quarta-feira, 24 de agosto de 2016

PORTUGUESES QUE ESCOLHERAM VIVER EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

MAIS UM ALPIARCENSE EM DESTAQUE



Trajectos, histórias e alguns sustos de quatro portugueses que, ao longo das últimas décadas, se foram fixando em São Tomé e Príncipe e não querem deixar o arquipélago lusófono, perdido no tempo, junto às costas da África ocidental.

Ana Paula Antunes
«Consegui vencer sozinha»

Aos 13 anos foi viver com os tios na Suíça, para estudar e trabalhar: «tomava conta de crianças», recorda Ana Paula Antunes, filha mais velha numa família afetada pelo 25 de abril. Estávamos em 1977 e permaneceria em Genebra até ao início dos anos 1990. Foi então que conheceu o futuro marido, a viver no arquipélago desde 1980. «A minha prima tinha casado com o irmão dele».
Da primeira vez que ouviu falar em São Tomé, «pensava que era lá para os lados do Sri Lanka», diz com um sorriso. De início, o marido tentou ir viver para Genebra, mas não gostou. Tinha nascido em Moçambique, era um africano. Não havia muitas alternativas e, em dezembro de 1992, a primeira vez que veio, foi para ficar. «Por amor», recorda. Casara em julho, em Lisboa, e o que a surpreendeu foi «o verde das montanhas, do mato, o clima de praia todo o ano, as pessoas muito afáveis». E a impressão de ter viajado no tempo. Sim, tinham-na preparado, tinham-lhe dito que em São Tomé não havia nada, que pouco mais era que duas pequenas quintas. Lembra-se de ter ido a uma farmácia para comprar uma chucha, um biberão, e as prateleiras vazias. «A pessoa ao balcão só me disse: já houve, já houve», conta.
O casal abriu uma lojinha no mercado velho, «a primeira loja aberta ao público em dobras». Foi quando lhes nasceu a primeira filha. O comércio privado dava os primeiros passos e Ana ficava na loja enquanto o marido «tratava de tudo o que era importação», produtos de Portugal e da Holanda. Tempos trabalhosos: na alfândega «era tudo muito pesado e burocrático».
A vida prosseguia até que um diferendo com o governo santomense sobre a comercialização de uma importante quantidade de arroz importada pelo marido veio mudar a vida do casal. «Não tivemos autorização para vender o nosso arroz enquanto não fosse escoado o arroz [proveniente do Japão e] controlado pelo governo», diz a portuguesa que tivera, entretanto, uma segunda criança.
«Isso arruinou-nos. O meu marido decidiu isolar-se numa linda roça, Monte Belo», no Príncipe. Hoje é um resort de luxo, operado por uma empresa do milionário sul-africano Mark Shuttleworth. O casal tentou criar um negócio de agro-turismo. De início, o cenário era animador. «Tentámos novas produções, como a baunilha e a pimenta; fazíamos aguardente de ananás, polpa de tomate e de fruta, fiambre. Já tínhamos turistas», mas novo revés espreitava. Ao fim de pouco tempo, os restantes sócios, portugueses, desistiram do investimento e a vida de Ana sofreu uma alteração a 180 graus. «Fiquei sozinha e não consegui manter a roça». Corria o ano de 2002 e as filhas tinham cinco e dez anos, respetivamente.
Foram momentos de provação. «Um dia vou para o emprego» – encontrara trabalho na representação da ONU – «e quando volto, ao final do dia, já não tenho casa». O ex-marido, que iniciara outra relação, movera-lhe uma ação de despejo. Valeu-lhe a solidariedade de portugueses e santomenses. Mas nunca considerou voltar para Portugal. «Fiz uma boa opção. Com duas crianças e sem emprego, que ia lá fazer? Aqui, fiz valer o meu francês». Está convencida de que «valeu a pena ir aos 13 anos para a Suíça», como valeu ficar em São Tomé. «Agarrei-me à terra, dei estabilidade e educação às minhas filhas e consegui vencer sozinha».
Vive hoje tranquila: «não gosto de inventar aquilo que não sou, que não tenho, que nunca terei. E não me imagino a sair daqui». Não acredita que algo grave possa suceder. Afinal, todos se conhecem e «até os golpes de Estado são diferentes».


