quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A POLÍTICA DA VERDADE

Por: Mário Fernando A. Pereira

A verdade como fundamento de uma gestão ao serviço da população de Alpiarça.

A verdade como factor de avaliação da situação municipal e de definição de políticas que privilegiam o interesse geral

Recuperar as finanças do Município de Alpiarça, a partir de uma situação de descalabro (desequilíbrio estrutural, com endividamento excessivo) registada em 2009, mantendo o funcionamento dos serviços e concluindo importantes investimentos para o futuro do concelho, tem sido o fundamento do caminho definido pelo actual executivo municipal. Com sucesso, diga-se, sobretudo no que respeita aos factores controláveis pela acção dos eleitos.

Nestes anos, a dívida municipal baixou cerca de 4 milhões de euros. É uma verdade, evidente, confirmável e confirmada.

A dívida global apurada no final de 2009 era insustentável e colocava o Município de Alpiarça em total incumprimento da lei das finanças locais, por ultrapassagem dos limites de endividamento, tendo motivado a aplicação de cortes nas transferências do orçamento de Estado.

Obrigou, assim, à elaboração de um plano de recuperação, de saneamento financeiro, a ser implementado em 12 anos, de forma a tornar saudáveis as contas, do qual fazia parte um empréstimo de 6.135.000 euros, visado pelo Tribunal de Contas, em 2011, para pagar aos fornecedores a quem a Câmara devia e consolidar parte do passivo.

Cumprindo na generalidade este plano, a Câmara conseguiu pagar aos seus fornecedores, dinamizando a economia local e regional; manteve (e melhorou, em alguns casos) o funcionamento e a prestação de serviços à sua população; pôde concretizar investimentos de quase 4 milhões de euros, fundamentais para o concelho, apenas com meios próprios para suportar a sua comparticipação da componente nacional em projectos financiados por fundos comunitários, não recorrendo a empréstimos.

Foi assim com o novo Centro Escolar Prof. Abel Avelino, com a recuperação global da Casa dos Patudos (edifícios, jardins, terreiro exterior e novo Auditório), com a reconversão da Praça do Município, ou ainda com os rearranjos no Parque do Carril, da Feira e junto às Piscinas Municipais, entre outros.

Foi também esta lógica de gestão, ponderada, poupada, virada para a comunidade, que permitiu que, num período tão negativo para a vida económica e social do nosso País, com a agressão dos credores internacionais pela mão do FMI e da UE, bem como dos Governos nacionais e dos partidos que os sustentaram, com o empobrecimento generalizado provocado pela “austeridade” (falências, desemprego, cortes nas prestações da segurança social, cortes nas transferências a que os municípios e freguesias tinham direito, etc.), a Câmara Municipal de Alpiarça conseguiu ainda:

. aumentar os montantes financeiros de apoio aos clubes e colectividades do concelho, atingindo os valores mais elevados de sempre, apostando na sua acção dinamizadora, cultural e desportiva, de integração social;

. suportar despesas na área da saúde, com a garantia da presença de médicos e de recuperação do edifício do Centro de Saúde, que não sendo uma atribuição directa municipal, são fundamentais para o bem-estar da nossa população, tendo perfeita consciência que em detrimento de outros investimentos possíveis e também necessários, talvez com maior visibilidade, se concretizados;

. o aumento da comparticipação do orçamento municipal nas prestações sociais – na acção social escolar e em outras prestações de auxílio a crianças, desempregados e idosos, colocando-as a um nível financeiro acima de qualquer outro momento histórico;

. a diminuição do IMI para a taxa mínima (0,3%), na que é a mais significativa medida de sempre de apoio social e à economia local, mantendo na população contribuinte de Alpiarça um montante anual de 400 mil euros, verba da qual o Município abdica (e que permitiria outros investimentos) a bem dos seus munícipes;

. a manutenção, sem aumentos desde há 6 anos, dos valores das tarifas dos serviços municipais e das taxas, também em claro benefício da comunidade alpiarcense.

