terça-feira, 15 de agosto de 2017

SÓNIA SANFONA: RECUPERAR O ORGULHO DO NOSSO PASSADO, CONSTRUIR UM MELHOR PRESENTE E PREPARAR, PARA AS NOVAS GERAÇÕES, UM FUTURO MAIS PROMISSOR



Sónia Sanfona (foto) é candidata pelo Partido Socialista a presidente da Câmara Municipal de Alpiarça.

Uma alpiarcense que conhece bem os problemas da terra que a viu nascer.

Sabe como solucionar grande parte dos problemas que estrangulam o desenvolvimento e o crescimento de Alpiarça pois conhece as causas e a incapacidade de quem não é capaz de inverter a situação de forma a que Alpiarça se modernize

É convicção de Sónia Sanfona ser “possível recuperar o orgulho do nosso passado, construir um melhor presente e preparar, para as novas gerações, um futuro mais promissor.”

A candidata socialista não entende como pode haver orgulho na “falta de projectos e de ideias”.

São projectos e ideias que não faltam a Sónia Sanfona que conhece bem os corredores do poder e as pessoas certas para todas juntas fazer de Alpiarça uma terra moderna e avançada no tempo.

Como o vai conseguir e o que pensa fazer está bem explicito na longa entrevista que deu a Marina Maltez colaboradora do 'NOTICIAS DE ALPIARÇA’.


A ENTREVISTA À CANDIDATA SÓNIA SANFONA


Sónia Sanfona quando da entrevista ao 'Noticias de Alpiarça'.
Uma entrevista conduzida pela nossa colaboradora Marina Maltez 


“Tenho procurado desmistificar uma imagem que foi construída, criada, disseminada acerca de mim e como sei que posso fazer mais e melhor só peço aos Alpiarcenses que me dêem essa oportunidade”.
        
Sónia Sanfona, uma das candidatas à presidência da Câmara de Alpiarça, revela uma profunda consciência da imagem ou imagens que os alpiarcenses possam ter acerca de si. E nesta campanha tem procurado demonstrar às pessoas quem é: uma filha da terra, de origens humildes e que a orgulham. Firme na sua candidatura assume que ser autarca não é uma profissão, mas uma missão e como tal, em conjunto com a sua equipa, tem feito uma campanha de proximidade para que a conheçam tal como ela é efectivamente. Mais do que ideias a equipa PS tem um projecto sólido que prima pelo facto de ter sido submetido a rigorosa avaliação de viabilidade e haver já movimentações que os tornam não uma promessa mas algo possível, viável e com retorno económico para a vila. Os conhecimentos, o saber-fazer desta equipa assumem-se (nas palavras da candidata) como fundamentais para recuperar Alpiarça. (MM)

NOTICIAS DE ALPIARÇA (NA): Ainda que o seu percurso seja sobejamente conhecido (esta acaba por ser uma questão que se impõe): quais os aspectos que mais destaca do seu percurso profissional e político?

SÓNIA SANFONA (SS): Não sei como são as outras pessoas. Eu não tinha propriamente um plano quando iniciei a minha vida. Eu sabia exactamente o curso que queria tirar porque sempre foi uma área que me fascinou. Mas nunca fiz planos. As oportunidades aconteceram. Fiz o meu curso, estágio e dei início à minha actividade profissional-pratiquei advocacia ao longo de 10 anos em Santarém. Em paralelo aconteceram outras coisas. A política foi um “bichinho”. A minha inclinação ideológica sempre foi muito clara para mim desde cedo. Sempre entendi que a esquerda não era uma única esquerda: era sim democrática, progressista. As oportunidades foram surgindo, como o integrar as listas do PS à Assembleia da República.
Estive na Assembleia durante cerca de 4 anos e devo dizer que foi uma experiência profundamente interessante. Posteriormente fui Governadora Civil, mas nenhum dos cargos era executivo. Ambas as experiências foram interessantes e permitiram-me estar próxima das pessoas. O que gostei mesmo no cargo de Governadora foi a interacção com as forças vivas do concelho.
Eu não tinha ligação nenhuma ao meio parlamentar e portanto cheguei ali um bocadinho perdida. Mas acho que quando aceitamos os desafios temos que estar preparados para eles. E uma pessoa tem que se saber integrar, estar à altura do desafio e não defraudar as expectativas dos eleitores. E devo dizer que foi relativamente fácil sobretudo porque nós, os novatos, fomos muito bem recebidos por todos, incluindo os nomes históricos, com vasta experiência e que nos ajudaram imenso. Ainda hoje tenho amigos de todas as bancadas e na minha bancada tenho ligações muito próximas. Aprendi imenso, e à medida que fui apresentando o meu trabalho fui tendo mais responsabilidades.
Este é um percurso que me orgulha, muito aprendi e creio que contribui para mudanças positivas.

NA: Entre 1997 e 2009 o PS liderou a Câmara de Alpiarça. Nesse ano, o partido perde o município para o comunista Mário Pereira. Ainda assim, a Sónia assume funções como vereadora antes de ser nomeada Governadora Civil. E entretanto, muitos têm sido os cargos que tem exercido por mérito e sempre com profissionalismo. Após esta derrota em 2009 o que a motiva a candidatar-se agora em 2017? Há aqui um interesse partidário do PS em recuperar um município, uma motivação puramente pessoal ou ambas?