António Cristóvão


«Só umas conservas para vender»

Quando chegou, ainda se morria de paludismo. A hipótese de voltar a Portugal pôs-se por mais de uma vez. Mas ficou. «Vinha com o objetivo de trabalhar, mais nada», diz António Cristóvão, nascido em Alpiarça em 1977, proprietário da Intermar, também conhecida como o «supermercado português», no centro da cidade de São Tomé. «Olhava-se em volta, via-se pessoas próximas doentes, havia muitas mortes», recorda. «Mas pensei sempre: se os outros não se vão embora, também não vou», ainda que, a princípio, a permanência fosse no condicional – «vim para ver como as coisas iriam correr».
António veio em novembro de 1997, seis meses depois de os pais comprarem a loja, que estava como que abandonada, «com muito pouca coisa, só umas conservas para vender e pouco mais, além de três empregados que estavam atrás do balcão sem nada para fazer».
O choque inicial não foi só devido ao paludismo. «Tinha 20 anos, vinha de uma realidade diferente. A mudança foi demasiado drástica: não havia, nem há, centros comerciais, cinemas. Às dez da noite, acabava a televisão». Começou por ajudar o pai e a mãe, como «fiel de armazém».
Então, como hoje, deitava-se «às 21h30 e às 5h00» estava a pé. O ritmo de trabalho é idêntico, o negócio é que «foi evoluindo». Explica: «Para ter uma ideia, se hoje fazemos um contentor com um único produto», nos primeiros anos, «era um único contentor com todos os produtos lá dentro, e em pequenas quantidades».
Nos 17 anos que leva em São Tomé, António nota diferenças, por exemplo nos hábitos alimentares: «passou-se do leite em pó para o UHT, não se consumia nem fiambre nem queijo, porque nem todos tinham capacidade para comprar um frigorífico».
O desafio inicial foi o de convencer «as pessoas a entrar no supermercado. Não vinham porque pensavam que era tudo muito caro». Foi preciso «mostrar que éramos honestos, que estávamos aqui para servir bem e para ficar». A loja acabou por ter sucesso. «Foi uma verdadeira pedrada no charco. Era muito diferente de tudo o que havia no final dos anos 1990 no arquipélago». Esta realidade está a mudar, com o aparecimento de um primeiro grande supermercado, das lojas de chineses e outras, «o que obriga a desenvolver a pôr a fasquia mais alto».
Casado desde 2000 e com um filho nascido em 2002, que frequenta o instituto diocesano, a mulher ajuda-o na loja, «trata de tudo o que tem a ver com o público, enquanto eu lido com a parte administrativa, informática, encomendas». António tem hoje sob sua responsabilidade 40 empregados fixos.
A hipótese de voltar a Portugal colocou-se uma segunda vez. Em julho de 2003, o filho não devia ter mais de um ano. «Deviam ser duas ou três da manhã quando vejo aparecer no nosso quintal um militar a disparar à toa com uma kalashnikov e começam os tiros também do outro lado do quintal», [onde morava a então a primeira-ministra Maria das Neves, alvo de uma tentativa de golpe de Estado]. «Não aconteceu nada a ninguém, mas as marcas ficaram». Ainda assim, manteve-se firme e, se algum dia regressar, deixará raízes: «Quero guardar aqui uma casa».

Inês Gonçalves
«São ilhas mágicas»

«Quando se volta do Príncipe para São Tomé, é como entrar em Nova Iorque. Até tenho medo de atravessar a rua por causa dos carros», diz Inês Gonçalves, fotógrafa e autora de vários documentários, alguns sobre a realidade santomense, seus ambientes e atmosferas, de que fala com entusiasmo. «Aqui damos mais atenção às coisas, temos mais tempo para olhar. Não há tanta pressão. As coisas são menos, mas mais intensas. Vive-se de outra forma». A fotografar desde os 20 anos, tendo passado pelo jornal Independente, a revista Kapa e as produções de moda, que continua a fazer, encontrou no arquipélago o ritmo perfeito para o seu dia a dia. «Faço muito mais coisas do que fazia em Lisboa». Inês considera que «há mais tempos para as coisas interiores, vive-se mais consigo próprio» e o ritmo específico do arquipélago, com a claridade às cinco da manhã e o anoitecer cedo, é o ideal.
A pequena ilha do Príncipe, com os seus cerca de oito mil habitantes e primeira reserva mundial da biosfera da UNESCO, é um universo de tranquilidade e beleza em comparação com a relativa agitação de São Tomé, mas ambas «são ilhas mágicas», diz a fotógrafa, nascida em 1964, em Málaga, de mãe espanhola e pai português.
O que a fascinou em São Tomé, onde chegou pela primeira vez em 2007, para fazer um trabalho para a V Bienal de Artes sobre o Tchiloli, peça de teatro tradicional, foi o de existir tanta coisa que queria fotografar, filmar. E uma realidade não imediata. «Há muitos mistérios em São Tomé, muitas camadas. Falamos de plantas, por exemplo, e todas elas têm histórias, qualidades místicas, lendas. Uma planta não é só uma planta. É muito mais». No arquipélago, Inês descobriu «uma vivência literária, como a construção de um universo» que se vai descobrindo. «Não é a luz que me inspira… são as pessoas, as histórias». Deste interesse, além do trabalho sobre o Tchiloli, nasceu Na Terra como no Céu e um documentário sobre os 25 anos da Declaração dos Direitos da Criança, centrado na realidade santomense.
Tendo acabado por se fixar no arquipélago em 2011, «por razões pessoais, de que não vale a pena a falar», não vê nenhuma razão para partir. Mantém que não houve um dia em que se tivesse arrependido. E sonha ir para o Príncipe ou passar lá mais tempo.
«Esta não é a minha cultura, não são as minhas raízes», concede a fotógrafa e cineasta, mas é o lugar «ideal» para o modo como gosta de trabalhar: «por vários meses, como se fosse uma investigação». Com uma certeza: no seu trabalho, há igualdade. «Quando fotografo, não olho para uma manequim e penso que é diferente de uma senhora do Tchiloli ou do presidente da república».

