terça-feira, 10 de setembro de 2019

Lançamento do Rótulo - Casa dos Patudos



No âmbito da Alpiagra - Feira Agrícola e Comercial de Alpiarça, este ano na sua trigésima sétima edição, foi ontem, dia 05 de Setembro, lançado o Rótulo do Vinho Casa dos Patudos.
Este lançamento contou com a presença do Dr. João Arraiolos, Vereador da Câmara Municipal de Alpiarça, do Eng. Carlos Pereira, em representação da Agro- Alpiarça e do Dr. Nuno Prates, Conservador da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça.
A Casa dos Patudos está intimamente ligada à produção de vinho. A Quinta dos Patudos, desde os finais do Século XIX que produz vinho.
A partir do ano de 1907, José Relvas, resolveu abrir a Adega Regional do Ribatejo. Esta sociedade por quotas teve a sua primeira sede em Alpiarça, na Quinta dos Patudos. O patrono dos Patudos foi o sócio número oito e seu secretário. A Adega teve um entreposto comercial em Lisboa, na Rua do Crucifixo, 118 -124.
Aqui eram vendidos os vinhos que eram produzidos na Quinta dos Patudos e noutras propriedades de Alpiarça.
«CMA»

ARTIGO DE OPINIÃO: 1 mês para as eleições

Por:
Rodolfo Colhe



1 mês para as eleições

Não tive oportunidade de ouvir atentamente todos os debates e entrevistas televisivas com os principais candidatos, mas a minha grande conclusão não é mais do que a confirmação de uma certeza, António Costa dá 10 a 0 aos outros candidatos com quem até agora se debateu.
A questão nem passa por ser melhor orador, nem da sua capacidade em nunca perder a calma, já nem se quer se trata de aparentemente só o PS ter um programa eleitoral que é um programa de governo, trata-se sim do teor das propostas e da sua razão de ser, e destaco duas premissas, contas certas e melhoria da qualidade de vida dos portugueses. Há um raciocínio que é rápido e fácil, só há um partido a pensar o presente e o futuro de Portugal e esse partido é o Partido socialista. Ora vejamos, o partido que pode vencer eleições e que pode inclusive chegar a maioria absoluta é o que assume que não há dinheiro para tudo, é o partido que assume que muitas das medidas necessitam de apoio em sede de concertação social e de apoio dos sindicatos mas é o único partido que assume que são necessários consensos com os outros partidos em determinadas áreas estruturais do nosso país.
Tendo eu interesse em todos os debates dos até agora realizados tinha imensa curiosidade no frente a frente entre Assunção Cristas e Rui Rio e entre António Costa e Catarina Martins, e o primeiro dos dois foi para mim a prova de que a líder do CDS está longe de estar pronta para ser primeira-ministra mas bem longe, já Rui Rio cada vez mais me parece que é tecnicamente melhor do que a líder do CDS mas não tem o resto e está completamente fora do contexto da política atual.

No debate entre António Costa e Catarina Martins confesso que achei a líder do BE melhor preparada do que anteriormente, ainda assim, “é chato” quando falamos da falta de números do programa eleitoral do PS e depois ser confrontada com valores absolutamente irrealistas no seu programa.
Até agora apesar de António Costa ter estado muito mais seguro ninguém ganhou nem perdeu nada de significativo nestes debates no que diz respeito aos resultados eleitorais, o que favorece quem vai à frente.
Rui Oliveira e Costa escreve no Público durante a passada semana que o PS precisa de 39% dos votos para atingir a maioria absoluta, posteriormente sai uma sondagem da Eurosondagem que coloca o PS à frente com 38,1%. Irão os próximos debates encurtar a distância para a maioria ou faze-la aumentar? Ou ficará tudo na mesma? Vamos aguardar mas acredito que António Costa vai vencer os debates com a direita.
Uma palavra de regozijo pela vinda dos candidatos do PS pelo Circulo eleitoral de Santarém à Alpiagra, espero sinceramente que Alpiarça não fique de fora dos grandes momentos de decisão. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Quase 50% das autarquias não têm como cuidar e esterilizar cães e gatos



Quase 50% das autarquias ainda não instalaram serviços próprios para cuidar e esterilizar cães e gatos, havendo 136 Centros de Recolha Oficial (CRO) que servem mais de 150 municípios, informou hoje a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

“Existem 136 CRO, incluindo alguns que são intermunicipais, servindo mais de 150 municípios [de 308]”, revelou a DGAV à agência Lusa, indicando que os Centros de Recolha Oficial são tutelados pelas Câmaras Municipais ou pelas Comunidades Intermunicipais.

Em 2018, o Governo abriu um concurso que permitiu apoiar 17 candidaturas de autarquias ou agrupamentos de municípios na construção de CRO, com o financiamento de 975.318,91 euros, através de um programa de concessão de incentivos financeiros.

De acordo com a DGAV, em 2019, foram selecionados 20 projetos no valor de 1.128.615,70 euros, tendo já sido assinados 18 contratos para a construção de CRO.

“Para a construção de CRO foram abertas novas candidaturas nos termos do Despacho n.º 4417/2018, de 07 de maio, referente ao Programa de Concessão de Incentivos Financeiros para a Construção e a Modernização de CRO”, referiu a DGAV.

As entidades apoiadas foram as autarquias de Alcoutim, Almeida, Almeirim, Alpiarça, Amares, Arruda dos Vinhos, Avis, Campo Maior, Celorico de Bastos, Crato, Marvão, Monforte, Peniche Porto de Mós, Reguengos de Monsaraz, Vila Viçosa e os agrupamentos de municípios Baião e Resende; Penedono, Sernancelhe e São João da Pesqueira; Moimenta da Beira, Armamar e Tabuaço; e Bombarral e Cadaval.

A DGAV lembrou que os projetos foram selecionados e os contratos programa celebrados no âmbito da Cooperação Técnica e Financeira entre a Administração Central e o setor local.

A seleção de projetos e a assinatura de contratos ocorreram através do Despacho n.º 6258-A/2019, de 8 de julho, assinado pelo secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, pelo secretário de Estado do Orçamento e pelo secretário de Estado das Autarquias Locais.
«DN»

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

OBRAS DO CONTINENTE BOM DIA AVANÇAM A BOM RITMO




As obras do Continente Bom Dia deverão estar concluídas até ao final de Novembro. 

O Continente Bom Dia nascerá em Alpiarça frente ao Quartel dos Bombeiros e será um  forte concorrente de peso a nível comercial  competindo com o  Intermarché e o Maxi Loja.

Segundo apurou hoje o 'Noticias de Alpiarça' junto de um responsável da empresa  que está a construir o edifício a construção do supermercado vai contar com cerca de cinquenta trabalhadores das mais variadas especialidades.