As opções centrais deste executivo foram sempre claras: gerir a dificílima situação das finanças municipais através da implementação de políticas que pudessem servir o interesse geral da população, em evidente contraponto com as medidas tomadas pelos Governos – PS, primeiro, e PSD/CDS, depois –, que afrontaram a autonomia do Poder Local democrático, que procuraram diminui-lo, e que promoveram a regressão de direitos e o empobrecimento geral do País, durante este mesmo período.

Na condução do processo de recuperação financeira do Município temo-nos deparado com um problema de substancial importância, comum à actual situação da quase totalidade das autarquias portuguesas: a diminuição das receitas, quer pelos cortes e incumprimentos da Lei por parte do Poder central quer pela diminuição das taxas e impostos municipais. Tal realidade, agravada pela Lei dos Compromissos de 2012, coloca enormes estrangulamentos à tesouraria municipal, à liquidez de caixa, dificultando pagamentos correntes. Por outro lado, o excessivo peso do serviço da dívida (mais de 1 milhão de euros por ano, apenas para pagar aos Bancos e evitar penalizações por incumprimento destas responsabilidades) limita ainda mais a capacidade de realização da Câmara Municipal.

É por isso – para garantir o normal funcionamento dos serviços e o pagamento a fornecedores – que houve necessidade de, respeitando a lei, contrair um empréstimo de curto-prazo, que tem de ser pago no próprio ano da sua contracção. É um puro acto de gestão, legalmente enquadrado, que no final do ano económico não se traduz em endividamento.

Também para aliviar o estrangulamento causado pelas opções de outros, no passado, com práticas de gestão financeira menos responsáveis e desrespeitadoras das gerações vindouras, a Câmara Municipal está neste momento a contactar as instituições bancárias no sentido de contratar um empréstimo de 4.500.000 euros, para liquidar o que está em vigor, substituindo a dívida em melhores condições para o Município (juros mais baixos e prazo de 10 anos em vez dos 7 que actualmente faltam), sem aumentar as suas responsabilidades.

Com o sucesso desta operação, que terá de ser visada pelo Tribunal de Contas, diminuirá o peso anual do serviço da dívida, numa opção racional em benefício das finanças municipais e possibilitando o aumento da capacidade de fazer face a investimentos com co-financiamento comunitário, permitindo dar corpo à realização de projectos no âmbito do Portugal 2020, muito importantes na preparação do futuro desenvolvimento do concelho.

O claro exemplo é a recente aprovação do Plano de Acção para a Regeneração Urbana de Alpiarça (PARU) pela CCDR Alentejo, que, por sua vez, permitiu já a aprovação de uma primeira candidatura para a Ampliação e Requalificação do Jardim Municipal, no valor de 365.000 euros, numa lógica de valorização do espaço público numa área central do concelho.
Outras candidaturas estão em preparação e certamente serão passíveis de aprovação, aproveitando os fundos comunitários que estarão disponíveis ao longo dos próximos anos, se, em paralelo, forem garantidas as condições para a necessária recuperação económico-financeira municipal. Esse é o principal desígnio da gestão cuidada que tentamos prosseguir.

Temos consciência da tarefa histórica que assumimos; ela não passa apenas pela gestão política de uma situação muito difícil, mas prevê também a possibilidade de a autarquia, beneficiando das opções entretanto tomadas, ou seja, do sucesso deste processo de recuperação, estar em condições de lançar mãos ao futuro, modernizar o espaço público, criar novas condições às actividades económicas, à educação, à cultura, ao desporto e tempos livres.

Para tal, para além das escolhas ao nível local, é necessário um novo rumo para o nosso País; um novo rumo que promova o desenvolvimento e a justiça social, respeitando a Constituição da República, baseado na defesa e afirmação dos valores de Abril, entre os quais figura o desenvolvimento do Poder Local democrático, ao serviço das populações.

Aqui, em Alpiarça, continuaremos a fazer a nossa parte. Com a verdade. Com liberdade e independência. Defendendo a democracia. Com a política da verdade.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

COMO NÃO QUEREM QUE HAJA FOGOS?

ONDE ESTÁ A PROTECÇÃO CIVIL DE ALPIARÇA?