SS: Às vezes as pessoas confundem timidez com arrogância. Que é algo fácil de se confundir. Não sou arrogante, nunca fui. Quem me conhece sabe-o. Assumo que tenho até alguma timidez. As pessoas têm a sensação que nos conhecem, por exemplo, porque nos viram na televisão. Mas nós não as conhecemos e confesso que tenho dificuldade em ser muito efusiva com alguém que não conheço. E não o faço não por reserva para com a pessoa. Actualmente ando nesta campanha pela rua e sinto-me muito bem com esta proximidade.
Efectivamente em 2009 eu vinha de uma estadia muito mais ausente de Alpiarça e é normal que as pessoas tivessem uma imagem de uma Sónia mais distante. Mas houve vários factores que à época terão contribuído para esse resultado. Por exemplo, fui relatora do processo BPN, um aspecto que terá tido impacto (como se esse processo em concreto tivesse tido consequências directas sobre Alpiarça, além disso como membro da comissão de inquérito o meu papel foi o de apurar os factos e enviar para as entidades competentes), entre outros. Além disso vínhamos de um período de 12 anos de PS e é inevitável que as pessoas possam sentir algum cansaço. Não se tratou de o trabalho que estava a ser feito ser bom ou mau, mas tudo se resume a ciclos. Na altura, desvalorizou-se porventura a minha personalidade. Eu era a distante. Pelo contrário o candidato vencedor foi visto como muito mais próximo. Mas olho para trás e não me arrependo do que fiz. Nunca fiz mal a ninguém. Fiz o meu percurso, à minha custa e sempre respeitei as decisões dos eleitores.
Em 2017 candidato-me pela convergência do interesse partidário e pela minha motivação pessoal. Eu considero que consigo fazer melhor. Falta-nos um nível de exigência que até agora não há. Acho que em Alpiarça muitas pessoas pensam que não merecem mais do que isto. O típico pensamento “Quando mal nunca pior”. Mas estou certa que é possível fazer melhor e eu tenho essa disponibilidade. E gostava que os alpiarcenses me dessem essa oportunidade.

  
NA: Foi a primeira candidata a ser confirmada, logo em Fevereiro, e logo nessa apresentação inicial a Sónia apelou à mobilização dos munícipes para que Alpiarça voltasse a ser dos alpiarcenses. Como candidata e como cidadã sente que a terra não é dos munícipes, que de certa forma os seus interesses não são prioridade ou estão esquecidos?

SS: Sinto exactamente isso. Que Alpiarça neste momento está a ser governada no sentido da satisfação de necessidade de um conjunto de alpiarcenses e não no sentido da satisfação global. Aquilo que eu sinto e acho que a maioria dos alpiarcenses sente é que a terra está constrangida por um determinado poder. Nesta altura tenho a certeza que Alpiarça não é governada para todos os alpiarcenses. E tem que ser para todos, mas isto não se faz apregoando muitas vezes as coisas. Se nós dissermos muitas vezes a mesma coisa ela não acontece, não basta afirmar, isso não resolve o problema das pessoas. É preciso fazer. Tenho andado na rua em pré-campanha e a primeira coisa que as pessoas me dizem é “Nós estamos abandonados”. Ainda aqui há dias, por exemplo, no Frade abordo um senhor que se queixava e perguntei se se já tinha ido à Câmara. A sua resposta foi que não valia a pena. Perguntei-lhe ainda se não tinha visto o presidente por lá e disse-me que o tinha visto de passagem uma ou duas vezes. As pessoas sentem-se abandonadas. Falta proximidade, falta a capacidade de resolver os problemas das pessoas, as respostas não são dadas atempadamente. E isso tem implicações directas com o que se podia investir em Alpiarça, é evidente a falta de vontade das pessoas que não são de cá virem para cá, porque há um processo burocrático que não lhes permite resolver as coisas.
As coisas que há um tempo atrás não se faziam, porque recorrentemente se socorria do argumento da dívida para não fazer é curioso que algumas agora estejam a ser feitas. É que foi preciso nós denunciarmos um conjunto de situações para elas serem resolvidas. Das duas uma: ou não se faz porque se é preguiçoso e não se quer fazer ou não se faz porque não se pode. Se não se podia antes também não se podia agora. Mesmo porque a situação económica não se alterou nestes últimos meses.

NA: Em 2013 Mário Pereira obteve 53.61% dos votos, portanto uma maioria confortável que lhe permitiu a constituição de um executivo vincadamente comunista, enraizando-se na vila, nas gentes. Como é que a Sónia pretende “destronar” (digamos assim) esta maioria? E já agora sendo que estavam registados 6.520 eleitores e apenas votaram 3990 conquistar os votos dessa abstenção é fundamental para si?