Como insígnia de conveniência e proximidade, especialmente vocacionada para as compras mais frequentes do dia a dia, o Continente Bom Dia é uma cadeia essencialmente alimentar, inserida em zonas habitacionais, que funciona com um horário alargado – incluindo domingos e feriados. 
Privilegia a qualidade dos produtos frescos e o ambiente cuidado e agradável das suas lojas.

QUER TRABALHAR NO CONTINENTE?


Veja aqui como aceder ao recrutamento do continente e grupo Sonae

terça-feira, 3 de setembro de 2019

ARTIGO DE OPINIÃO: Faltam 5 semanas

Por:
Rodolfo Colhe

Faltam 5 semanas

Quando faltam 5 semanas para as eleições, dentro dos partidos habituais no parlamento a campanha terá claramente dois sentidos, o PS a lutar pela maioria absoluta sem fazer disso palavra de ordem e PSD, CDS, BE e PCP a tentarem evitar que o PS o consiga, assumindo que é a maioria absoluta o grande objetivo do PS.
Já o disse várias vezes, todos os partidos querem todos os votos e portanto todos os partidos querem a maioria absoluta, no entanto, infelizmente concordo com António Costa quando diz que os portugueses desconfiam das maiorias absolutas, e por isso ninguém as vai pedir.
A minha questão é simples as únicas armas de batalha da direita são o não ao socialismo e o não à maioria absoluta? O BE vai passar a campanha a tentar evitar a flutuação de votos para o PS, esquecendo-se do PAN?
No dia a seguir às eleições todos os derrotados afirmarão que a abstenção é o grande vencedor, que os políticos não são credíveis e que há que mudar o paradigma atual, no entanto o que fazem durante a campanha e pré-campanha esses partidos para chegar a quem não pensa votar? Não seria este o momento certo para tentar aproximar as pessoas da política? Parece-me óbvio que sim, tanto quanto me parece óbvio que não vai acontecer.
O tom dos debates, e as ideias apresentadas vão convencer quem geralmente não vota? Essas questões são importantíssimas e devem ser preparadas em consciência, porque depois falar já de pouco vale. Não se trate de apelar ao voto, isso todos o fazem, trata-se de adequar a comunicação e de apresentar propostas concretas. Sinceramente parece-me que a mera desconstrução de algumas propostas produziria maiores efeitos do que as propostas em bruto.
Neste campo quem mais pode triunfar é o PAN atraindo nos meio urbanos e mais favorecidos jovens eleitores tendencialmente afastados da política.
Veremos com o tempo se alguém foi a tempo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O 'ACORDO SECRETO' ENTRE O BLOCO DE ESQUERDA E O PCP DE ALPIARÇA

Artigo de Opinião


 ALPIARÇA DEVE SER A ÚNICA LOCALIDADE DO PAÍS ONDE O BLOCO DE ESQUERDA SE ENTENDE COM O PCP

Hoje encontrei o meu amigo Florêncio. Já não nos víamos vai para algum tempo.
O Florêncio é um homem com tradições comunistas mas continua a querer ser livre partidariamente para poder opinar mesmo que seja contra as ideias do seu "PCP".
Da nossa troca de ideias questionou-me o Florêncio se  "sabia porque o Bloco de Esquerda nunca concorre em Alpiarça?"
Respondi-lhe que não.
Então esclareceu-me:
"Pois é fácil de saber. Os bloquistas alpiarcenses tem todos empregos na administração local e em tudo que é 'serviço público'. Daqui não precisarem de concorrer porque os militantes tem todos empregos garantidos pela CDU ou PCP que é tudo a mesma coisa!"
Com este argumento,  em que nunca tinha pensado, cheguei à conclusão de que o Florêncio está bem informado para além de ser um estudioso da política alpiarcense porquanto até me disse os nomes daqueles que conseguiram arranjar empregos à custa desta espécie de "acordo secreto".

sábado, 31 de agosto de 2019

Um ferido grave em acidente com motociclo em Alpiarça

Uma pessoa ficou esta sexta-feira ferida com gravidade na colisão entre uma viatura ligeira e um motociclo, ocorrida na zona industrial de Alpiarça, disse fonte da Proteção Civil.
Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, o acidente ocorreu cerca das 08:30, tendo o ferido grave (o condutor do motociclo) sido transportado para o Hospital de Santarém.
No local estiveram cinco viaturas e 12 operacionais dos Bombeiros Municipais de Alpiarça, da GNR e do Instituto Nacional de Emergência Médica.
«TVI»

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

CÃES: Câmara Municipal de Alpiarça informa





SERVIÇO VETERINÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL ATUA COM CORREÇÃO E DE ACORDO COM A LEI NA RETIRADA DE 16 CANÍDEOS DEFENDENDO A SAÚDE PÚBLICA E O BEM-ESTAR DOS ANIMAIS

Os cães retirados (nas fotos) estão bem alimentados e em condições de salubridade no canil municipal.


Câmara Municipal de Alpiarça 
Informação:


Sobre a retirada de 16 canídeos que se encontravam numa propriedade particular em condições muito precárias, desenquadradas em termos regulamentares e afetando o sossego dos moradores vizinhos, cabe esclarecer o seguinte:
- Em 30 de julho de 2018, foi apresentada nos serviços municipais, uma reclamação sobre o excesso de ruído provocado por cães alojados num prédio sito numa rua da vila de Alpiarça;
- Nessa sequência, em 1 de agosto de 2018, deslocou-se o Fiscal Municipal ao local, tendo confirmado que no logradouro do prédio contíguo ao do reclamante existiam 19 canídeos, que ao sentirem a presença de pessoas por perto, ladraram ruidosamente e de forma facilmente audível na via pública;
- Desde logo, foi explicado à detentora dos animais, que o número ali existente constituía um excesso, face ao legalmente permitido, pelo que se afigurava necessário proceder à retirada de animais do local, por forma a repor a legalidade, tendo a responsável pelos mesmos afirmado que compreendia a situação e como tal, estava de acordo que a maioria fosse dali retirada, com a maior brevidade possível, até porque a situação estava a provocar grandes transtornos aos moradores daquela zona, privando-os do seu descanso;
- Desse modo, foi o processo remetido ao Gabinete de Saúde Pública e Veterinária do Município de Alpiarça, para que o Veterinário Municipal se pronunciasse sobre a situação, tendo o mesmo emitido um parecer técnico, no qual reforçava que em conformidade com o disposto no artigo 3.º do Decreto – Lei n.º 314/2003, de 17 de dezembro, na sua atual versão, “2 - Nos prédios urbanos podem ser alojados até três cães ou quatro gatos adultos por cada fogo, não podendo no total ser excedido o número de quatro animais, exceto se, a pedido do detentor, e mediante parecer vinculativo do médico veterinário municipal e do delegado de saúde, for autorizado alojamento até ao máximo de seis animais adultos, desde que se verifiquem todos os requisitos hígio-sanitários e de bem-estar animal legalmente exigidos”, pelo que a detentora dos animais deveria ser notificada para encontrar um destino adequado para os animais em excesso, uma vez que, caso tal não sucedesse, os mesmos teriam que ser retirados para o canil municipal;
- Assim, por ofício datado de 17 de setembro de 2018 (recebido pela destinatária a 28 de setembro de 2018), foi a detentora dos animais notificada da existência de uma reclamação relativa ao ruído provocado pelo excesso de animais na sua habitação, bem como do conteúdo do parecer técnico emitido pelo Veterinário Municipal, tendo-lhe sido dado um prazo de dez dias para se pronunciar, por escrito, sobre a situação;
- Posteriormente, e dada a ausência de resposta escrita por parte da detentora dos animais, foi remetida nova notificação, por ofício datado de 17 de janeiro de 2019, a agendar a realização de vistoria conjunta do Veterinário Municipal e da Autoridade de Saúde ao local, para 29 de janeiro de 2019;
- A vistoria decorreu na data e hora agendadas, com a presença do Fiscal Municipal, do Veterinário Municipal e da Técnica de Saúde Ambiental, na qualidade de representante da Autoridade de Saúde de Alpiarça, que naquele momento verificaram que se encontravam no logradouro da habitação 16 canídeos, que durante a noite e segundo a proprietária do imóvel, eram recolhidos em dois anexos com poucas condições para a sua permanência, embora toda a zona se encontrasse limpa e sem maus cheiros e os animais em bom estado físico e sem revelarem sinais da existência de doenças;
- Face ao número de animais em causa, e por forma a cumprir a legislação em vigor, propôs a comissão de vistorias que se procedesse à remoção de alguns animais do local, embora não fosse possível naquela altura a retirada dos mesmos para o canil, por se encontrar com a lotação esgotada, pelo que seria necessário previamente contactar algumas associações de animais, no sentido de assegurarem o alojamento dos mesmos;
- O auto de vistoria foi remetido à detentora dos animais, com vista à adoção pela mesma das medidas ali proposta, sendo que o reclamante foi, também, notificado das diligências efetuadas pelo Município, nomeadamente, do auto de vistoria e de que estavam a ser desenvolvidos esforços no sentido de realojar os animais;
- Após a vistoria, iniciaram-se os contactos do Veterinário Municipal com associações de animais e com outros canis municipais, no sentido de encontrar locais para alojar os animais em causa, mas face ao número elevado, não foi possível encontrar uma solução rápida;
- Entretanto, e uma vez que o processo não estava a ter resolução fácil, o reclamante veio novamente interpelar a Câmara Municipal, para que resolvesse o problema, dado que a situação se estava a tornar insustentável, tanto mais que é proprietário de um Alojamento Local e estava a sofrer graves prejuízos, pois os clientes queixavam-se do barulho incessante provocado pelos animais;
- Foi, por fim, agendada a retirada dos animais para o dia 13 de Agosto de 2019, pelas 10h00m, tendo sido a detentora dos animais informada da data e hora prevista para a realização da diligência;
- Por outro lado, e tendo em conta que nos termos do artigo 13.º do diploma supra citado “6 - Compete às autoridades administrativas, militares e policiais, nos termos do disposto no artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 39209, de 14 de Maio de 1953, e neste diploma, prestar às autoridades sanitárias veterinárias, nacional, regionais e concelhias, e às autarquias locais o apoio que lhes for solicitado para a boa execução das ações a empreender”, foi formalmente solicitada a presença da GNR de Alpiarça no local, para acompanhar a diligência;
- Na data e hora agendadas, e com a total colaboração da detentora dos animais, que não colocou qualquer obstáculo à entrada dos funcionários municipais no seu logradouro, tendo inclusive auxiliado os mesmos na tarefa a realizar, foram resgatados 12 canídeos para o canil municipal, onde estão a ser tratados e alimentados, permanecendo em locais devidamente limpos, conforme se pode constatar pelas fotografias que se anexam.
De referir que, a situação da existência de animais em excesso no local, chegou ao conhecimento do Município de Alpiarça, mas também de outras entidades que, nos termos da legislação em vigor, detêm competências em matéria de bem-estar animal, existindo inclusivamente uma participação feita pelo reclamante na GNR – Destacamento Territorial de Santarém, bem como uma queixa na Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região de Lisboa e Vale do Tejo.
Face a tudo o exposto, é forçoso concluir que, naturalmente, não se tratou de um processo desenvolvido pelo Município de Alpiarça de forma ilegal, “à pressa e pela calada da noite”, conforme se está a tentar veicular nalguma comunicação social menos informada, ficando por isso bem clara a “veracidade” da notícia!
Resta acrescentar que, a Câmara Municipal de Alpiarça, sendo uma (e não a única!) das entidades com competências no que se reporta a garantir o bem-estar animal, mas também o bem- estar das populações, não deixou de assumir as suas responsabilidades, durante todo o decurso deste processo, tendo sempre tentado conciliar os direitos dos animais, a situação específica da sua detentora, e não menos importante, os direitos dos moradores no local.
A Câmara Municipal de Alpiarça
27 de agosto de 2019

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

ARTIGO DE OPINIÃO: Devaneios de verão

Por:
Rodolfo Colhe


Numa semana em que a Amazónia está a arder, em que a direita acusa o PS de defender os patrões e em que o debate político e ideológico quase se cinge a casas de banho, parecia que era impossível piorar, mas piorou.
Confesso que quando ouvi falar no museu Salazar pensei que seriam notícias de páginas de fake news ou então alguma proposta eleitoral do PNR ou um bitaite lançado pela Nova Ordem Social, mas afinal há uma ponta de verdade no que foi dito.
Não sou a favor de que a História seja apagada, António de Oliveira Salazar existiu e foi um ditador, e isso nunca deve ser esquecido, foi um indivíduo que condenou os portugueses à miséria e à guerra, um fascista que não olhava a meios para criar uma sociedade sem futuro risonho para quem não nascia com ele já escrito, o país de uma sardinha para uma família. Os racistas de hoje pensarão que pelo menos não havia cá essa treta dos negros, magrebinos e asiáticos. É óbvio que não, quem fugiria de uma miséria para outra?
Não discordo por exemplo que a casa onde Salazar nasceu seja aberta ao público, se por ventura existir informação sobre o seu crescimento que seja compilada e apresentada, numa ótica de como cresceu o monstro. Se a ideia for desmistificar que o homem não foi um estadista mas sim um ditador, então que se crie o museu, “a verdade sobre o maior mentiroso da história do nosso país”, poderia ser esse o mote. Se a ideia é enaltecer um ditador então teríamos errado em grande parte daquilo que fizemos ao longo destes 45 anos.
As evidências sobre a criação deste museu são baixas segundo o jornal Expresso e a CM de Santa Comba Dão nega a criação do "Museu Salazar" mas fala na criação de uma rede de Centros Interpretativos de História e Memória Política da Primeira República e do Estado Novo, o que dependendo do conteúdo poderia até ser interessante. Até aqui nada de muito grave aconteceu, no entanto eles andam aí e segundo a mesma fonte “foi criada a petição chamada “Museu Salazar, Sim”, que já tem mais de 9 mil subscritores”. Os fascistas andam aí e há que impedir que minem a democracia, principalmente que a minem por dentro.
Até prova em contrário e enquanto quiser perceber melhor o que é viver sem democracia visito o Museu Nacional Resistência e Liberdade na Fortaleza de Peniche.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