Não haverá em Alpiarça ou desconhecerá a Protecção Civil a existência deste "barril de polvora" em pleno centro de Alpiarça?



Localização. 
Terreno devoluto (pertença da antiga "Galinha Gorda") encostado aos Móveis Jardim e que dá ligação da Rua José Relvas à Rua Luis de Camões

Tribunal de Contas critica Estado por exigir aquilo que não cumpre

O Tribunal de Contas acusou hoje o Estado de exigir aos cidadãos regras que não cumpre, criticando o "contraste flagrante" entre o incumprimento do Estado e as "consequências gravosas" impostas aos cidadãos.
No relatório sobre o acompanhamento da execução orçamental da Administração Central em 2015 divulgado hoje, o Tribunal de Contas aponta situações de violação das normas legais relativas à gestão e controlo orçamental, de tesouraria e de património, bem como o incumprimento das recomendações do próprio tribunal.
E dá o exemplo do incumprimento de prazos legais no encerramento da contabilidade do Tesouro para divulgar a conta provisória para deixar uma crítica, considerando que é um "contraste flagrante com as consequências gravosas que o Estado impõe aos cidadãos".
No mesmo relatório, e sobre as receitas da Administração Central, o Tribunal de Contas afirma que houve "casos relevantes de desrespeito dos princípios e regras orçamentais, de incumprimento das disposições legais que regulam a execução e a contabilização das receitas e de deficiências dos sistemas de contabilização e controlo".
Nesse sentido, o tribunal lembra que desde 2005 insiste na implementação da interligação dos sistemas da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) ao sistema de contabilização das receitas da Conta Geral do Estado, o que "permanece por implementar".
"Pelas razões que levaram à implementação do E-fatura, em poucos meses, é mais do que oportuno que o Estado, o Ministério das Finanças e a AT também apliquem, como administradores de receitas públicas, os princípios e procedimentos que tornaram obrigatórios aos contribuintes por os reputarem essenciais para a eficácia do controlo dessas receitas", afirma o tribunal liderado por Carlos Morais Antunes.
Como exemplos da contabilização deficiente de receitas fiscais, o Tribunal de Contas dá o caso das contribuições de serviço rodoviário (afetas à Infraestruturas de Portugal - IP) e para o audiovisual (afetas à Rádio e Televisão de Portugal - RTP).
No caso da IP, o Tribunal critica que cerca de 652,7 milhões de euros tenham sido contabilizados como Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), quando correspondem "à verba recebida a título de Contribuição de Serviço Rodoviário (CSR)".
"Ora, a CSR deve ser registada pela AT como receita do Estado e a consequente transferência deve constar da despesa do Estado e da receita da IP no Orçamento do Estado e na respetiva execução orçamental (dada a integração desta empresa nos Serviços ou Fundos Autónomos como Entidade Pública Reclassificada)", escreve o tribunal.
No caso da RTP, o tribunal critica que, sendo a Contribuição para o Audiovisual (CAV) um imposto, ela "não seja validada e registada como receita do Estado, nem o respetivo montante é entregue através de transferências orçamentais registadas em despesa do Estado".
"Após ser cobrado pelas empresas distribuidoras de energia elétrica, o produto da CAV é entregue diretamente à RTP que em 2015 continua a contabilizá-lo de forma indevida", critica.
«Lusa»

Apenas 15% dos portugueses utiliza o subsídio de férias na totalidade para gozar férias

Entre os portugueses que não utilizam a totalidade do subsídio de férias com as próprias férias, uma parte significativa reserva o dinheiro para poupanças (28%) e para a época do regresso às aulas (19%). De acordo com o Observador Cetelem, que analisou as intenções de consumo dos portugueses para os próximos meses, há também 13% dos inquiridos que recorrem ao subsídio de férias para a compra de vestuário (14%) e para o pagamento de impostos (13%).
«TL»

Antes de amar-te, amor, nada era meu



Por: Filomena Frazão


Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas: 
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava. 
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

PALAVRAS PARA QUÊ?

ISTO É:
 FALTA DE CIVISMO!