SS: Eu acho que o exercício da cidadania é fundamental. A possibilidade de escolhermos entre nós aqueles que nos vão representar num governo colectivo foi algo que demorou muito tempo a conquistar e talvez hoje não seja valorizado. Mas só exercendo o nosso dever de cidadania podemos posteriormente pedir contas sobre o que foi feito.
Nós apresentamo-nos perante os nossos eleitores pedindo-lhes confiança mas temos que apresentar o resultado do que fizemos.
Aquilo que sinto é que é preciso despertar as pessoas que se têm mantido alheadas desta escolha para que participem.
Tenho a noção que aqui em Alpiarça haverá pessoas que não fazem essa análise, isto é, que analisem se aquilo que foi prometido foi mesmo cumprido. O que podiam ter feito melhor e não fizeram. Às vezes não é isso que as pessoas fazem. Às vezes o que fazem é cingir-se a uma escolha partidária. As pessoas contam, a sua opinião conta. O problema talvez não esteja nos partidos. Eles defendem o que têm de defender, cada um tem o seu código genético. E isso é um espectro democrático e é saudável. Cabe ao cidadão ser crítico em relação a isso. Quando toma uma decisão e faz uma escolha deve fazer uma análise. Aliás um dos motivos que me leva a candidatar-me é porque eu própria faço essa análise. E as pessoas que estão comigo também fizeram essa análise. Aquilo que sinto que tem acontecido durante estes últimos 8 anos é que estas pessoas que nos têm vindo a governar tê, em primeiro lugar, uma perspectiva muito diferente daquela que eu tenho, acho que o cargo de autarca não é uma profissão mas sim uma missão. Acho que ele tem sido encarado como uma profissão. Depois aquilo que eu penso é que como cidadãos ao longo de 4 anos é mais “vamos ver como isto vai correr”, neste caso já vamos com 8 anos de governação exactamente das mesmas pessoas. Nós durante 8 anos não evoluímos nada. Há uma estagnação. Há um baixar de expectativas extraordinário. Quando uma pessoa não quer fazer arranja sempre boas razões para não fazer. E é isso que tem acontecido, há sempre desculpas para tudo. Há excepção daquelas medidas que não se tomavam há anos e que agora milagrosamente aparecem. Por exemplo, não se limpavam as estradas há meses e de repente arranjou-se maneira. As estradas estavam esburacas e de repente arranjou-se este paliativo, que é uma vergonha. E gastou-se dinheiro. Os recursos são sempre limitados. Quando é preciso fazer opções que sejam por coisas bem feitas.  É preferível fazer menos coisas, mas fazê-las bem feitas.
Aparecem agora nas redes digitais uma espécie de cartazes que vão elencar as obras que este executivo fez. E isto tem que ser explicado às pessoas. Nós quando saímos da Câmara por escolha da população deixamos o projecto da Casa dos Patudos feito, negociado, candidatado e em execução. O executivo entrou, deu continuidade a uma obra que já tinha financiamento assegurado (em termos globais mais de 2 milhões de euros) mas foi o executivo PS que tratou deste processo. Entretanto alteraram este projecto no exterior. Aquilo que se fez ali é de um novo riquismo! Perde-se na nossa identidade rural. Tal como no Jardim Municipal que não é um jardim, desde logo porque um jardim tem flores, tem árvores, tem locais mais locais verdes do que cimento e betão e ali não é isso que acontece. O mesmo aconteceu com o centro escolar, projecto também do PS, agora elencado como feito deste executivo.

NA: Que projectos delineou e que julga que irão levar os alpiarcenses a votar em si? Reparei que se preocupou com vertentes distintas e variadas, da cultura ao desporto, passando pela educação. São lacunas que afere neste concelho e que a auxiliaram a criar ou recriar novos projectos?

SS: Os nossos projectos assentam em pilares fundamentais como a Educação, o Património, a Saúde, o Turismo, entre outros.
Emotivamente, o que mais me marca e pelo qual tenho um enorme carinho é o que se relaciona com o Património. É urgente proteger o património material e imaterial de Alpiarça. Temos pensada uma ligação da praça Vasco da Gama à Vala, sendo esta também devidamente requalificada (exemplos: ciclovia, zonas verdes, espaços de lazer em consonância com a identidade rural da vila). A criação de 4 núcleos museológicos: arqueológico, etnográfico, da república, da resistência anti-fascista. E é garantido que se tratam de projectos já devidamente avaliados e com passos dados junto de privados e de secretarias de Estado. Só assim se pode fazer uma proposta séria e que seja merecedora do voto dos alpiarcenses.

NA:Tendo em conta que a Câmara terá (ao que se sabe) uma dívida que ascende a 9 milhões de euros que estratégia ponderou para equilibrar as contas da autarquia e consequentemente poder executar os seus projectos?

SS: Há muitas coisas que se podem fazer e nem todas precisam de muito dinheiro. Há que procurar investimento. Gerar o interesse para que pessoas de fora procurem Alpiarça e a vejam como um local para fixar as suas empresas, gerando o desenvolvimento da economia e criando postos de trabalho.
Há que gerar rendimento. Há várias formas de o fazer. Dou-lhe um exemplo quando o executivo PS definiu o projecto da praça do município tinha prevista a construção de 4 vivendas, o que por si, suportaria grande parte do investimento que teria que ser feito. Bem como de uma zona comercial, que geraria também receita.
Há que ir bater a portas. Atrair os investidores.

NA: Logo em Fevereiro quando apresentou a sua candidatura a imprensa não a poupou e houve mesmo o rótulo de “candidata derrotada” já que o vencedor seria o actual presidente. Mas a verdade é que as sondagens mostram que tem vindo a ganhar terreno. A seu ver, o que terá levado esta mudança de posição do povo de Alpiarça? (e claro tendo aqui sempre em conta que a imprensa pode descontextualizar e exagerar).

SS: Acho que a campanha da CDU é a campanha expectável para quem está no poder. Por norma uma campanha de quem está no poder promove as suas ideias, os seus candidatos, mas sobretudo promove o trabalho feito. É o que acontece a nível nacional. Procura-se mostrar aos eleitores o que foi feito com o voto. Espero uma campanha lima, de troca de ideias, sem pessoalizar. Não faço ataques pessoais e tenho a expectativa que isso não aconteça durante estas eleições. A minha obrigação já que tenho pretensões a exercer o cargo é demonstrar às pessoas que aquilo que a campanha CDU está a mostrar às pessoas não é tão claro como eles querem mostrar. Pretendo aqui repor a verdade em relação a algumas coisas.
Todos os municípios sofreram com a crise. E os cidadãos em última análise são sempre aqueles que pagam mais fortemente a crise. Aquilo que é pedido a quem governa é que crie soluções para superar dificuldades, crie dentro do possível oportunidades. Quando se vive uma crise como esta sem precedentes há efeitos nefastos que não foram previsíveis.
O que tem acontecido em Alpiarça é algo que considero inconcebível. Não obstante as dificuldades há que as ultrapassar e não arranjar desculpas sistemáticas para não o fazer. O problema deste executivo é falta de ideias, de criatividade. Um presidente de câmara não pode governar um município a partir do seu gabinete. Um presidente de Câmara de um município como Alpiarça tem que ter a capacidade de sair do seu gabinete e ir à procura do que é necessário para o seu concelho. O presidente queixa-se que não há investimento. Vejamos, não há investimento se ele estiver à espera dele. Pode haver investimento se ele for à procura dele.

