sábado, 7 de janeiro de 2017

Morreu Mário Soares



Morreu hoje Mário Soares, aos 92 anos de idade. O histórico do PS estava internado no Hospital da Cruz Vermelha desde o dia 13 de dezembro de 2016.

   
O antigo primeiro-ministro, Presidente da República e um dos fundadores do PS morreu aos 92 anos. Para trás ficam mais de nove décadas de vida de uma figura que marcará, indelevelmente, a história do século XX português.
Nascido a 7 de dezembro de 1924 em Lisboa, licenciou-se na Universidade de Lisboa, primeiro em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1951, e mais tarde em Direito, em 1957. O seu percurso académico, no entanto, foi sendo construído paralelamente a um interesse político que lhe valeu desde cedo a atenção da polícia do regime salazarista.
Em 1958 integrou a comissão de candidatura à presidência de Humberto Delgado, o ‘General Sem Medo’ que abalou o regime. Por 12 vezes foi detido pela PIDE, cumprindo no total cerca de três anos de cadeia. Estava preso quando, em 1949, casou por procuração com Maria Barroso.
Em 1968, novamente preso, foi deportado sem direito a julgamento para São Tomé. Cerca de dois anos depois, já com Marcello Caetano à frente do Estado Novo, foi autorizado a continuar o seu exílio em França.
Foi de lá que apanhou o famoso ‘comboio da Liberdade’ que o trouxe a Lisboa, três dias depois do 25 de Abril de 1974. Era com fervor mas no meio da dúvida que a democracia portuguesa daria os seus primeiros passos.
Dois dias mais tarde, Soares juntava-se à multidão que esperou o regresso de outro homem que o Estado Novo perseguiu. Falamos de Álvaro Cunhal, líder histórico do PCP. Nesse dia, as divergências políticas ficaram de parte. “Permitam-me que me volte para Álvaro Cunhal e o saúde como um grande resistente”, disse Soares à multidão. Os aplausos davam ritmo ao momento. Naquele dia, o país viu-os juntos, de braços dados, em ambiente de celebração de fim da ditadura. Foi uma imagem que não mais se iria repetir.
Em novembro de 1975, os dois gigantes da política portuguesa protagonizavam um debate que figurará em qualquer compêndio da história de Portugal de então. Foi na RTP, em moldes que hoje pareceriam impossíveis: durante quase quatro horas Cunhal e Soares expuseram divergências, deixando até um curioso momento para o imaginário da política portuguesa, com Soares a sugerir que o PCP preparava nova ditadura, ao que Cunhal respondeu com um curioso “Olhe que não, olhe que não”.
O fundador do PS, que chegou a passar pelo PCP no tempo da ditadura de Salazar, ia começando a deixar a sua marca neste novo Portugal democrático. Foi por duas vezes primeiro-ministro, protagonizando, inclusive, um inédito governo central com o apoio do PSD de Mota Pinto.
"Soares é fixe"
Em 1986 o país prepara-se para eleições presidenciais. Na primeira volta, Freitas do Amaral surge em vantagem. Conquista 46,31% dos votos. Mário Soares surge em segundo lugar, com 25,43% dos votos.
Soares já tinha provado ser capaz de vencer eleições. Mas a história da política é feita não só de preparação mas também de acasos e circunstâncias. Naquele ano, a caminho da segunda volta, tudo funcionou a seu favor, à medida que o slogan “Soares é fixe” foi ganhando força.
O acaso foi uma agressão na Marinha Grande que animou a campanha e que acabou por reforçar o apoio a Soares. Mais decisivo ainda terá sido o ‘sapo’ (a tal circunstância) que o PCP engoliu para evitar a vitória de Freitas do Amaral, então candidato da Direita. O apoio dos comunistas foi essencial. Freitas do Amaral conseguiu 48,82% dos votos à segunda volta. Soares chegou aos 51,18% e tornou-se Presidente.
O presidente viajante
Na Presidência, Soares terá vivido os seus tempos de maior popularidade. Visitou os mais diversos países como representante português, mas foi no seu segundo mandato, com viagens por Portugal, que cravou a sua marca política de então.
As suas Presidenciais Abertas incomodaram um primeiro-ministro Cavaco Silva que via em Mário Soares uma das “forças de bloqueio” do seu Governo. Anos antes de se defrontarem em eleições, era já claro que os dois políticos habitavam bancadas opostas.
Em 1999, Mário Soares juntava mais uma função ao seu percurso político tornando-se eurodeputado, cargo que manteve até 2004. Pela idade, por tudo o que já tinha feito, adivinhava-se o fim da sua carreira política. Assim foi, pelo menos por momentos.
"Basta" e até breve
Aos 80 anos, a antiga FIL encheu-se para um jantar de despedida. Ali estavam representantes dos mais diversos quadrantes da política e sociedade portuguesas. Foi perante eles e as câmaras que Soares declarou: “Basta”. Era o ponto final na sua carreira política. As notícias do seu fim, no entanto, foram precipitadas.
Menos de um ano depois, o “basta” caía e dava lugar a nova luta política, uma que viria a ser a sua última e uma das mais mal sucedidas. Aos 81 anos, Mário Soares avançava para uma terceira candidatura presidencial. Contava com o apoio de José Sócrates, então primeiro-ministro e líder do PS, um amigo que visitaria na cadeia anos depois.
Estamos em 2006, ano de presidenciais e os resultados ficam muito aquém dos do próprio Soares nas suas lutas políticas dos anos 80 e 90. Mário Soares é terceiro numa eleição que garante a vitória à primeira volta de Cavaco Silva. Conquista 14,31% dos votos, números bem longe não só da vitória esmagadora de Cavaco mas também dos de Manuel Alegre, que concorreu sem o apoio do PS, conseguindo ainda assim 20,74% dos votos.
Se o seu “basta” fora precipitado, o momento agora era claro: não mais Mário Soares se voltaria a candidatar. Ainda assim, entre crónicas no Diário de Notícias e aparições públicas, Soares chegou aos 90 anos continuando a ser uma voz ativa na política portuguesa. Os tempos de troika e austeridade parecem tê-lo até espicaçado. E como em tantas vezes no passado, Cavaco Silva era um dos seus principais alvos.
Em tempos membro da maçonaria, que abandonou quando achou que os rituais e o secretismo a tornavam “demodé”, Soares tornou-se uma figura cada vez mais polarizadora com o passar dos anos, tantas vezes criticado à Direita e à Esquerda.
Pai de Isabel e João Soares, Mário Soares ficou viúvo em julho de 2015. O funeral e as homenagens à companheira de uma vida foram das últimas vezes que o vimos em público.
Foi longa a caminhada de Soares, com as suas impaciências (“oh senhor guarda, desapareça”, zangou-se certa vez com um agente em 1993) e a sua vontade de expressar opinião nos mais diversos momentos da vida política portuguesa.
Foi também cheia, desde a luta contra a ditadura de Salazar até aos tempos da democracia. Para trás, fica um legado que a história avaliará ao sabor dos tempos e das ideologias. Certo é que não o esquecerá.
«NM»