CASAL ALPIARCENSE FAZ SERVIÇOS DA COMPETÊNCIA DA CÂMARA DE ALPIARÇA

ANTES


 AGORA



Um casal alpiarcense fez aquilo que os serviços de limpeza da Câmara Municipal de Alpiarça não quis ou não conseguiu fazer.
Limpou pessoalmente o passeio da Rua Silvestre Bernardo Lima que estava cheio de dejectos causando  um cheiro horrivel.
Um cheiro horrível que incomodava os utentes da Farmácia Gameiro que já a algum tempo se queixavam do cheirete.
Mais um vez alguns alpiarcenses levam a efeito serviços que são da competência da Câmara.
Uma Câmara que nem sempre zela pela higiene mas que todos os meses nos cobra uma taxa daquilo que deveria fazer mas que nem sempre faz.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

ALPIARÇA : NOVO 'CONTINENTE' ABRE PORTAS EM NOVEMBRO



Depois de aprovada a construção do "Continente Bom Dia" em reunião camarária  as obras já estão a avançar  a bom ritmo. 
A inauguração do novo supermercado no concelho está marcada para  Novembro e a Sonae já abriu candidaturas para operadores de loja.
Alpiarça passa a contar com mais um espaço comercial a partir  de Novembro, altura em que está prevista a inauguração do Continente Bom Dia. 
A equipa que irá trabalhar no espaço comercial  já começou a ganhar forma com a abertura das candidaturas para operadores de loja no site da Sonae. 
A empresa procura colaboradores para as áreas dos frescos (talhos de atendimento, charcutaria, padaria, frutas e legumes, peixaria e cafetaria), cortadores de carnes, aprovisionamento, supervisores de caixa, caixas, receção de mercadorias e reposição.Pode aceder ao formulário de candidatura aqui.



Rebentamento de pneu destrói montra de banco



Dois funcionários do Millenium BCP de Alpiarça ficaram feridos após o rebentamento de dois pneus de um pesado de mercadorias ter feito explodir a montra de vidro da dependência, por volta das 15 horas de segunda-feira, 19 de agosto.
Um dos funcionários sofreu cortes na zona do pescoço e do peito, e foi transportado ao como ferido grave ao Hospital de Santarém, de onde já teve alta.
Uma outra funcionária também recebeu assistência hospitalar, mas devido a uma crise de ansiedade provocada pelo enorme susto que se viveu dentro do banco.
Segundo a Rede Regional conseguiu apurar, o pesado seguia na Estrada Nacional 118, no sentido Chamusca – Almeirim, e, junto aos semáforos, ao tentar virar para a “Estrada do Campo”, terá embatido na parede e no passeio.
O rebentamento de dois pneus provocou uma onda de choque que acabou por destruir a montra do banco e projetar estilhaços de vidro para o interior da dependência, onde estava apenas um cliente e os funcionários.
O motorista do camião escapou ileso ao acidente.
As operações de socorro envolveram a VMER de Santarém, duas ambulâncias dos Bombeiros Municipais de Alpiarça e patrulhas da GNR dos postos de Alpiarça e Almeirim.

«Rede Regional»

terça-feira, 20 de agosto de 2019

SERÁ DO CALOR OU DA FALTA DE PESSOAL?



Assim vai a recolha de lixo pelas ruas de Alpiarça.
Este contentor já não é limpo vai para mais de um dia,
E...tempo sem data, que não é lavado nem desinfectado.
A questão do  leitor, que nos enviou as fotos, mais não  é:
 "se esta lixeira será por causa do calor ou por a Câmara não ter pessoal?

Despiste em Angola provoca morte a jovem de Alpiarça


Luís Filipe Vicente, um jovem natural de Alpiarça morreu este domingo, 18 de agosto, num acidente de viação na província de Malange, em Angola, país para onde emigrou em 2015.  
A vítima, de 28 anos, não resistiu aos ferimentos sofridos após o despiste da viatura em que seguia, e que terá sido provocado pelo rebentamento de um pneu. 
Em Angola, Luís Vicente trabalhava na Angopri, Lda., uma empresa de produtos e serviços agrícolas. 
A família do jovem, que deixa dois filhos menores, aguarda pela transladação do corpo para Portugal, para poder realizar as cerimónias fúnebres em Alpiarça.
«Rede Regional»

domingo, 18 de agosto de 2019

ARTIGO DE OPINIÃO: Greves e tiros nos pés

Por:
Rodolfo Colhe


Semana de pré-campanha, de “pré greve” e de silly season para Rui Rio.
A pré-campanha está em marcha e por muito que os meio de comunicação não acompanhem os partidos ainda sem assento parlamentar estão na rua e os restantes multiplicam-se em encontros e reuniões um período, infelizmente, ainda muito fechado. Em relação aos partidos sem assento parlamentar, aconselho todos a seguir membros desses partidos nas redes sociais, e não falo só da Aliança, da Iniciativa Liberal, do Basta ou do Livre mas por exemplo do RIR, o partido fundado pelo carismático Tino de Rans. É um exercício interessante para perceber quem vota em partidos que podem não conseguir eleger nenhum deputado mas também quem são os seus candidatos e apoiantes e há conclusões interessantes a tirar.
A preparação para a greve dos motoristas marcou a semana com a corrida aos postos de abastecimento de combustível, em parte por necessidade, em parte por falta de civismo. Da parte do Governo esta semana reforça a noção de Estado dos seus membros. O direito à greve nunca deve ser colocado em causa e já disse que me preocupa que a opinião pública sobre as greves no geral não seja nada positiva e verdade seja dita que muito por obra de um mau uso desse direito. Mais uma vez o Governo esteve bem e colocou os portugueses à frente, defendendo os seus direitos e as suas necessidades. O país não pode parar por uma greve que convenhamos é um pouco estranha tendo em conta que há uma negociação a decorrer e há acordo para aumentos. A realidade é que os prejuízos poderiam ser enormes e não só para a economia mas também para a saúde dos portugueses porque a capacidade de resposta da Proteção Civil estaria em causa. No fundo as causas (por muito respeito que mereçam) são amplamente superadas pelos efeitos e digo isto especialmente porque não está em causa a perda de nenhum direito ou regalia.
Quanto a Rui Rio e a sua necessidade de “adiar a greve para pós-eleições e, até lá, tentar um acordo”. Alguém devia explicar ao líder do PSD que a data desta greve foi escolhida exatamente para causar danos e forçar o Governo a agir, exatamente porque estão eleições próximas. Confesso que olho com estranheza para os erros de comunicação da direita, ultimamente “é cada tiro cada melro”, nem os artigos de opinião e peças jornalísticas tentando fazer crer que a greve está a ser gerida com vista a reforçar as hipóteses do PS chegar à maioria absoluta, mascaram esta péssima comunicação.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

