-se Tomar (41 sociedades criadas), Coruche (29), Almeirim (28), Salvaterra de Magos (28), Rio Maior (26), Cartaxo (25), Entroncamento (21), Alcanena (11), Chamusca (11), Ferreira do Zêzere (10), Golegã (10), Mação (8), Constância (7), Vila Nova da Barquinha (6), Alpiarça (4) e Sardoal (4).
Comparando os dados com o mesmo período de 2016, verificou-se apenas um ligeiro aumento no 1.º semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016: 600 sociedades contra 589 criadas de janeiro a junho de 2016. Santarém e Ourém mantêm-se líderes regionais nos dois períodos em relação à criação de sociedades, assim como Torres Novas e Benavente, tendo esta última apenas passado à frente da primeira no 1.º semestre de 2017. Abrantes destronou Tomar no 1.º semestre de 2017, passando esta cidade a ocupar 6.º lugar da tabela.
Digno de nota é ainda o crescimento de alguns concelhos do distrito em 2017 em relação ao mesmo período de 2016. Ferreira do Zêzere aumentou em 150% a criação de sociedades entre janeiro e junho de 2017, Constância aumentou 133% e Sardoal cresceu 100%. De notar ainda o crescimento do concelho de Abrantes, que cresceu 63% em relação ao mesmo período de 2016, saltando do meio da tabela para o top 5 dos concelhos que mais sociedades criaram no 1.º semestre de 2017, substituindo Tomar, que ocupava este lugar em 2016. Quanto à localização temporal dos investimentos, em ambos os períodos (1.º semestre de 2016 e 1.º semestre de 2017), janeiro registou a maioria da criação de sociedades.
Em julho de 2017, mantém-se a tendência para a criação de sociedades. Só em julho, foram já criadas em todo o distrito de Santarém 87 novas sociedades, mais 5 do que no mesmo mês referente ao ano de 2016. O concelho de Santarém volta este mês a assumir liderança, com a criação de 21 sociedades, seguindo-se Torres Novas (10), Ourém (8) e Salvaterra de Magos (8).