OS MILHÕES DE EUROS QUE O EXECUTIVO DA CDU JÁ GASTOU NO CONCELHO

CARREGUE EM CIMA DAS FOTOS PARA AMPLIAR



A CDU/Alpiarça tem vindo a divulgar por imagens nas redes sociais as obras que o executivo da CDU já fez e nas quais foram gastos vários milhões de euros.
Sabemos também que outras se seguirão, nomeadamente a requalificação do Jardim Municipal, do Mercado Municipal e do Agrupamento de Escolas José Relvas, entre outras que estão previstas.
Reconheça-se então que durante os últimos mandatos da CDU que o executivo comunista não esteve parado mas sim sempre a investir como demonstram algumas das fotos que aqui publicamos

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

REQUALIFICAÇÃO GLOBAL DA CASA-MUSEU DOS PATUDOS 1a FASE 2,5 MILHÕES DE EUROS

Obra de 2.500.000 euros, comparticipada pelos fundos comunitários QREN, executada e paga integralmente durante a gestão CDU, sem recurso ao endividamento bancário devido à difícil situação financeira do Município de Alpiarça (desequilíbrio financeiro estrutural/excessivo endividamento) deixado em 2009 pela anterior gestão PS, e num quadro de cortes ilegítimos nas transferências para as autarquias dos anteriores governos PS/Sócrates e PSD-CDS/Passos Coelho. 
Reabertura da Casa-Museu, renovada, e com um novo circuito museológico, em 2011.
«CDU Alpiarça»