NA:Constatei que a sua equipa é bastante abrangente: faixas etárias, experiências profissionais e até mesmo ex-autarcas. Como é que foi a escolha desta esquipa? Recaiu sobre as suas escolhas ou foi uma imposição interna?

SS: No PS não se impõe unanimidade. Portanto, nem todas as escolhas o são. A equipa foi escolhida por mim e a primeira preocupação foi ter a meu lado pessoas em quem depositasse confiança. Escolhi e convidei primeiramente o candidato à Assembleia e o candidato à Junta e depois em conjunto fomos fazendo escolhas e convites. A equipa foi-se constituindo assim. Com algumas preocupações, nomeadamente a participação de género. Vemos que ainda é pouco frequente encontrar mulheres em posições de liderança. Outra preocupação foi haver uma participação inter-geracional, bem como a ligação de cada membro da equipa com Alpiarça. E houve por parte de todos a disponibilidade para aceitar e fazermos em conjunto este trabalho.


NA: Sónia, quando Mário Pereira conquistou a Câmara ao PS deixou uma clara mensagem que o concelho necessitava de uma grande mudança. Como é que a Sónia viu e vê esta promessa? Alpiarça mudou mesmo com este executivo ou poderá mudar sim consigo?

SS: Eu acho que este executivo tem demonstrado uma arrogância e falta de tolerância democrática. E o que se sente, o que as pessoas me vão dizendo é que sentem a estagnação, o abandono. São as tais desculpas recorrentes para não fazer, para não cumprir.
Aquilo que tenho sentido nas ruas é que há uma grande frustração nas expectativas.
Não basta fazer por fazer. A minha equipa tem um projecto estruturado, delineado, coerente. A pensar nas pessoas e para as pessoas. Um exemplo em concreto: houve uma proposta deste executivo em fazer um campo de futebol no Casalinho. Um investimento da autarquia previsto em 400 mil euros. E eu tive necessidade de questionar se tinha sido um estudo se havia jovens, de que faixas etárias, isto é, se o investimento iria mesmo colmatar uma necessidade social, já que em contrapartida defendia a edificação de uma unidade de cuidados continuados, já que temos uma população envelhecida e que carece de respostas.
A democraticidade da CDU não se vê e estamos a ser governados por pessoas que por exemplo a nível da zona industrial e da barragem não foram capazes de garantir sustentabilidade e sucesso para o concelho, atraindo empresas e requalificando os espaços.
Um exemplo concreto é o estado em que está a barragem, de futuro, um claro problema ambiental que terá consequências claramente negativas. O que foi feito por este executivo? Criticaram-nos por algumas fotos em que denunciamos, mostramos o estado em que estão as coisas, muitas votadas ao abandono como o Observatório de Aves. Mas comigo e com a minha equipa a questão da barragem é clara: há que fazer urgentemente uma limpeza. Para isso tem que se apresentar candidatura junto do Ministério do Ambiente e procurar em simultâneo financiamento junto de empresas privadas para dinamizar uma economia que será rentável, nomeadamente a nível dos desportos: dar uma nova estrutura à concessão para o espaço ser mais atractivo, dinamizar provas de canoagem.
O que o meu projecto tem é aquela “cola” que tem faltado e dá estrutura e coerência. Fazer um hotel na barragem é possível, fazendo primeiro a limpeza e requalificação da mesma e abrindo concursos para que empresas privadas tenham real interesse em investir em Alpiarça.
E posso mesmo adiantar que o que temos pensado e apresentamos no papel é o resultado de um observar o que faz mesmo falta, um pensar em fazer o que é preciso e obviamente que há já passos dados. Isto é, já fizemos alguns contactos, já fomos bater a algumas portas, pelo que aquilo que nos propomos fazer é possível. É viável. Não é apenas dito e repetido. Sabemos ter as condições para o fazer, sobretudo porque há um pré-trabalho já feito precisamente a nível de contactos, parcerias, cooperação.

NA: Sónia, porquê este slogan “Recuperar o Orgulho”? Sente que de alguma forma a terra e as pessoas terão perdido algum brio?

SS: Sinto. Sinto acima de tudo que há um orgulho em ser alpiarcense. Mas talvez não haja ou não haja mesmo orgulho no que Alpiarça é hoje.
E a verdade é que corremos o risco de perder a nossa identidade rural no meio de medidas que vão sendo tomadas para “atamancar” e que não são parte de um projecto estruturado. Quem sabe até que ponto não pomos em risco a independência enquanto concelho, já que há estruturas que temos que ter para o manter vivo e a funcionar.

NA: É conhecida a sua admiração por Alberto Martins que passo a citar: “Não há felicidade sem liberdade, nem liberdade sem coragem”. E a Sónia já provou que é uma mulher de coragem. Que mensagem quer deixar aos Alpiarcenses?

SS: Que dêem uma oportunidade a eles próprios. O povo de Alpiarça tem sido resiliente.
Que não tenho dúvidas nenhumas que posso fazer mais por Alpiarça.
Sempre fui uma mulher destemida. Habituei-me a trabalhar em ambientes em que é preciso ter coragem. E eu tenho coragem para me submeter de novo ao escrutínio dos alpiarcenses.