QUE É FEITO DAS PROMESSAS DE QUEM MANDA NA CÂMARA DE ALPIARÇA E ONDE ESTÁ A RESPONSABILIDADE DE QUEM NÃO CUMPRE O QUE PROMETE?





O Contribuinte/reclamante chamou o responsável da Câmara e apontou-lhe com o dedo os dois enormes buracos que estavam na frente de quem tem poderes para  os mandar tapar. 
Viu e disse:
"Vou mandar tapar"
Já passarem vários meses.
Os buracos continuam a alastrar e já tem alguns centímetros de profundidade.
O local é na Rua Silvestre Bernardo Lima.
Os que testemunharam a 'cena' perguntam:
"Onde está a responsabilidade desta gente que não cumpre o que prometem e não querem saber disto para nada?"



ALPIARÇA: uma terra com passeios 'cheios' de imundícies








Dejectos e mais dejectos nos passeios da Urbanização do "Casal dos Gagos"

Quem nos acode ou  quem nos salva do cheiro horrível desta porcaria?

«Fotos enviadas por um leitor»

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

MAS QUE GENTE É ESTA QUE NOS ESTÁ A GOVERNAR?





Ontem estive a falar com um responsável da Autarquia alertando-o para  a sujidade que existe em alguns passeios de Alpiarça.
Na curta conversa que tive com o mesmo fiquei com a sensação de que lhe estava a "entrar por um ouvido a cem e a sair pelo outro a mil".
A única resposta que me deu foi "é da responsabilidade da Câmara a limpeza dos passeios" mas sempre a caminhar como que: pouco ou nada estivesse  interessado na informação.
Uma conversa  que mais não era do que informá-lo de outros locais onde a sujidade existe em abundância por causa do  desleixo  dos serviços camarários  onde o dito é um dos responsáveis.
Lamento que a Câmara da minha terra esteja tão mal servida de responsáveis e começo agora a perceber porque Alpiarça continua a ser uma terra suja e entregue ao desleixo.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Resíduos orgânicos serão recolhidos de forma seletiva pelos municípios



Restos alimentares e guardanapos de papel já estão a ser transformados em fertilizante para a agricultura e alguns geram até eletricidade.

Os municípios portugueses vão passar a recolher seletivamente os resíduos orgânicos, como restos de comida, até agora colocados no lixo indiferenciado, uma obrigação que resulta de uma diretiva europeia que visa ajudar o meio ambiente.
Com esta seleção, não só se transformam os resíduos em recursos para a produção de fertilizantes e, em alguns casos, de eletricidade, como também se evita um problema ambiental. Quando colocados no lixo indiferenciado e depositados em aterro, no processo de decomposição, os resíduos orgânicos produzem metano e dióxido de carbono, gases com efeito de estufa que contribuem para o aumento da temperatura média do planeta e para a crise climática.
Conta a SIC que, em Lisboa, além do composto, através dos resíduos em decomposição já é gerada eletricidade a partir do biogás produzido na estação de valorização orgânica da Valorsul. E, a partir de outubro, a Câmara vai iniciar a recolha de resíduos orgânicos na Alta da cidade.
A autarquia lisboeta vai dar a cerca de 6700 famílias da freguesia do Lumiar um balde para depositarem os resíduos orgânicos e guardanapos de papel.
Já na cidade da Maia estão a ser recolhidos e encaminhados para a compostagem resíduos orgânicos de cerca de mil famílias, desde outubro de 2018. Um projeto piloto que, ao que tudo indica, será alargado a 700 prédios do concelho no próximo ano, abrangendo desta forma 35 mil habitantes.
Desde que esta iniciativa foi instalada em Águas Santas, a quantidade de lixo indiferenciado recolhido pelos serviços municipais passou para metade.
«NM»

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

COMO É QUE O EXECUTIVO DA CDU PERMITE UMA "PORCARIA" DESTAS NUM PASSEIO PÚBLICO?




Um passeio público cheio de dejectos de andorinhas que causa vómitos a quem passa junto desta porcaria.
Mais grave ainda quando se situa  frente a uma farmácia.
Bastava que o Executivo da CDU desse ordens para que o passeio fosse lavado com uma "mangueirada" de água que por acaso e para o efeito até existe uma boca de incêndio bem perto desta sujidade ou que solicitasse aos bombeiros que lavassem o passeio.
O executivo da Câmara de Alpiarça quanto a higiene deixa muito a desejar.
O local é o passeio frente à Farmácia Gameiro e a rua é a Silvestre Bernardo Lima.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Como as terras do ministro Pedro Nuno Santos e do sindicalista Pardal Henriques se estão a preparar para a greve

Há várias maneiras de medir a distância entre São João da Madeira e Alpiarça: são 217 km, duas horas e 20 minutos a conduzir ou um terço de depósito de um carro médio. Também haverá várias maneiras de distinguir dois Pedros que têm sido protagonistas do conflito que ameaça parar o país: Pedro Pardal Henriques, advogado e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, aparece como o líder dos grevistas — e tem de tal forma adquirido visibilidade com os protestos que até vai entrar na política, como cabeça de lista em Lisboa do PDR de Marinho e Pinto para as legislativas; já Pedro Nuno Santos, o ministro das Infraestruturas e um dos negociadores preferidos de António Costa, apelou aos portugueses para se precaverem contra as consequências da greve.
Foi isso mesmo que o Observador foi tentar perceber: como é que as terras destes dois protagonistas se estão a preparar para uma eventual falta de combustíveis. Mas se em São João da Madeira existem abundantes memórias de Pedro Nuno Santos, em Alpiarça é raro encontrar quem conheça Pedro Pardal Henriques sem ser pela televisão.