«Fotos de Vera Capitão»

.ALGO VAI TER QUE MUDAR NO PSD - PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA

Por: JM Castanheira Barros
Discurso longo, enfadonho, economicista e raramente aplaudido, incapaz de gerar entusiasmo nos muitos militantes que responderam à chamada, foi o discurso de Passos Coelho na noite de ontem na Festa do Pontal a que assisti ao vivo .
Como acima dos interesses do Presidente do PSD estão os do meu Partido e do País, a que com muito orgulho pertenço, não posso nem devo inibir-me de criticar o que considero negativo e que afeta a capacidade de afirmação do Partido Social Democrata que, como a sua própria denominação indica, não é liberal .
As pessoas e não os números têm de ser a prioridade de um Partido que deve ser fiel ao espírito de Sá Carneiro e demais fundadores e que assenta na social-democracia .
Passos Coelho e o seu Governo foram os principais responsáveis da derrocada eleitoral do PSD nas últimas eleições autárquicas devido às medidas impopulares e inoportunas que forma adoptadas na antecâmara daquelas eleições .
A função pública e o setor público empresarial do Estado ( Lusa, RTP-RDP, Caixa Geral de Depóstos, etc ) foram afetados pelo agravamento dos cortes salariais e os pensionistas pelo atropelo aos seus direitos adquiridos que se verificaram durante o Governo de Passos Coelho, pelo que se o PSD quiser ganhar as eleições autárquicas e legislativas tem de definir um novo rumo que tenha as pessoas e o desenvolvimento sustentável como centro de gravidade.


FILIPE ALMEIRANTE: Mais um alpiarcense em destaque

“Não faz sentido a existência da distinção entre a carreira de Bombeiros Municipais e Sapadores”




Porque o avô e  pai foram bombeiros, Filipe Almeirante (foto) deu seguimento à tradição da família e hoje é Adjunto de Comando dos Bombeiros Municipais de Santarém depois de ter começado a actividade como voluntário no Corpo de Bombeiros de Alpiarça para seguidamente passar  para a carreira de bombeiro profissional passando pelo Bombeiros de Abrantes  e regressando  às origens e agora estar no Comando dos Bombeiros de Santarém onde vive de corpo e alma para a segurança das populações já que é este o objectivo principal dos bombeiros.


Para ser bombeiro é “preciso ter gosto”

Na longa entrevista que dá ao semanário ‘Correio do Ribatejo’ Filipe Almeirante aproveita a oportunidade e critica o sistema porque nem tudo são rosas no desempenho dos bombeiros profissionais.

“Infelizmente no nosso país existem duas carreiras na área dos bombeiros profissionais: os municipais e os sapadores. A formação, a intervenção e as competências são exactamente as mesmas, mas os escalões remuneratórios não.


 Para dar uma ideia, um Bombeiro Municipal aufere, em início de carreira um ordenado base de 550 euros. Nos Sapadores é quase o dobro, o que é injusto. É desmotivante para um Bombeiro Municipal estar nesta situação. É preciso ter gosto para estar nesta carreira. Acresce que a progressão na carreira está congelada e isto é uma injustiça enorme. Temos muita dificuldade em aguentar aqui as pessoas”.


Uma entrevista que merece ser lida no ‘Correio do Ribatejo’ de 12 de Agosto
«Fotos de Filipe Almeirante e dos Bombeiros Municipais de Santarém»

domingo, 14 de agosto de 2016

"Aqui...ao luar" no Carvalhal!

«Fotos de Fernanda Cardigo»

"Ao sair de Alpiarça começa um velho muro por traz do qual marulham as altas folhagens de um arvoredo palreiro"