O dinheiro dos portugueses e o poder dos políticos

O regime em Portugal consiste num complexo político-financeiro, em que os governos usam os bancos como instrumento de poder. É duvidoso que o governo deixe agora desenvolver-se outro tipo de banca.
A oligarquia política, sempre que pode, finge. É assim que os oligarcas discutem a banca como se fosse exterior ao sistema político, e que põem uma cara muito séria para dizer que desejam apenas assegurar o “financiamento da economia” e sobretudo às “pequenas e médias empresas”. Temos todo o direito de desconfiar que não é assim.
A banca é uma das actividades privadas mais reguladas e supervisionadas por entidades públicas em todo o Ocidente. Em Portugal, tem sido também uma das mais instrumentalizadas pelo poder político. Leiam os livros publicados nos últimos anos sobre a história dos banqueiros portugueses, como o de Helena Garrido, A Vida e Morte dos Nossos Bancos. Quase todos começaram, sem muito capital, com convites e oportunidades criadas pelos governos, e quase todos acabaram quando os primeiros-ministros deixaram de os atender. O seu verdadeiro capital era o poder político. Por isso, Jardim Gonçalves, inicialmente promovido por Mário Soares, cresceu com Guterres, e caiu com Sócrates; e Salgado, também ao princípio ajudado por Soares, foi o “dono disto tudo” com Sócrates, e deixou de o ser com Passos.
O complexo político-financeiro desenvolvido a partir dos anos 90 promoveu uma explosão de crédito barato, permitida pelos recursos externos disponíveis com a entrada no euro e incentivada pelas bonificações e benefícios fiscais dos governos. Foi assim que a oligarquia compensou a quebra do crescimento económico. A banca garantiu os consumos que fizeram a felicidade dos eleitores, ao mesmo tempo que serviu aos governos para inventar “projectos” e mandar nas empresas. Basta lembrar o ataque ao BCP ou a defesa da PT, organizados a partir da CGD e do BES durante a situação Sócrates-Salgado. A propriedade da banca foi irrelevante. A CGD correu mais riscos que os bancos privados, e alguns bancos privados estiveram tão alinhados com os governos como a CGD.
Nada disto é peculiarmente português. Em Espanha, as caixas de aforro caíram desde a década de 1980 nas mãos das Comunidades Autónomas, e colaboraram numa enorme expansão do crédito e das clientelas partidárias. Na Itália, o Monte dei Paschi di Siena, agora em aflição, era dirigido pelo Partido Comunista (a Democracia Cristã também tinha os seus bancos). Obviamente, esta promiscuidade comprometeu qualquer supervisão, submetendo-a a preocupações de regime e a cálculos eleitorais.
Em 2011, os bancos foram incluídos no pacote de resgate, como parte do sistema político falido. Desde então, a oligarquia discute a “consolidação” da banca, isto é, uma terceira refundação do complexo político-financeiro, depois das nacionalizações de 1975 e das privatizações dos anos 1990. É verdade que tudo existe agora num quadro europeu. Mas é duvidoso que Portugal venha a desenvolver um negócio financeiro independente do poder político, efectivamente regulamentado e escrutinado. Este é um governo e uma maioria que acreditam que a economia deve ser micro-gerida pelo poder político, e que a despesa e a dívida, só por si, geram riqueza. É-lhes impossível imaginar o governo sem a banca às ordens. Que vão fazer? Nacionalizar? Ou reconstituir situações do tipo do eixo CGD-BCP-BES do tempo de Sócrates, quando a banca era só para os “amigos”?
Na quarta-feira, no parlamento, os oligarcas falavam do “dinheiro dos portugueses”. Mas aquilo em que todos estavam a pensar não era certamente no “dinheiro dos portugueses”, mas no “poder dos políticos”. Como sempre, haverá no meio disto alguns distraídos e bem-intencionados. Mas o complexo político- financeiro vai tentar tudo para se reconstituir e sobreviver. O regime é isso, e já não sabe ser outra coisa.
«Rui Ramos/Observador»

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Melhor forma de homenagear autarcas "é reforçar as competências locais"

Para o primeiro-ministro e líder do PS não existe melhor forma de assinalar “os 40 anos de sucessivas gerações de autarcas” do que “fazer um grande voto de confiança naquilo que são as autarquias locais” e, por isso, apostar na “descentralização”.