“Isto é mais para o pessoal açambarcar para aí gasóleo e gasolina, como antigamente aconteceu com o açúcar”

O telefone tocou. Era o “amor lindo”. João Paulo não atendeu. Entre tickets, faturas com número de contribuinte e moedas para arrumar na gaveta do dinheiro, o funcionário desta bomba de gasolina em São João da Madeira só dispensa alguma atenção aos bitaites dos clientes sobre os benefícios de andar sempre com o depósito do carro cheio. “No princípio do mês é quando se vende mais [combustível]. Para o final do mês, as pessoas já fazem dieta nos carros e ginástica nas pernas”.
Foi no mais pequeno município português, no que à geografia diz respeito (8 km quadrados), que, há 42 anos, nasceu o ministro dos Transportes e Infraestruturas, Pedro Nuno Santos. “Bom homem”, dizem alguns na terra. Cedo se prestou aos jogos da política. Há mais de cinco meses que tem negociado a cessação da greve com os motoristas de matérias perigosas e há menos de um que, na iminência de a mediação falhar, aconselhou os portugueses a precaverem-se.
João Paulo: "Para o final do mês, as pessoas já fazem dieta nos carros e ginástica nas pernas”. (JOANA ASCENSÃO/OBSERVADOR)
O gasóleo não deve acabar tão cedo. Pelo menos estas são as contas do funcionário do posto, que não teme um “novo abril de 2019”. Durante a primeira greve destes profissionais, “faltou o gasóleo em todas as bombas” – e tiveram de deixar de abastecer. Mas o problema maior foi quando acabou: “Ainda estivemos quase uma semana à espera do gasóleo”.
João Paulo não vai em alarmismos e a despreocupação condiz com o resto da cidade. Na empresa Humberpeças, de peças para automóveis, Pedro Moura, diretor de marketing, vê a hipótese de ter de parar como um cenário “um bocado assustador”: 70% das entregas são distribuídas pela própria empresa, com cerca de 14 carros e 27 motas. E aqui, as memórias da paralisação de abril também parecem assombrar. “Estamos preocupados porque pode haver outra vez uma correria aos combustíveis, por precaução. Seria desagradável motas com depósitos de apenas 10 litros, obrigadas às vezes a ser atestadas duas vezes ao dia, terem de estar paradas mais de uma hora nas filas.”

Pedro Moura é o diretor de marketing da Humberpeças, que já sentiu os efeitos da greve de abril. (JOANA ASCENSÃO/OBSERVADOR)
É por isso que a empresa, presente na cidade há 32 anos e com cerca de 90 funcionários, tenciona atestar todos os veículos, apesar de ser “prática comum” e pondera “colocar na oficina alguns depósitos pequenos com gasolina, em “quantidades não exorbitantes”, de forma a evitar as filas.
Da zona industrial ao centro são menos de cinco minutos de carro. O céu cinzento e os chuviscos envergonhados em pleno agosto não desmontam a simpatia dos são-joanenses, considerados em 2010 os habitantes mais felizes do país. Mas quando se fala em greve dos motoristas de matérias perigosas, arregalam os olhos e preveem caso bicudo. Numa das ruas que desaguam na praça Luís Ribeiro há uma escola de condução, também de nome Ribeiro.
Quando entrámos não sabíamos que tinha sido ali que Pedro Nuno Santos tirou a carta, quando atingiu a maioridade. Mas Conceição Leite, de voz grave e altiva, conhece bem o ministro e não é só pelo jeito com o carro. “Desde pequenino” que a aptidão para a política era genuína e “se notava na forma de falar”.
Conceição, além de administrativa na escola, também é secretária na mesa da assembleia da junta da única freguesia da cidade, que herdou o mesmo nome. A cor política não é a mesma da do ministro, mas está com ele quando se fala da greve que pode fazer faltar o combustível nos tanques como o de João Paulo: “Não quero com isto dizer que os motoristas não têm razão, mas as greves não são boas para ninguém e era bom que não houvesse greve”.
A seguir surge-lhe uma questão: “Acha que vai mesmo haver?” E se houver? “Se houver e se durar muitos dias, quando os carros não tiverem mais combustível, teremos de parar”. É assim porque o negócio depende diretamente de os carros terem os depósitos preenchidos. Com quatro instrutores e oito a nove aulas por dia para cada um, o depósito de um carro dura ali apenas dois a três dias. O mês não ajuda. Agosto é bom para o ofício, “porque apanha as férias dos candidatos”. A escola Ribeiro vai abastecer os carros de instrução esta sexta-feira, mas ali mantém-se a esperança de que a greve não vá avante.
Conceição Leite: Em abril a greve “não no afetou porque também durou poucos dias”
Do lado oposto da praça e da barricada está a principal indústria da cidade; ou a cara que nos fala dela. Camisa semi abotoada e sorriso de quem faz as malas para férias, Tiago faz representar as empresas de sapatos e chapéus. “É uma indústria muito assente aqui em S. João da Madeira”. Apesar de em abril ter saído prejudicado pelas horas na filas para combustíveis, “porque tempo é dinheiro”, agora em agosto Tiago não acha “a falta de gasóleo um fator determinante e preocupante para o setor do calçado porque as empresas encerram nesta altura do ano”. A Footure, empresa de peças para calçado que gere, faz a pausa anual no final desta semana. Apesar disso, Tiago vai precaver-se, enchendo “o depósito na sexta-feira” e tendo “uma reserva de 20 litros de gasóleo”. Depois, vai de férias e só reabre o estabelecimento em setembro.
Mas antes de nos deixar ir ver o corte de cabelo do outro Tiago desta história, confessa com cara séria que só no início do ano percebeu quão “importantíssimo este tipo de transporte de mercadorias” era, capaz de “parar o país”. E acautela que “por ninguém acreditar que isto poderia acontecer é que aconteceu.”
Têm a mesma idade, os Tiagos, 28 anos. O Fernandes, sentado na poltrona de pele preta do André Cabeleireiro, também se prepara para as férias. Corta o cabelo e atesta o carro, apesar de ter “mais de meio depósito”, que, garante, dá para chegar a Braga. Já em Braga, a mira é apontada às gasolineiras espanholas, mais baratas e livres de greves.
“Em abril foi complicado arranjar combustível. Quando lá cheguei, foi mesmo à queima. houve quem já não conseguisse abastecer. Eu precavi-me e fui abastecer antes de chegar esta altura das férias e de a situação da greve avançar.”

André é, afinal, António Marques. Toda a gente o trata por André Cabeleireiro. (JOANA ASCENSÃO/OBSERVADOR)
André ouve. Afinal, cabe-lhe também parte do tempo ouvir, ao som de fundo da máquina de corte e da televisão, que já relata a falta de combustível em alguns postos de abastecimento. Desvaloriza. Ali dentro “não tem havido muita preocupação em relação à greve”.
“Sabe que tenho aqui um cliente especial?” Tem? “O senhor Ministro-dos-Transportes-e-das-Infraestruturas”. E logo saca do telemóvel para comprovar.