«Ao meio da estrada de Alpiarça que se desliga da linda estrada de Almeirim para atravessar entre searas e vinhas os catorze quilómetros que separam aquela vila da capital do Ribatejo, vê-se com surpresa surgir num distante socalco uma vasta e complexa construção que diríamos ser o quê? Uma chartreuse? Talvez. Entre as ramarias desinquietas dos choupais e à medida que nos vamos acercando da vila a construção vai cada vez mais tomando o vulto e o aspecto monástico com as suas frontarias reluzentes de cal, a confusão dos seus telhados, as suas chaminés espalhadas por toda a parte, as gelosias verdes das suas janelas românicas e as galerias do seu claustro exterior aberto sobre os campos; e quem não souber onde está, irresistivelmente será levado a perguntar se ali reside uma comunidade e o que fará – se filosofia, se licores? Para atingir esta casa de um tão enigmático aspecto é preciso atravessar a vila de Alpiarça e seguir ao longo da grande rua que a corta ao meio e cujo prolongamento é a estrada que conduz a Almeirim. Ao sair de Alpiarça começa um velho muro por traz do qual marulham as altas folhagens de um arvoredo palreiro. Eis aqui o portão, um portão de quinta, ou de granja, envelhecido, enferrujado, emperrado, a um caminho largo e arejado com um sulco macio de rodas de carruagem, que convida tanto mais atraentemente a entrar, quanto do portão não se vê a casa, e avançando alguns passos entre adegas e lagares, eis que a casa nos aparece, de uma brancura radiante e de um pitoresco tão original e tão vivo que estacamos a contemplá-la como a uma obra de arte. O leitor não conhece pessoalmente o dono da casa? Eu vou apresentá-lo: Em primeiro lugar já o leitor por certo verificou que está no domínio de um lavrador, e o dono da casa com efeito, o é. Somente é também um homem de grande cultura, de grande gosto, o que explica que, ao lado das suas adegas e lagares, no meio das suas vinhas, dos seus olivedos, e dos seus sobreiros, ele construísse para viver, esta casa que surpreende, que intriga, que encanta e que na vida de um homem como ele, é verdadeiramente uma obra. Depois verifiquei que esta casa é muito singular, pois tem um grande porte e nenhuma ostentação. Não se lhe pode dar o nome de chateau ou de manoir, ou mesmo de casa de campo. Dir-se-ia uma velha residência de família, transmitida por herança de pais a filhos.


 No entanto não tem seis anos de construída; e não lhe dá este primeiro aspecto a conhecer não já o gosto mas o fundo nobre do carácter do homem que a construiu, e que assim pretendeu adoptar a sua noção da família ao domicílio que melhor lhe convém e que ainda é aquele que noutros tempos a abrigou e perpetuou? A casa dos Patudos, pois esse é o seu nome, nasceu ontem e tem séculos. De nobreza? Não. De solidariedade de família, de virtudes domésticas, de agasalho de hospitalidade. Por efeito do seu temperamento, da sua educação, o dono desta casa é um destino inteiramente votado ao amor a ao culto da arte a ao qual todos os outros, mesmo o que o prende à lavoura, mesmo o que o lançou na política, são destinos acessórios. Assim, a sua casa, abriga com a sua família, o maior número de obras de arte que ainda enriqueceu o domicílio dum homem sem ostentação, e nele se presta à arte um culto tão fervoroso, que se diria não se viver ali para outra coisa. As suas salas são galerias de pintura e escultura, onde é licito passear com um catálogo nas mãos, como nas salas dos museus. Tropeça-se em objectos de arte. Aqui é um móvel, acolá uma talha, além uma faiança, mais além um medalheiro. Numa vitrina está a mais bela obra de olaria portuguesa. Noutra é fácil admirar ao lado de um autêntico Galrão, um Stradivarius autêntico, o que caracteriza a serenidade desta paixão, a que tantos se entregam por puro luxo é que ela se foi instalar longe do ruído da vida mundana e da publicidade e se sacia solitariamente. Nessa casa amam-se todas as artes mas só uma se cultiva – a música. Se ao leitor sucedesse passar já noite velha, pela beira da estrada de Almeirim não seria de estranhar que ouvisse por entre o concerto do coaxar das rãs, as harmonias vindas lá de dentro, duma sonata de Beethoven, ou de Mozart. É no que ali se passam as noites.» (Do livro As Constituintes de 1911 e os seus deputados, páginas 109 a 111, a descrição da casa e da vida íntima do ilustre diplomata, feita pelo apreciado escritor Sr. João Chagas).