Entrevista feita por:   Marina Maltez.
Montagem do texto: António Centeio
Fotos de Marina Maltez


domingo, 13 de agosto de 2017

ARTIGO DE OPINIÃO: O cerne da questão

Por: Rodolfo Colhe
Presidente da Juventude Socialista 
de Alpiarça

O cerne da questão
Às vezes tenho alguma dificuldade em perceber determinadas formas de analisar certas situações, na minha opinião há uma certa falta de concentração naquilo que é o cerne das questões. Já há muitos e bons anos que todas as pessoas se sentem capacitadas para opinar sobre determinadas profissões com grande veemência, temos por exemplo, médicos de café e treinadores de bancada entre muitos outros por este país fora. No fundo, acho que faz parte da nossa forma desenrascada de estar na vida.  Mas nos últimos anos a tendência tem se alterado e já temos tantos juízes sem toga como treinadores de bancada. Já toda a gente prendeu ou soltou o Eng. José Sócrates (não vou falar sobre este tema porque nem um milhão de caracteres chegariam), toda a gente condena e deixa de condenar muitas vezes sem o mínimo conhecimento. O direito a opinião é algo que é sagrado, mas quando falamos de justiça acho que devemos, pelo menos, ter o cuidado de reforçar que estamos a dar uma opinião e não a dizer “que é assim”. A culpa, em grande parte, é dos meios de comunicação que nos dão dezenas de provas por provar com várias análises e pontos de vista de mil e uma pessoas menos, está claro, de quem sabe da poda, não esqueçamos que uma mentira dita mil vezes passa a ser verdade para muitos. O último grande exemplo é a impugnação da candidatura do suposto independente Isaltino Morais, que pelos vistos não cumpriu todos os preceitos na sua candidatura. Já li dezenas de notícias e centenas de comentários, uns a defender o candidato a candidato, os outros a ataca-lo, outros a atacar o juiz e diga-se que o juiz poderia ter evitado toda esta situação podendo até dizer-se que se pôs a jeito. No entanto, poucas ou nenhumas pessoas vi irem até ao cerne da questão, as listas estavam irregulares? Se estavam irregulares qual a razão do erro? Caso se venha a provar que não existiam erros nas listas nesse caso deverá averiguar-se o porquê de terem sido rejeitadas, doa a quem doer, mas antes disso parece-me ser precipitado tantos juízos de valor. Estas eleições estão a ser marcadas por vários queixas sobre as candidaturas, sendo que o PSD tem feito disso arma, são os tribunais que devem decidir o que é ou não legal e os eleitores no fim a decidirem o sentido do seu voto. Felizmente, por agora, em Alpiarça esse tipo de problemas e espero, sinceramente, que não se passem mesmo que isso pudesse beneficiar o meu partido, gosto da legalidade e acho que as populações precisam de ter no poder pessoas que ganham dentro de campo, quem perder que assuma a derrota e não procure nem fantasmas nem bode expiatório para justificar os erros.
Aproveito para enviar um forte abraço e desejar que dentro de tanto horror tudo corra pelo melhor as gentes das terras atingidas pelos fogos. Tenho amigos em muitos dos locais atingidos e doí-me bastante ver uma coisa como esta.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

600 sociedades criadas no distrito de Santarém no 1.º semestre de 2017


A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, analisou os dados da região referentes à criação de sociedades no 1.º semestre de 2017 e comparou-os com o período homólogo de 2016. Até junho foram criadas 600 sociedades no distrito de Santarém, mais 11 que no mesmo período de 2016.

Em média, foram criadas no 1.º semestre de 2017, 100 empresas por mês, com especial incidência nos concelhos de Santarém, Ourém, Benavente, Torres Novas e Abrantes. De facto, apenas estes 5 concelhos somaram a criação total de 331 sociedades no distrito de Santarém, mais de metade das sociedades criadas em todo o semestre. Santarém criou no 1.º semestre do ano 99 sociedades, Ourém criou 77, Benavente, 61, Torres Novas, 50 e Abrantes, 44 sociedades.
No ranking de concelhos mais empreendedores, seguiram-se Tomar (41 sociedades criadas), Coruche (29), Almeirim (28), Salvaterra de Magos (28), Rio Maior (26), Cartaxo (25), Entroncamento (21), Alcanena (11), Chamusca (11), Ferreira do Zêzere (10), Golegã (10), Mação (8), Constância (7), Vila Nova da Barquinha (6), Alpiarça (4) e Sardoal (4).
Comparando os dados com o mesmo período de 2016, verificou-se apenas um ligeiro aumento no 1.º semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016: 600 sociedades contra 589 criadas de janeiro a junho de 2016. Santarém e Ourém mantêm-se líderes regionais nos dois períodos em relação à criação de sociedades, assim como Torres Novas e Benavente, tendo esta última apenas passado à frente da primeira no 1.º semestre de 2017. Abrantes destronou Tomar no 1.º semestre de 2017, passando esta cidade a ocupar 6.º lugar da tabela.
Digno de nota é ainda o crescimento de alguns concelhos do distrito em 2017 em relação ao mesmo período de 2016. Ferreira do Zêzere aumentou em 150% a criação de sociedades entre janeiro e junho de 2017, Constância aumentou 133% e Sardoal cresceu 100%. De notar ainda o crescimento do concelho de Abrantes, que cresceu 63% em relação ao mesmo período de 2016, saltando do meio da tabela para o top 5 dos concelhos que mais sociedades criaram no 1.º semestre de 2017, substituindo Tomar, que ocupava este lugar em 2016. Quanto à localização temporal dos investimentos, em ambos os períodos (1.º semestre de 2016 e 1.º semestre de 2017), janeiro registou a maioria da criação de sociedades.
Em julho de 2017, mantém-se a tendência para a criação de sociedades. Só em julho, foram já criadas em todo o distrito de Santarém 87 novas sociedades, mais 5 do que no mesmo mês referente ao ano de 2016. O concelho de Santarém volta este mês a assumir liderança, com a criação de 21 sociedades, seguindo-se Torres Novas (10), Ourém (8) e Salvaterra de Magos (8).