António Costa falava esta quarta-feira numa sessão de homenagem a antigos presidentes de câmara socialistas, onde destacou “a grande lição que todos deram, em primeiro lugar de democracia” e parabenizou todos por terem participado "no exercício de governação, da escolha e da tomada de decisão”.

Sobre a sua experiência pessoal, garantiu honrar “muito” os “21 anos de autarca”, todos eles “de muitas formas”. Exatamente “por isso, percebo bem o sorriso que vejo nas vossas caras, apesar de todas as dificuldades e chatices que tiveram” e recordou que muitas vezes “vale a pena uma coisa tão simples, como tapar um buraco na estrada”.

“A melhor forma de homenagear os autarcas é fazer um grande voto de confiança naquilo que são as autarquias locais. É por isso que lançamos o desafio a todos” de assinalar este ano “como sendo o do maior passo descentralizador”, rematou.
«NM»

Alargamento do horário de funcionamento

Atendendo a que se verificou um aumento da frequência de utentes aos serviços de saúde, informa o Agrupamento de Centros de Saúde da Leziria que procedeu a um alargamento/ reforço do horário de funcionamento, para situações agudas, das seguintes Unidades:
Local
Morada/ Telefone
Horário Dias Úteis
População Alvo
Santarém
Unidade de Saúde de São Nicolau:
Morada: Rua Comendador Ladislau Teles Botas – S.Domingos
Telefone: 243 330 600
20h00 – 22h00
Santarém: utentes da USF S.Domingos; USF Almeida Garrett e USF Planalto
Almeirim: utentes da UCSP Almeirim
Chamusca
Unidade de Saúde da Chamusca:
Morada: Largo Sacadura Cabral
Telefone: 249 769 174/8
18h00 – 20h00
Chamusca: utentes da USF Chamusca e
UCSP Chamusca
Golegã: utentes da USF CampuSaúde
Alpiarça: utentes da UCSP Alpiarça
Pernes
Unidade de Saúde de Pernes:
Morada: Rua Comendador José Gonçalves Pereira
Telefone: 243 449 365
18h00 – 20h00
Pernes: utentes da USF Alviela;
Alcanede: utentes da USF Foral Novo

Para além deste alargamento e reforço de horários exclusivo para o atendimento de situações agudas continuamos a manter os seguintes Serviços de Atendimento Complementar (AC) e Serviço de Atendimento Permanente (SAP):

Local
Morada/ Telefone
Horário Dias Úteis
Horário Fins Semana e Feriados

AC Santarém
Unidade de Saúde de São Nicolau:
Morada: Rua Comendador Ladislau Teles Botas – S.Domingos
Telefone: 243 330 600

09h00 – 14h00 aos fins-de-semana

AC Cartaxo
Unidade de Saúde do Cartaxo:
Morada: Rua do Progresso
Telefone: 243 700 650
20h00 – 22h00
09h00 – 19h00

AC Rio Maior
Unidade de Saúde de Rio Maior
Morada: Av. Portugal - Casal Serôdio
Telefone: 243 999 200
19h00 – 23h00
09h00 – 21h00

AC Chamusca
Unidade de Saúde da Chamusca:
Morada: Largo Sacadura Cabral
Telefone: 249 769 170

10h00 – 20h00 aos fins-de-semana

SAP Coruche
Unidade de Saúde de Coruche:
Morada: Estada da Lamarosa
Telefone: 243 610 504/5
24h00 todos os dias
Neste período de gripe sazonal atende também os utentes inscritos na UCSP de Salvaterra de Magos

Com esta medida, espera o Agrupamento de Centros de Saúde da Leziria conseguir responder eficazmente às necessidades da população em geral.

ENCONTRO CONCELHIO DA CDU


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

CARNAVAL 2017 É EM ALPIARÇA


No Domingo de Carnavaldia 26 de Fevereironão fique em casa venha divertir-se,
​ ​
assistir e participar no Corso Carnavalesco de Alpiarça.