«Texto colocado nas redes sociais por: Bruno Melão»

sábado, 13 de agosto de 2016

A intentada do conselho de administração da Fundação José Relvas


Tribunal dá razão à Câmara Municipal de Alpiarça numa acção intentada pelo conselho de administração da Fundação José Relvas. 
Informação prestada aos vereadores na última reunião de Câmara, realizada no passado dia 5 de Agosto.



Incêndios: "Forças armadas não podem fazer trabalho da proteção civil"

Ministra da Administração Interna rejeita a ideia que os reforços no combate às chamas tenham sido pedidos demasiado tarde.


Numa sessão de esclarecimentos aos jornalistas, em Aveiro, a ministra da Administração Interna começou por dizer que “a situação [dos incêndios] está bem mais calma” e que “estamos em fase de rescaldo, que é uma fase muito importante para evitar reacendimentos, que são sempre terríveis”, dando o exemplo dos incêndios de Águeda.
Confrontada com a falta de meios no combate aos fogos, nomeadamente a falta de acção da Força Aérea, Constança Urbano de Sousa referiu que “as forças armadas não têm qualquer tipo de capacidade para combater fogos”, visto que “os seus pilotos não têm formação” para tal, e que a sua função “é dar apoio à Proteção Civil”, não podendo, por isso, “nos termos da Constituição, assumir o papel” da Proteção Civil.
Se o reforço dos meios para o combate às chamas foi tardio, a governante explica que “as decisões são tomadas consoante as necessidades do momento”. “Acontece que as necessidades podem mudar de um minuto para o outro. Tudo depende das condições meteorológicas. Ninguém previa que, aliado a um calor, íamos ter ventos inacreditáveis. Os meios chegaram quando houve necessidade de atuar”, acrescentou.
Para explicar a quantidade de fogos que foi preciso combater, a ministra lembrou que “os meios nunca são infinitos” e que as condições climatéricas dificultaram, e muito, o trabalho dos bombeiros. “Neste ano, houve uma concentração de ocorrências numa parte do território, o que faz que haja muita concentração de meios num sítio e depois uma enorme dispersão, o que faz com que os meios se dispersem. Isso é algo que não conseguimos prever”, terminou.
«Lusa»

Grande Prémio Empresarial de Karting

O Grande Prémio Empresarial de Karting é uma das atividades de lazer e desporto aventura promovidas pela NERSANT para as suas empresas e que tem como objetivo aumentar a produtividade e impulsionar os negócios do Ribatejo. Este ano o evento realiza-se no dia 17 de setembro, em Almeirim, e tem já diversas empresas da região inscritas.

Quer passar um dia longe do stress do dia-a-dia empresarial? Deseja aumentar a produtividade da sua empresa? A NERSANT tem a solução. No dia 17 de setembro, a associação empresarial vai realizar em Almeirim, a 17.ª edição do Grande Prémio Empresarial de Karting, prova de adrenalina direcionada para o tecido empresarial que desafia os audazes e amantes da velocidade.
O evento é ainda estrategicamente preparado pela NERSANT para ser um exercício de team building entre os colaboradores de uma mesma empresa. A prova decorre durante 6 horas sem parar, pelo que os colaboradores participantes terão de se organizar e levar a cabo uma estratégia de grupo que lhes permita alcançar um lugar no pódio. Este tipo de prática proporciona, em primeiro lugar, o reforço dos laços entre colegas de trabalho, incentiva e melhora o trabalho em equipa e promove ainda a ascensão de líderes, tão importantes nas empresas. O Grande Prémio de Karting da NERSANT é, assim, uma atividade muito interessante para quem quer, ao fim e ao cabo, aumentar a produtividade da sua empresa. Recorde-se também que colaboradores mais satisfeitos, são colaboradores mais produtivos.
Por concentrar um grande número de empresas da região, o evento pode ainda ser um ponto de encontro importante para a realização de negócios (o chamado networking empresarial). Em ambiente descontraído, muitas empresas acabam por travar conhecimentos e trocar contactos comerciais com outras empresas participantes.