JOVENS: São mais instruídos, têm menos trabalho e emigram mais. São os jovens de hoje em dia


Os jovens portugueses estão mais instruídos do que há duas décadas, têm menos trabalho, emigram mais e adiam a decisão de casar e ter filhos, segundo um retrato feito pela base de dados Pordata.
Para assinalar o Dia Internacional da Juventude, que se comemora no sábado, o Conselho Nacional da Juventude, a Pordata e o município de Cascais uniram-se para divulgar 12 vídeos inspirados no “Retrato dos Jovens em Portugal 2017”, elaborado pela base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
“Sabemos que as novas gerações de hoje pouco se assemelham aos jovens do passado, a começar por viverem em plena era digital. Por isso, e para que todos possam conhecer o que mudou nos jovens em Portugal, o recurso às redes sociais para partilha dos vídeos foi uma opção”, explica a diretora da Pordata, Maria João Valente Rosa.
A demógrafa adianta, em comunicado, que “são várias as viagens” que o retrato estatístico convida a fazer: “do passado à atualidade, das regiões ao país, de Portugal à Europa”.
Com os vídeos, “muitas destas histórias que as estatísticas contam, ganham uma voz e uma vida especial”, salienta.
Segundo a publicação, há menos 1,5 milhões de jovens hoje do que há 40 anos. Em 1975 eram metade da população, em 2015 já eram menos de um terço.
Em 1975 eram 4.628.580, número que desceu para 4.128.774 e para 3.143.002 em 2015, precisam os dados.
Ao longo das últimas décadas, os jovens têm vindo a mudar. Hoje “estão mais conectados”, estão “mais instruídos”, têm menos trabalho e emigram mais. Entre 2011 e 2015, 100.664 jovens com idades entre os 15 e os 29 anos deixaram Portugal.
Em relação à Educação, a situação “evoluiu marcadamente” em duas décadas. Há mais jovens a chegar ao secundário e a concluí-lo, tendo a taxa real de escolarização passado de 40% em 1992 para 75% em 2016.
A taxa de abandono escolar baixou de 50% em 1992 para 14% em 2016, referem os dados, que destacam também o aumento do número de jovens que entram na universidade: 81.083 em 1996, 112.701 em 2016.
Em relação ao desemprego, os números indicam que, em 2016, esta situação afetava 28% dos jovens com menos de 25 anos, contra os 10% verificados na população entre os 25 e os 54 anos.
Os dados demonstram também que as crianças e os jovens até aos 17 anos são “mais vulneráveis”, com a taxa de risco de pobreza, após as transferências sociais, a situar-se nos 22% em 2015, enquanto na população entre os 18 e os 64 anos era de 18%.
Outra mudança verificada relaciona-se com a idade em que os jovens decidem casar e ter filhos, que é cada vez para mais tarde.
Em 1990, as mulheres casavam-se, em média, com 24 anos e os homens com 26. Vinte e cinco anos depois, casam-se aos 31 e 33 anos, respetivamente.
A idade para ter o primeiro filho também foi aumentando, passando de 25 anos em 1990, para 30 anos em 2015, indica o retrato estatístico, que realça também o facto de a maioria dos filhos nascer fora do casamento (15% em 1990, contra 51% em 2015).
A publicação aponta também vários exemplos que demonstram que a idade limite para ser jovem varia consoante o propósito.
Para fazer um ‘Interail’, por exemplo, uma pessoa é considerada jovem até aos 27 anos, enquanto para as juventudes partidárias, para o arrendamento jovem (Porta 65) e para as associações juvenis é 29 anos.
Para as associações juvenis socioprofissionais, uma pessoa é considerada jovem até aos 35 anos, uma idade que se estende aos 40 anos no caso de ser “um jovem agricultor”.
«S24»

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

INTERMACHÉ DE ALPIARÇA: O MELHOR PARA OS CLIENTES E AGORA OFERECE “SOMBRA”

(*)

O INTERMARCHÉ de  Alpiarça continua a modernizar a sua loja para que nada falta aos seus clientes.
O actual parque de estacionamento está a ser totalmente reformulado, disponibilizando agora mais lugares de estacionamento quase todos dotados de sombreadores.
(*) Esta foto é apenas ilustrativa)

GNR/ALPIARÇA: DOIS HOMENS IDENTIFICADOS POR PEDITÓRIO NÃO AUTORIZADO



O Comando Territorial de Santarém, através do Posto Territorial de Alpiarça, identificou ontem à noite, dia 8 de agosto, dois homens com 35 e 40 anos, por peditório não autorizado, em Alpiarça.
No âmbito de uma denúncia, os militares surpreenderam os suspeitos a realizar, na via pública, um peditório ilegal em nome de uma associação sediada em Tancos, tendo sido apreendido:
·    55 panfletos relativos à Associação de Recuperação e reinserção social “O novo Milénio”;
·         Três livros de recibos numerados;
·         Dois cartões de identificações de colaborador;
·         15 euros em numerário.
Este processo será remetido à Câmara Municipal de Alpiarça, entidade instrutora do processo

OS RESSABIADOS DE ALPIARÇA


Por: V. Vidigal


Andam por aí uns ressabiados da política que são capazes de vender a alma ao Diabo para terem um lugar ao sol.