ATENÇÃO ÀS INSCRIÇÕES QUE  ABREM JÁ NO PRÓXIMO DIA 16 de DE JANEIRO

                                             

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

DOCUMENTOS PREVISIONAIS PARA 2017



Já se encontram disponíveis para consulta e download os Documentos Previsionais para 2017.
.
Para aceder a Orçamentos e GOP'S desde 2008 clique AQUI

domingo, 1 de janeiro de 2017

ARTIGO DE OPINIÃO: Campeões, a Geringonça e o que ai vem

Por:
Rodolfo Colhe
Presidente  da Juventude Socialista
de Alpiarça


Em 2160 todos irão saber que 2016 foi o ano em que Portugal ganhou o seu primeiro Europeu de Futebol, a sua maior vitória desportiva até hoje. Mas 2016 em Portugal é um ano para ser recordado a vários níveis, creio eu que os indicadores mostram que 2016 pode ter sido o princípio do fim da instabilidade e de vários factores tanto de índole política como social. Acredito que podemos olhar para 2016 como o princípio do fim da escola que formata alunos e o início da escola que prepara os seus alunos de igual forma. É impossível olhar para esta temática, e esquecer as manifestações “pró-escola pública” e “pró-escola privada”, em que segundo me pareceu a esmagadora maioria da população se demonstrou “pró-escola pública”, esquecendo de todo a posição dos partidos. A educação é, sem dúvida, uma das temáticas a acompanhar em 2017, tentando perceber se as mudanças continuam e se as escolas se tornam mais “iguais”. Outras das temáticas que consagram 2016, estão relacionadas com o emprego e com a segurança social. A redução da taxa de desemprego é um dos indicadores que mais me deixa feliz com 2016 apesar de o caminho para a resolução do emprego ainda está apenas no seu princípio, não só porque o emprego tem de aumentar como tem de deixar de ser tão precário, recibos verdes, estágios profissionais e por aí fora são problemas a resolver. Uma palavra também para as alterações que se irão sentir em 2017 nos indivíduos portadores de deficiência, são indiscutivelmente a prova de que agora todos os portugueses são iguais. Tirando a palavra “campeões”, a que mais andou na boca dos portugueses foi “geringonça”, começando por aparecer no dicionário da direita e da esquerda caviar como uma máquina mal montada e mal calibrada que não chegaria a lado nenhum. Para outros, na teoria seria um bom veículo mas difícil de por a andar. Para o Primeiro-Ministro António Costa, a geringonça era um Ferrari que apenas precisava de um bom piloto para o guiar pelas curvas sinuosas, fazendo Portugal sair de ruas escuras e caminhos sem saída em que se encontrava. O PS voltou a ser verdadeiramente um Partido Social Democrata, e como tal, defensor da democracia em que todas as pessoas têm o mesmo valor independentemente do grau académico, social ou família a que pertencem, mesmo que por vezes a nível local isso não aconteça. A nível nacional, cada vez mais os independentes se podem considerar parte do partido. Mas, mais uma vez, o caminho está longe do fim e 2017 será sem dúvida um dos mais importantes anos para que cheguemos a um bom caminho, relação com a Europa, reacção da economia ao novo líder dos EUA e o efeito Guterres. A uma escala muito mais local mas não menos importante na vida das pessoas, as eleições autárquicas. Se pudesse escolher um título antecipado para 2017 seria o do ano do Humanismo, o ano em que as pessoas passam a ser o essencial e a preocupar-se umas com as outras. Para isso os seus líderes têm de dar exemplo, estejamos a falar a nível mundial, nacional ou local porque o exemplo terá sempre de vir ao de cima. Talvez, o desejo para 2017 deva ser o aparecimento de novos líderes com características e carácter de líderes em detrimento de uns quantos indivíduos de pose altiva que nos fazem pensar viver ainda numa monarquia ou ditadura.

sábado, 31 de dezembro de 2016

CMA TERMINA 2016 AO SEU MELHOR: LIXO NAS RUAS E PROPAGANDA NOS CORREIOS

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Capa da luxuosa revista da CMA
Num município onde existe permanentemente um caos na recolha do lixo e graves problemas ecológicos na Barragem dos Patudos (por ex.), conforme confirmam as minhas imagens em baixo, recentemente tiradas e, ainda, onde o Presidente da Câmara, apesar de afirmar repetidamente que está a melhorar a situação financeira, ter de recorrer sucessivamente a uma bolha crescente de empréstimos bancários anuais de curto prazo, respectivamente de 200.000€, 500.000€ e 700.000€, além de um outro empréstimo bem maior de médio prazo que ficou deserto por os bancos se terem recusado a aceitá-lo (porquê?), sempre a crescerem até essa bolha rebentar depois das eleições autárquicas de 2017, já nem falando que os prazos de pagamento a fornecedores vão já em mais de 180 dias; CONFESSO que foi com enorme espanto e estupefacção que constatei que cerca de 4.000 exemplares da luxuosa revista de que apresento a capa, caíram nas caixas de correio de Alpiarça, por cerca de 250€ só em despesas de correio. Refiro-me a uma extensa revista de 48 páginas de mera propaganda, totalmente a cores e com imensas fotos, num luxuoso e grosso papel brilhante tipo “cochet” de primeira.