João Cardoso
«Está decidido ficar cá»

Chegou em dezembro de 1979 para fazer uma obra subcontratada com uma empresa francesa, a Fillod. E tenciona ficar para sempre. Tinha então mais de uma década de experiência profissional na construção civil, em França, onde chegara em abril de 1964, aos «17 anos e meio». João Cardoso, nascido em 1946, em Cascais, foi para a região de Paris à procura de trabalho. Que não demorou a encontrar. A sua experiência nos armazéns Pinto Basto, no Cais Sodré, em Lisboa, abriu-lhe portas sem dificuldade. Passou por várias empresas, envolveu-se brevemente nos acontecimentos do Maio 68, mas a chegada da mãe nesse ano – «tive de alugar um apartamento e mudar do quarto onde estava com mais três portugueses» – e o ser pai aos 19 anos, «com uma retornada da Argélia», levaram-no a reconsiderar a vida.
«Comecei a trabalhar nas obras». E depressa chegou a chefe de equipa. «Era responsável por cerca de 20 pessoas». Aqui se definiu a vida deste jovem, que completara o curso comercial e «gostava de se divertir». A reputação que construiu tornaram-no colaborador importante para as construtoras francesas na época forte da cooperação gaulesa com o arquipélago de São Tomé. Hoje, passados 35 anos, não tem dúvidas. «Está decidido ficar cá», diz este pai de cinco filhos, um dos quais de mãe santomense. Houve um momento em que pensou voltar a Portugal… «há 20 anos». Agora, já não. As «raízes são demasiado importantes, profundas», diz. Recorda a primeira empresa que criou no arquipélago, sob a sigla francesa: EGM, em que EG significam Empresa Geral e o «M» é sinónimo de «minuserie» (carpintaria). Hoje, é proprietário de um universo de empresas, em que se destaca a Egecon, como sempre, na área da construção.
Para trás, ficou uma longa associação a construtoras francesas que o levaram até outros países africanos e ao Iraque, onde viveu momentos «complicados». Por exemplo, logo na sua primeira visita, em julho de 1979, quando chegou a Bagdad, vindo de Mossul com o ministro da Educação de São Tomé, que deveria ser colocado no aeroporto na manhã seguinte e, pelo caminho, foi preso por ser apoiante do presidente Hassan al-Bakr, que Saddam acabara de depor. Mas nem por isso deixou de voltar ao Iraque, onde alguns dos seus colaboradores foram presos quando a empresa francesa abriu falência e deixou por trrminar as salas de cinema nas bases da força aérea iraquiana, e onde viveria ainda um novo susto. Em junho de 1981, o empresário português estava em Bagdad quando Israel bombardeou a central nuclear de Osirak, um projeto de cooperação com a França, nas imediações da capital do Iraque, «um país violento e complicado». Ao contrário de São Tomé e Príncipe.
«Fonte: http://www.noticiasmagazine.pt/2014/portugueses-que-escolheram-viver-em-sao-tome-e-principe/

ALPIARÇA TEM TUDO MAS NÃO TEM NADA!