Começaram o percurso na extrema esquerda depois passaram pela  esquerda  para acabar na direita.

Como nunca conseguiram o tal lugar  voltam-se agora  para a esquerda novamente.

Esquecem-se, como os que lhe dão abrigo, que os alpiarcenses não gostam nem querem saltitões.

Os saltitões nunca sabem o que querem e muito menos sabem onde querem estar mas as pessoas gostam daqueles que sabem onde ficar.

Quando os ressabiados se acolheram num movimento para chegar ao poleiro e viram que o seu Guru os abandonou foi com um caçador dar um tiro no ar para espantar a pardalada.


Os ressabiados correram logo a oferecer os seus préstimos a quem os quisesse acolher.

Foi um “ver se te avias.”

Os que  gostam dos ressabiados, ou precisam deles,  mesmo sendo melhor do que eles, acolheram logo este tipo de falhados e oportunistas, aqueles que nunca foram grande coisa nem conseguiram fazer nada por serem uns oportunistas.

O eleitorado não gosta deste aproveitamento.

No  seu seio estão os incompetentes, os falhados, os que nunca prestaram para nada, aqueles que tem duas caras, que dizem hoje uma verdade e que amanhã já transformam a verdade em mentira.

Tenho pena de quem merecia um lugar ao Sol tenha que ficar eternamente na sombra mas cada um tem o que merece ou que escolheu.

No dia 1 de Outubro falaremos e veremos de que lado estava a razão.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

ALPIARÇA EM FESTA

MERCADO MUNICIPAL DE ALPIARÇA: quem te viu e quem te vê…

   


Ir ao Mercado Municipal de Alpiarça (MMA) é um hábito com décadas para os fregueses fiéis que não dispensam as frutas e hortaliças da nossa lezíria com os seus sabores inconfundíveis.
                Em plena campanha eleitoral este local tem sido local de eleição por alguns dos candidatos e tema entre os mesmos e os comerciantes. No fundo, o interesse comum é requalificar o espaço e atrair mais clientela, tarefa que não se assume como simples.
                Visitamos o espaço e estabelecemos diálogo com alguns dos vendedores. A Dona Elisa Pereira tem a sua banca já há 28 anos e orgulhosamente exibe os seus produtos, todos vindos da sua horta. Em relação ao estado do edifício a sua opinião é clara: “O projecto tem andado devagar. Estas coisas demoram tempo, mas até agora não nos tem faltado nada, lá vamos pedindo à Câmara o que é preciso e as coisas vão sendo feitas, mas isto há-de ficar melhor depois das obras”. Quanto às razões para a falta de clientes aí não tem a menor dúvida que 28 anos de serviço dão mesmo muito estatuto: “Antigamente até as pessoas de Almeirim vinham aqui fazer as compras, isto era uma praça cheia de tudo e com muito movimento. Mas entretanto vieram as grandes superfícies comerciais e sobretudo as pessoas mais novas não vêm cá. Passam de carro, vão lá tomar o seu café, fazer as compras e nem nunca aqui entraram. Muitas nem devem saber que estão a comprar produtos estrangeiros quando aqui temos o que é nosso e com muita qualidade”. Bem perto, uma cliente habitual, Dona Marília Pereira Rodrigues afirmava o mesmo: “É aqui que venho há anos e sou cliente habitual da Elisa, mas movimento só mesmo à quarta-feira. As pessoas preferem ir às grandes lojas.”

                A Dona Elisa vai mais longe: “O único grande problema aqui é que precisamos de clientes. Mas como os vamos chamar? 

Numa banca não muito longe Dona Carolina de olhar vivo e energia contagiante sorri ao afirmar com orgulho: “A menina sabe que já aqui estou há 52 anos? Bem verdade. Até uma medalha já recebi em prata, que o ouro está caro, mas pelo menos, reconheceram-me o valor”. Fiz-lhe a pergunta sacrossanta: “Então e os clientes?”. E a resposta seguiu as anteriores: “Há quarta-feira temos mais movimento, vêm mais vendedores e é o dia em que o mercado tem mais gente. Mas nós estamos cá sempre, mas como podemos chamar os clientes?. Vão se feitas obras e nós já vimos que vai ficar tudo mais bonito, mas mesmo assim o que precisamos é de ter quem compre o nosso produto”.
                A verdade é que muito se tem dito, escrito e até mesmo especulado sobre este espaço. Mas a realidade é que os comerciantes que resistem e fazem do mercado o seu ganha pão não desistem de voltar aos tempos saudosos em que ir à praça era um hábito, uma festa, um momento de convivência entre a comunidade!
                Os debates políticos estão na berra, culpas atribuem-se mas a verdade é que urgem medidas, estratégias que vão além da requalificação física do espaço e que façam deste local um espaço atractivo a clientes, dinamizando assim a economia local, permitindo o escoamento dos produtos agrícolas da região e mantendo os postos de trabalho de quem deu os melhores anos da sua vida ao MMA!

Reportagem de Marina Maltez

PORQUÊ CULPAR UM PARTIDO OU OUTRO QUANDO SOMOS TODOS CULPADOS?

De: Casimira Alves

Porquê culpar um partido ou outro quando somos todos culpados?
Se os alpiarcenses frequentassem (incluindo-me) os restaurantes, cafés , prontos a vestir e todo tipo de negócio na nossa terra...
Em vez disso...
Supermercado - Almeirim, Santarém 
Sapataria -Almeirim? Santarém 
Pronto a vestir e outros- Almeirim, Santarém 
Etc....
Penso que um negócio para se manter precisa de clientes e isso não é a culpa do PCP ou outro partido político mas sim das pessoas que vivem na terra seja aldeia, vila ou bairro.