Caso a sua empresa pretenda inscrever uma ou mais equipa nesta prova, o contacto é o Departamento de Associativismo, Marketing e Eventos (dame@nersant.pt ou 249 839 500). As inscrições podem ainda ser efetuadas online no portal da associação, emwww.nersant.pt. Cada equipa deverá ter no mínimo 4 elementos e no máximo 9.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

COMITÉ OLÍMPICO CONFISCA CHOURIÇOS E VINHO DE ALPIARÇA

«De: 'O Mirante'»

ALPIARÇA: Deixou de ser “Uma Vila Tranquila” para passar a ser uma “Vila Suja”


Lixo na Rua José Relvas por falta de limpeza



Leitora fez-nos chegar uma “nota” onde nos dá a saber que recentemente a Rua José Relvas “foi limpa” como a “erva cortada” erva esta que em alguns locais já tinha centímetros e centímetros de altura como era o caso das “ervas que estavam situadas entre o edifício da Câmara até à Pastelaria Mena”.


Foram “tiradas esta semana” como a “rua no geral foi limpa” mas com uma “limpeza manhosa” porquanto há espaços que só são limpos quase de mês a mês como é o caso do curto passeio entre a Rua do Patrício e a bomba de gasolina Cepsa” e se mais sujo não está deve-se ao “vento que os carros e as camionetas fazem que acabam por espalhar a sujidade”.

Noticias de Alpiarça” reconhece que a leitora tem toda a razão porque na verdade quem faz a limpeza nas ruas alpiarcenses nem sempre a faz de melhor forma e o responsável pela “Recolha do Lixo” não vê o que deve ver ou simplesmente ignora os factos porque a limpeza é muitas vezes mal feita ( ler Um apelo ao senhor presidente Mário Pereira e ainda Urbanização dos Gagos já parece outra)

Urbanização dos Gagos (antes)

Esta irresponsabilidade  foi bem visível na falta de profissionalismo na “Urbanização dos Gagos” cujo lixo para ser recolhido nas devidas condições  levou com que uma leitora se “queixasse” a este jornal e o problema ficou resolvido depois de publicada a existência da sujidade por meio de fotos.

Urbanização dos Gagos - Agora
Alpiarça já foi uma vila limpa. Ultimamente, tem-se visto as ruas cada vez mais sujas e tem-se notado cada vez mais a ausência de acção camarária/junta de freguesia a nível da limpeza básica das ruas.
Não basta a limpeza do “carro bomba” que faz a limpeza automática. É preciso fazer a limpeza manual e diariamente senão Alpiarça deixa de ser “Uma Vila Tranquila” para ser uma “Vila Suja
Não bastasse o estado de alguma calçada, que deixa muito a desejar para não falarmos nos buracos e remendos mal feitos ainda temos que “gramar” com os maus cheiros dos contentores que chegam a ter bichos por não serem limpos e por não serem limpos nada então como matar a bicharada incendiando os contentores  ficando assim  logo resolvido problema.



Também é verdade que a falta de civismo por parte da população é um facto mas para o efeito deve a autarquia lançar periodicamente campanhas de sensibilização para que a população evite sujar as ruas.
No entanto não basta sensibilizar os utilizadores se depois a entidade camarária se limita apenas a recolher o lixo e esquece-se de lavar os contentores permitindo o mau cheiro nauseabundo que vem dos interiores dos contentores.

Urbanização dos Gagos já parece outra

ANTES


AGORA


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MÁRIO PEREIRA/ ROSA DO CÉU : A mesma moeda mas com faces iguais

Mário Pereira

Os ventos não estão favoráveis para adversidades politicas mesmo que os intervenientes estejam interligados como é o caso da Câmara de Alpiarça e  Fundação José Relvas.

1

A Fundação José Relvas presidida pelo ex-presidente da Câmara, Rosa do Céu queixou-se ao tribunal para que a Câmara “fosse intimada a prestar informações sobre a gestão e património dos legados de José Relvas” mas a juíza do processo  “entendeu que a autarquia enviou a prestação de contas anuais, de 2009 a 2015, e que assim satisfez a pretensão” .

Assim Rosa do Ceu viu cair por terra o que julgava ser suficiente para mostrar ao executivo da CDU que nem sempre este cumpre o estipulado.