Ministro Pedro Nuno Santos é "cliente habitual" de André. (JOANA ASCENSÃO/OBSERVADOR)
“Conheço-o desde bebé e para mim, sempre foi político. Quando era jovem, quando começou na JS, notava-se”. Talvez pela proximidade em relação ao governante, André considera tudo escusado: “Isto é uma guerra entre a ANTRAM e o Sindicato lá dos motoristas de matérias perigosas”. Ainda acredita, no entanto, no poder de negociação do governo para impedir que esta greve tenha o mesmo impacto da anterior. “O governo devia pegar em todas as forças de segurança e pô-las a transportar os camiões para abastecer tudo o que seja necessário, para o país não parar”.

Da praça ao posto onde o gasóleo acabou

Zeferino tinha mais de meio depósito e nem estava a contar, mas deu-nos boleia estrada fora. “Vim atestar para ir por aí abaixo e não ter problemas.” Mas tem medo? “Pois tenho. Se não tiver gasóleo, vou a pé?” Joga o Porto no fundo do rádio e, assim como vira o jogo, virou a conversa do são-joanense de 68 anos: “Eu nem era para abastecer porque isto é só bluff, não vai dar em nada. Isto é mais para o pessoal açambarcar para aí gasóleo e gasolina, como antigamente aconteceu com o açúcar.”
Abastecido, o Opel Astra de 95 segue viagem e espera que a greve dure só um dia ou dois: “Mais que isso não. Deus me livre, o país parava!”. E logo acima uns metros, numas das gasolineiras low cost da cidade, a fila ao final da tarde já é evidente. Catorze carros norteiam-se por quatro postos de combustível. Entre os “quer fatura?”, os “obrigada” e a ligeireza a carregar em botões, a técnica que recebe aos pagamentos justifica: “Vai haver greve e o pessoal já está a abastecer”. Para ela, o dia já vai tão comprido quanto o rabo de cavalo e ainda são sete da tarde. Muitos carros que sobem a rampa rapidamente dão meia volta e desistem da espera. Outros arriscam usar jerricãs. “Ainda um há bocado”, diz-nos, envolta em matrículas quase tanto quanto em números de contribuinte.
Uma hora passada, os tanques do gasóleo esvaziaram. “Normalmente duram três a quatro dias e nunca chegam à reserva, mas desde o início da semana que a afluência tem sido maior”. No momento de pagar os 2 euros e 80 cêntimos que os tanques permitiram abastecer, um cliente com o combustível do carro na reserva pergunta, preocupado: “O camião vem amanhã cedo, não vem?”.

“Palmilhei Alpiarça de lés-a-lés e nunca me cruzei com essa personagem”