Noticia a que se refere:

UMA ALDEIA CHAMADA ALPIARÇA

UMA ALDEIA CHAMADA ALPIARÇA


Por: V. Vidigal

Por motivos profissionais tenho andado no interior da  cidade vizinha.

Daqui ter a possibilidade de poder ver pessoalmente como Almeirim cresceu em termos comerciais e não só

Por tudo que é "sitio" existe um estabelecimento comercial para não falar no movimento dos restaurantes durante a semana porque aos fins de semana são milhares e milhares de visitantes que aqui vem almoçar ou jantar.

Nos estabelecimentos comerciais existe de tudo um pouco e em certas ruas há mais estabelecimentos do que em Alpiarça toda.

Pergunto a mim o que está mal.

Não sei responder nem encontro o cerne do problema.

Duas terras vizinhas.

Uma andou para a frente a outra parou  no tempo.

Não sei se a diferença está nos presidentes das duas autarquias se está na incapacidade dos políticos alpiarcenses.

Algo está mal.

Como resolver não sei mas sei dar a mão à palmatória porque reconheço que a minha terra tem estado e continua a estar entregue a quem não tem o mínimo de visão quanto ao futuro.

A prova da minha teoria é que Almeirim é uma cidade em movimento e em crescimento e a minha terra continua num marasmo.

Continua e continuará a ser.

Não passamos disto.

Por mais que digamos que é uma terra linda e tranquila continuo a dizer que é uma Aldeia chamada Alpiarça.

Conclusão:


Alpiarça apenas está boa para todos aqueles que vivem à sombra do partido, o PCP 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

GNR DE ALPIARÇA RECUPERA UMA AVE FERIDA



O Comando Territorial de Santarém, através do Posto Territorial de Alpiarça, recuperou ontem, dia 3 de agosto, peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus), em Alpiarça.

A ave, ferida numa asa e numa pata, foi encaminha à clínica veterinária local para lhe serem prestados os primeiros cuidados médicos, tendo sido posteriormente entregue no CRASM - Centro de recuperação de animais selvagens de Montejunto, pelo Núcleo de Proteção Ambiental de Santarém.

O que devia ser uma Zona de Lazer de apoio aos visitantes/utilizadores das piscinas está transformado num autêntico MATAGAL


domingo, 6 de agosto de 2017

ARTIGO DE OPINIÃO: Da falta de notícias à falta de desporto

Por:
RODOLFO COLHE
Presidente da Juventude Socialista
de Alpiarça
Da falta de notícias à falta de desporto


Confesso que muitas e muitas vezes sou um indivíduo um pouco pessimista, daqueles que vê o copo meio vazio ao invés de meio cheio. No fundo sou assim porque me considero exigente e precavido, no entanto, há determinados casos em que acho que estou simplesmente a ser realista. Passou mais uma semana e em Alpiarça o mais perto de uma notícia foi um acidente de viação do Presidente da Câmara Municipal de Alpiarça. E quanto a isso devo dizer que cada dia que passa tenho mais dificuldade em me rever totalmente em um qualquer jornal, e se contarmos com as edições digitais com a sua já absurda caça ao clique então a conversa entra num tom que nem merece comentários. Eu sei que muitas pessoas fãs de notícias falsas e ofensivas não vão compreender, mas aprecio a página “Os truques da Imprensa Portuguesa”, mas caso eles reportassem todas as notícias apresentadas de forma errada e com intuitos no mínimo duvidosos necessitariam de largas dezenas de colaboradores. Mas voltando a Alpiarça a realidade é que pouco nada se passa, até à passagem da Volta a Portugal pela nossa terra que tantas ligações tem ao ciclismo não é aproveitada para lhe anexar outras atividades e iniciativas de forma a potenciar esta atividade e a chamar os Alpiarcenses para verem passar a volta, afinal não é todos os dias que apesar de por pouco tempo passa pelo nosso concelho a prova mais importante do panorama nacional de uma qualquer modalidade quanto mais de uma modalidade que é tão querida a tantas pessoas. Como em tudo o mais importante não é o que se tem, mas forma como se usa, já diz o ditado “Dá Deus nozes a quem não tem dentes”. Alpiarça já foi até percussora na zona em algumas modalidades tais como a petanca e o futebol de praia por exemplo, modalidades essa que outros concelhos agarraram e hoje organizam provas nacionais. Nós não soubemos usar as atividades desportivas a favor do concelho e hoje ainda menos até porque elas são muito poucas. Arrisco-me a ser acusado de bater demasiado na mesma tecla, mas é incompreensível que não se aproveitem as infraestruturas naturais e artificiais desportivas do concelho e que ainda por cima não se aproveite um evento como a Volta a Portugal para realizar atividades desportivas. O desporto de Alpiarça está a morrer, faltam poucas semanas para dar início a época desportiva amadora e de formação, que oferta terá esta época Alpiarça para dar? Iremos ganhar alguma modalidade? Ou estamos mais perto de perder? E equipas iremos ganhar ou perder? Neste momento as minhas palavras já não servem de aviso porque os inícios de época preparam-se no final da época anterior. Depois quando as coisas correm mal em parte por causa de más opções toda a gente assobia para o lado e lamenta-se a falta de sorte e acusa-se alguém que não tem culpa alguma. Espero sinceramente que seja mais uma vez o meu pessimismo e a minha tendência para o meio vazio a falar, mas acredito que um dia poderemos ter surpresas bastante negativas. 

ALPIAGRA 2017: CARTAZ DE ESPETÁCULOS