Enganou-se e ficamos a saber que a polémica sobre a distribuição de verbas por parte da Câmara para como a Fundação está nos conformes

2

Mário Pereira nunca “morreu de amores” por Rosa do Céu como não esquece o  que sofreu enquanto o socialista foi presidente da Câmara que não lhe “dava cavaco algum”  e muito menos satisfações do quer que seja na qualidade que desempenhava como “vereador na oposição”.

O actual presidente teve sempre um profundo “rancor” para com Rosa do Céu e sempre que pode acusa-o de ter sido o “coveiro” da actual situação em que a Câmara se encontra como de ter impedido os eleitos da CDU de não conseguirem desenvolver o concelho, por falta de verbas, como se nós acreditássemos que seriam capazes de fazer alguma coisa, se tivessem os cofres cheios.

Nada como um pequeno “ajuste de contas” para medir forças

Vai daqui “Mário Pereira, enquanto presidente da Câmara, solicitou uma assembleia da instituição (José Relvas) a pedir a exoneração do dirigente (Joaquim Luís Rosa do Céu) mas os 40 maiores contribuintes do concelho, que a compõem, não votaram nesse sentido”  mas o tiro saiu-lhe pela culatra  porque os maiores contribuintes do concelho, aqueles que tem dinheiro, deram-lhe com resposta um valente “NÃO”.

Rosa do Céu

Mário Pereira não gostou e nunca perdoará aos capitalistas do burgo o que fizeram.

Mas o tempo irá mostrar que quem mais ordena é o povo e será este mesmo povo que vai estar ao lado da CDU dando-lhe a maioria em 2017 para continuação de Mário Pereira à frente dos destinos da autarquia porque João Céu, actual presidente da Concelhia do PS ainda tem um longo caminho a percorrer até ao dia que consiga sentar-se no cadeirão da rua José Relvas.

De pouco ou nada valerá a Rosa do Céu tornar a Fundação José Relvas inacessível ao ataque dos vermelhos.

Os comunistas não conseguem tomar de assalto a Fundação mas vão esburacando os caboucos que mais tarde ou mais cedo a dinastia “Céu” cairá por ela própria.

Tudo uma questão de tempo, coisa que os “vermelhos”  são especialistas.

Dificilmente Rosa do Céu voltará a ser presidente da Câmara de Alpiarça como certo é Mário Pereira voltar a ser presidente da Câmara por mais um mandato, o último.

Mas desenganem-se aqueles que julgam se um dia os socialistas governarem a autarquia do nosso burgo que a Fundação José Relvas vai saber por tim-tim a gestão e património dos legados de José Relvas.

Mário Pereira e Rosa do Céu mais não são do que a mesma moeda com faces iguais mudando apenas as cores politicas de cada um.

Por. V.R.V.


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Resgate de um cão abandonado


Militares do Posto Territorial de Alpiarça receberam no posto, no dia 7 de agosto, um cão que terá sido resgatado quando deambulava pelas artérias da localidade.
O animal, débil e com sinais de aparente subnutrição, foi entregue aos militares por uma cidadã, e assistido com água e alimentação, foi de seguida observado pela médica veterinária de Alpiarça.
Foi depois adotado por uma pessoa da localidade.

Fundação José Relvas perde processo contra Câmara de Alpiarça

Esta é mais uma acha para a fogueira nas relações entre a Fundação José Relvas e a Câmara de Alpiarça, desde que o ex-presidente da autarquia, o socialista Joaquim Rosa do Céu, entrou para presidente da instituição. A fundação recorreu ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria para que a câmara fosse intimada a prestar informações sobre a gestão e património dos legados de José Relvas, cujo rendimento é destinado à instituição de assistência social, e do legado de Manuel Nunes Ferreira, nos últimos sete anos. Já com o processo a andar a autarquia respondeu mas a fundação comunicou ao tribunal que nem toda a informação foi fornecida. A juíza entendeu que a autarquia enviou a prestação de contas anuais, de 2009 a 2015, e que assim satisfez a pretensão. 
Leia a noticia completa em

Alpiagra 2016


Dia 4/9"Bangunçada à Portuguesa"