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FOTO AÉREA DE 16NOV DA POLUIÇÃO NA BARRAGEM

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  O FREQUENTE CAOS NA RECOLHA DE LIXO  

Vou então cingir-me apenas a este atentado ao pudor da legalidade democrática, que representa este luxuoso acto de mera propaganda política comunista de pré-campanha pré-eleitoral, pago com os dinheiros e contribuições dos cidadãos-munícipes de Alpiarça e à manifesta sensação de impunidade legal deste acto, na sequência de outros que o regime comunista autárquico local vem assumindo, tendo-se chegado ao ponto do seu presidente chamar publicamente “lixo político que caiu em Alpiarça” à Oposição democraticamente eleita e, ainda, ter mandado em plena reunião pública de câmara, um desses vereadores da oposição para o “Car**lho”, por não ter gostado da veemência dos seus argumentos, ao exortá-lo a falar verdade.
Sabendo-se do antecedente, o ilegal uso de publicações municipais, essencialmente como mera propaganda municipal, sem direito a contraditório dos eleitos da Oposição; no início do actual mandato, na reunião de câmara de 07Mai2014 e em inúmeras outras situações, a Oposição solicitou reiteradamente um espaço de informação no boletim informativo municipal, que culminou com a entrega nessa reunião de uma Recomendação (obviamente sem resposta formal), fundamentada na Directiva nº 1/2008 de 24Set2008 da ERC, que a isso obriga sob pena de procedimento contraordenacional.
Ainda que sabendo da razão e da fundamentação legal da Oposição, o Presidente na sua habitual obstinação autoritarista, manteve a sua posição de que no boletim informativo municipal, a CMA “fala a uma só voz” (a sua), mas tendo o cuidado de nunca mais ter publicado nenhum boletim até agora, não fosse uma coima da ERC cair nas já débeis finanças da CMA.
Acontece que o apego do presidente ao Poder em Alpiarça, está a começar a ser mais forte e os receios de uma queixa à ERC passou para segunda prioridade, já que a existir uma multa pesada, nunca será paga do seu bolso, mas pelo tal “povo” que os camaradas comunistas tanto gostam de evocar em vão e, assim, aqui temos esta ilegal luxuosa revista “Informação Municipal”, sem o tal espaço legalmente obrigatório destinado à Oposição.
Mas o mais “interessante” vem agora no fim…. QUE MEIOS TÉCNICOS POSSUI A CMA PARA PRODUZIR UMA REVISTA DESTA QUALIDADE?
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Não havia necessidade…
Julgo que a resposta possa estar no “atrevimento” de se ter feito recentemente, este contrato de luxo por 3 anos (mesmo sabendo que em 2017 há eleições), sem concurso e por ajuste directo, curiosamente a uma empresa “amiga” com sede em Évora (mas com procurador em Santarém), apenas para fazer “serviços de printing” para a CMA por 27.684€, quando em Alpiarça há empresas credíveis no ramo, como por exemplo a gráfica GARRIDO, já nem falando nos rios de dinheiro que mensalmente são gastos em impressoras, resmas de papel, tinteiros e manutenções.
Não há dinheiro para reparar as 2 viaturas de recolha de lixo que obriga ao aluguer de outra por 3.500€, mas há fortunas para gastar em mera propaganda política municipal.
Assim vai alegremente entrar em 2017, este enclave comunista de Alpiarça, com lixo nas ruas e propaganda nos correios!


Eduardo Costa

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

SERVIÇO DE RECOLHA DE LIXO


Por forma a proporcionar aos seus funcionários uma passagem de Ano Novo em família a Câmara Municipal de Alpiarça informa que, devido à tolerância de ponto no dia 2 de Janeiro de 2017, não haverá recolha de lixo nos dias 31 de Dezembro de 2016, 1 e 2 de Janeiro de 2017.