Já Pedro Pardal Henriques, o líder desta – e da anterior – greve dos motoristas, nasceu na vila de Alpiarça em 1978, mas o rosto do advogado sindicalista só é visto na terra através das televisões. Na vila ribatejana há muito poucas memórias do vice-presidente e porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, que saiu de Alpiarça antes de entrar sequer na escola.
Ainda assim, e sem qualquer sentido de afinidade, as críticas ao líder sindical somam-se entre os vários setores ouvidos durante o dia em que o Observador passou em Alpiarça – e na região –, para saber como é que os habitantes, os empresários e a própria Câmara Municipal se estão a preparar para a greve dos motoristas de matérias perigosas.
Primeira paragem: posto de gasolina na Estrada Nacional 118. Jacinto Martins Nunes é dono de uma das bombas de combustível da estrada que atravessa toda a vila de Alpiarça e que há cinco meses se deixou surpreender pela paralisação dos motoristas. Desta vez, diz estar “mais precavido”, mas acrescenta: “Se começar a faltar numa e depois noutra, começa logo a corrida às bombas onde ainda existe combustível. Aqui tem-se vendido mais qualquer coisa”.
Jacinto Nunes é dono de uma das bombas de combustível de Alpiarça e há cinco meses deixou-se surpreender pela paralisação dos motoristas agora diz estar “mais prevenido". (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)
O empresário lamenta a greve sobretudo pelas dificuldades que coloca na gestão dos stocks. “O meu posto tem capacidade para 68 mil litros, mas nunca está na capacidade máxima porque isso exige muito capital e as oscilações do mercado não me permitem saber se depois vou vender isto mais barato ou mais caro”, diz Jacinto Nunes, que detém um dos postos que não integra a Rede de Emergência de Postos de Abastecimento.
Numa vila que depende sobretudo do trabalho agrícola, a pressão sobre as necessidades de abastecimento aumentam de nível. Com parte das campanhas agrícolas no seu auge e uma outra parte prestes a começar, Jacinto Nunes reconhece que “o risco maior é para a agricultura. Esta é a pior fase. Os produtos continuam a ser produzidos, a ser apanhados, mas as transportadoras não têm capacidade para os escoar”.
Apesar do risco, o empresário mantém-se cético quanto à paralisação e quanto aos efeitos. “Têm aparecido algumas pessoas com jerricans. Mas é como nos supermercados: quem tem mais fundo de maneio vai-se precavendo. Eu não fiz isso. Estas greves já existiram no passado, agora é que estamos a tomar medidas, mas que medidas? É que com os piquetes de greve, as pessoas que estão a ser formadas para manobrar os camiões podem ter dificuldades. Esse é o maior problema”.
Quem o está já a sentir na pele é Luísa Paciência, a gerente e engenheira agrónoma da Casa Agrícola Paciência. “No transporte dos produtos já sentimos alguns constrangimentos porque com as notícias da greve os nossos clientes reforçaram as encomendas e temos tido uma semana com o dobro do movimento habitual. Se é bom, se é mau, não sei, porque começa a faltar capacidade de resposta e com o movimento muito elevado, nos entrepostos de destino, há encomendas que são devolvidas por falta de capacidade desses entrepostos — da SONAE, Pingo Doce, etc”.
Luísa Paciência é a gerente e engenheira agrónoma da casa agrícola fundada pelo avô há mais de 100 anos e que tem no vinho a sua principal missão. (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)
Luísa Paciência é a gerente e engenheira agrónoma da casa agrícola fundada pelo avô há mais de 100 anos e que tem no vinho a sua principal missão. Ao Observador, conta que a dependência de combustíveis existe em toda a cadeia de funcionamento da empresa: “Dependemos de combustível para o funcionamento de toda a parte agrícola e depois na parte da transformação é necessário para alguns equipamentos, (…) e depois a parte da distribuição. A transportadora que faz a recolha para entrega aos nossos clientes também está dependente desta questão dos combustíveis”.
Apesar de planear começar a vindima durante a próxima semana (apanhando assim o pico da greve, caso se mantenha), Luísa Paciência explica que a casa agrícola tem reservas para “15 dias ou três semanas” e esta quinta-feira dedicou uma parte do dia a abastecer todas as viaturas necessárias para o trabalho diário, mas não esquece que há cinco meses foi encher alguns jerricans para garantir as entregas locais, e acabou por nem os utilizar.
Quem também encheu os depósitos há cinco meses foi Rui Aniceto, empresário agrícola que lidera a Triplanta, e que integra a Hortofruticolas Campelos, uma organização que representa 60 produtores de legumes, frutas e flores que juntos têm a seu cargo mais de quatro mil hectares.
Para esta greve não levámos as coisas a sério porque achámos que isto era tudo um bluff das pessoas que estão à frente dos sindicatos, mas estamos a ver o caso agora um pouco mais sério”, confessa Rui Aniceto, acrescentando que atualmente os produtores que representa não têm “em reserva o combustível necessário”. “Alguns dependem de empresas contratadas, que lhes estão a dizer que não vão fazer greve mas que podem não ter combustível. Sempre pensámos que fosse desmarcado mais cedo, mas pelo menos o fator cagaço já conseguiram”, lamenta o empresário.
“Na agricultura a gestão é mais difícil porque os produtos depois de estarem prontos no campo ou vão para o supermercado ou então estragam-se. Depois de estarem prontos duram 48h. Mais que isto, as pessoas andaram a trabalhar o ano todo para perder tudo”, explica ao Observador. A gestão nos produtos frescos – como o tomate ou a alface – é mais complicada do que por exemplo no vinho, como já tinha adiantado Luísa Paciência. “No setor do vinho, uma encomenda que não é entregue hoje pode ser entregue para a semana. Agora, nos produtos frescos essa gestão é diária” e quando um dia falha, o prejuízo começa a acumular-se.
Quem também encheu os depósitos há cinco meses foi Rui Aniceto, empresário agrícola que lidera a Triplanta. (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)
O empresário da Triplanta ainda tentou fazer uma encomenda de combustível de última hora, mas já foi informado de que não vai ser possível ser entregue até segunda-feira (o dia marcado para o inicio da paralisação). “Tenho depósitos homologados para 6 mil litros, mas neste momento só tenho 2 mil e sem me conseguirem entregar vai ser difícil. No máximo tenho combustível para trabalhar até terça ou quarta-feira”, diz Rui Aniceto, deixando mais reclamações sobre uma greve que considera “não ter fundamento. Há falta de motoristas, isto é mais o protagonismo das pessoas que estão a liderar os sindicatos do que propriamente os trabalhadores. Estive com motoristas que não querem fazer greve, consideram que o que ganham é justo”.
As críticas são lançadas a Pedro Pardal Henriques por conterrâneos que desconhecem que foi ali nasceu o agora líder sindical. O desconhecimento sobre Pardal Henriques é alias tónica dominante entre toda a população de Alpiarça. Ao que o Observador apurou o advogado nasceu na vila mas a família mudou-se para o Algarve ainda antes de Pedro Pardal Henriques ter entrado na escola. O advogado poderá ter alguma família afastada ainda em Alpiarça mas, por nunca ter frequentado a escola, não é conhecido entre os que partilham a sua geração.
Um ex-candidato à Câmara Municipal de Alpiarça diz mesmo: “Apesar de ter palmilhado Alpiarça de lés-a-lés em campanhas eleitorais, nunca me cruzei com semelhante pessoa”.
De volta à greve, antes de terminar a conversa com o Observador, Rui Aniceto tem ainda tempo para contar que já foi contactado por uma transportadora espanhola que lhe pediu para adiar entregas, com receio dos piquetes de greve: “Existe medo de represálias por parte dos motoristas estrangeiros, especialmente nalguns pontos mais sensíveis do pais”.
O empresário agrícola lamenta que a agricultura não tenha sido tida em conta na lista de prioridades definida em primeiro lugar – essa situação já foi agora corrigida pelo Governo – e lamenta que o país “se esqueça de quem os alimenta”, acrescentando que “é preciso pensar como um todo. As coisas só funcionam se todos contribuirmos e esta é uma fatura que podemos vir a pagar mais tarde”.
Embora não podendo ser opção de recurso para os empresários que precisam de combustível para manter a atividade, a Câmara de Alpiarça também não deixou de se precaver tendo em conta este pré-aviso de greve – e a própria recomendação do Governo. Ao Observador, a autarquia revelou que tem quatro mil litros em depósito, “o que num mês de Agosto, com muito do pessoal em férias, garante um mês de funcionamento dos serviços municipais”, tendo mil litros destinados aos Bombeiros Municipais e outros mil aos serviços de Proteção Civil. A autarquia recorda ainda que é obrigatório um dos postos de abastecimento do município garantir uma reserva de mil litros para os bombeiros.

Pedro Miguel Ribeiro é presidente da autarquia do concelho vizinho, Almeirim e líder da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo
Numa região fortemente dependente da agricultura, a Comunidade Intermunicipal da Leziria do Tejo (CIMLT) lançou um alerta ao Governo para não esquecer o abastecimento dos que fazem desta a sua atividade. Ao Observador, o presidente da CIMLT, que abrange Alpiarça e outros dez concelhos, Pedro Miguel Ribeiro, garante que “a definição de serviços mínimos já resolveu uma parte do problema, sendo que o gasóleo agrícola é importante, mas falta perceber os mínimos impostos para os consumos, visto que as máquinas agrícolas não consomem na mesma quantidade que um carro particular”. O dirigente espera que o número de pessoas que não vão aderir à paralisação possa “ter influência naquilo que é o abastecimento que vai existir durante o período de greve”.
Pedro Miguel Ribeiro, eleito presidente da autarquia do concelho vizinho – Almeirim – pelo Partido Socialista, diz que “a greve pode acabar antes de começar desde que haja uma saída airosa para todos. Não sei se é possível para já, porque as posições se têm vindo a extremar”. Para o autarca e líder da CIMLT, “o governo fez aquilo que deve fazer, preveniu como podia prevenir, agora é preciso encontrarmos a porta de saída. Isto é um pouco como nas eleições: é preciso encontrar uma forma de todos dizerem que ganharam. Eu acho que é isto que falta”.
Enquanto o pré-aviso se mantém, e tendo em conta que a terra natal de Pedro Pardal Henriques não tem um único posto dentro da Rede de Emergência, Jacinto Nunes, o dono de um posto de abastecimento, sabe o que o espera: “Aqui, quando esgotar, esgotou. Se não mandarem mais não mandam”.

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