Apela-se à população que se envolva na limpeza do Concelho, colocando o “lixo” corretamente nos contentores ou, aguardando eventualmente, que os mesmos fiquem prontos para receber novos resíduos.

O lixo constituído por papel, cartão e vidro, embalagens de plástico e metal deve ser devidamente depositado nos ecopontos e não fora deles.

No dia 3 de Janeiro de 2017 serão reforçados os serviços de recolha, bem como nos dias seguintes, se necessário, de forma a normalizar a situação o mais rapidamente possível.

A Câmara Municipal agradece.
Todos juntos no compromisso de um concelho + limpo.
Mais qualidade de vida com Alpiarça + limpa.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

AMPLIAÇÃO E REVITALIZAÇÃO DO JARDIM MUNICIPAL INÍCIO DOS TRABALHOS/OBRAS DE EMPREITADA


CÂMARA MUNICIPAL DE ALPIARÇA 
Informação

AMPLIAÇÃO E REVITALIZAÇÃO DO JARDIM MUNICIPAL 
INÍCIO DOS TRABALHOS/OBRAS DE EMPREITADA

A Câmara Municipal de Alpiarca informa que já se iniciaram as obras de empreitada de Ampliação e Revitalização do Jardim Municipal de Alpiarça, que irão decorrer num prazo de 225 dias, num valor global de cerca de 340 mil euros. A obra será comparticipada a 85% por verbas dos fundos comunitários do quadro 2014-2020, no âmbito da Regeneração Urbana.
Após a aprovação do Plano de Acção para a Regeneração Urbana (PARU), esta operação foi candidatada e aprovada pela CCDR-A e seguidos todos os procedimentos de concurso de empreitada, tendo sido atingidas as condições para concretizar uma intervenção de recuperação e valorização do tecido central urbano do concelho, logo no primeiro momento em que isso é possível.
Assim, o Jardim mais que duplicará a sua área de implantação e terá mais do dobro de árvores e espaços verdes. Serão também construídos dois edifícios para futuras actividades de apoio à fruição do Jardim, bem como um espaço cívico envolvente ao monumento de homenagem a José Relvas e ao actual coreto.
Esta intervenção no espaço público deverá ter um impacto bastante reduzido sobre a mobilidade na vila. No entanto, a Câmara Municipal apela à compreensão da população de Alpiarça para quaisquer constrangimentos que possam vir a surgir, bem como à colaboração, colocando-se sempre à disposição para considerar eventuais correcções.
Em conjunto, e no momento em que se assinalam os 40 anos de Poder Local Democrático, concretizaremos mais um importante investimento com impacto positivo na vida colectiva da nossa população e no futuro da nossa terra -- um decisivo passo na valorização da imagem urbana, qualificando uma área no centro da vila de elevada importância histórica e simbólica, dotando-a de novas valências e de nova atractividade.
Alpiarça, 29 de Dezembro de 2016
A Câmara Municipal de Alpiarça

Agrupamento de Escolas José Relvas

O AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE JOSÉ RELVAS DESEJA A TODA A COMUNIDADE EDUCATIVA, PARCEIROS, AMIGOS E A TODOS OS ALPIARCENSES UM PRÓSPERO ANO NOVO

O ano de 2016 foi um ano muito positivo com a partilha de novas aprendizagens, conhecimentos, experiências, desafios e a boa notícia das obras na escola sede, o que nos veio encher de alegria.
Participámos em muitas atividades e projetos com grande êxito e o nome do nosso Agrupamento e da nossa Terra foi divulgado além-fronteiras, enriquecendo, assim, a nossa cultura de Escola e a nossa Região.
Por outro lado, em 2016 vivemos algumas tristezas… perdemos alguns dos nossos e dos nossos familiares…vivemos momentos de dor, mas sempre unidos pela solidariedade que nos carateriza. Aos que sofreram perdas, que se encontram com problemas de saúde ou de outra ordem desejo que tenham muita força e coragem para viverem esta época.
Faço votos para que em 2017 todos os vossos sonhos se concretizem e que o espírito de solidariedade e a esperança vivida nesta época perdure por todo o ano que agora se vai iniciar.
Sejam felizes!!!
Isabel Silva
Diretora