LA/NA

Realmente é verdade tudo o que aqui está escrito (ler: “Trilhos dos Patudos” entregues ao abandono). Infelizmente no tempo em que foram feitos nunca foram sinalizados e foram gastos milhares de euros em luminárias para permitirem caminhadas noturnas, mas que poucas vezes foram acesas e que em poucos meses foram completamente destruídas/vandalizadas, provavelmente por quem ali queria estar só durante a noite (só isso explica o vandalismo!). Bem sabemos que a câmara não tem dinheiro nem maquinaria suficiente, mas realmente o Complexo Turístico Recreativo dos Patudos merecia mais cuidados. 


A área é tão grande, mas tão desprezada que dá dó. Não se corta mato, não se cortam silvas, não se cortam ervas, mas há um encarregado de limpeza que está encostado todo o dia na ZI e outro no Museu. 



São 2 funcionários com vencimentos acima da média que poderiam fazer alguma coisa e libertar 2 postos de trabalho, pelo menos durante o verão para darem mais alguma beleza e cuidarem do local que é grande.


A Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça lançou hoje um novo site



A Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça lançou hoje, dia 19 de Agosto, um novo site.
Disponível em www.casadospatudos.com, o novo site apresenta um aspecto mais contemporâneo, sem perder a essência da Casa dos Patudos.
Os conteúdos do site foram também renovados, sendo dado um maior destaque à Casa e à sua Colecção. Desta forma, é possível que os visitantes do site descubram mais informações sobre a Casa dos Patudos, enquanto estão imersos no ambiente deste espaço.
Visite o novo site da Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça em: http://www.casadospatudos.com/
Sejam sempre bem-vindos.

“Trilhos dos Patudos” entregues ao abandono

Trilhos em um bom estado de utilização mas entregues ao abandono e ao esquecimento



Daqui se encontrarem todos sujos como se comprova pelas fotografias publicadas mais abaixo.
Trilhos feitos para serem utilizados em passeios e visitas ao Complexo Turístico dos Patudos
Hoje, estes trilhos, que custaram milhares de euros raramente são utilizados ou de conhecimento  dos milhares de visitantes que frequentam anualmente a barragem porque não existe qualquer sinalética e os poucos à vista  assustam as pessoas pelo seu total abandono.
É de lamentar esta situação porque não é assim que se desenvolve o turismo local e muito menos o apregoado slogan de Alpiarça ser a Capital dos Eventos”.
Por mais publicidade que se possa fazer sobre a barragem e  espaços envolventes é tempo perdido e dinheiro mal gasto porque depois na prática tudo é diferente daquilo que é anunciado.
Por mais que os responsáveis queiram mostrar e apregoar que Alpiarça tem condições para ser uma zona turística o dia a dia  tem vindo a demonstrar que apenas mais não são do que promessas eleitorais ou de conveniência como são as “Barracas dos Pescadores” no Patacão que apenas servem para ocupar espaço nos programas eleitorais.
Na área do turismo Alpiarça, continua desde há uns bons anos, muito mal entregue e muito mal aproveitada porque falta sensibilidade e capacidade aos políticos para serem capazes de aproveitar ou rentabilizar o pouco que temos.
Esquecem-se estes que o turismo é muitas vezes um pilar da economia local que bem explorado pode ajudar um concelho a desenvolver-se porque permite  perceber a potencialidade da zona de lazer como é o caso  dos Patudos
É necessário ter sensibilidade para perceber a potencialidade do território e das pessoas.
Hoje, mais do que nunca, as pessoas fazem diariamente as suas caminhadas, quer por lazer quer por motivos de saúde e verem-se impedidas de utilizar os “Trilhos dos Patudos” por o estado dos mesmos serem assustadores em nada dignifica os políticos.
O “Complexo Turístico dos Patudos” não serve só para anunciar os trilhos de “marisqueiras” e  “churasqueiras”. 
Serve para muito mais assim queiram  e saibam os eleitos que gerem o destino do concelho.


O “Complexo Turístico dos Patudos” não deve servir só para anunciar os trilhos das “marisqueiras” e  “churasqueiras"

«Fotos de José Manuel Prudêncio»

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Município da Chamusca apresenta exposição itinerante do Museu da Marioneta

O Município da Chamusca apresenta a partir de hoje, 22 de agosto a até 14 de outubro, na Biblioteca Municipal Ruy Gomes da Silva, a exposição itinerante do Museu da Marioneta.
A exposição itinerante é constituída por treze roll-ups, cinco vitrinas e uma caixa de luz para marionetas de sombra, sendo representativa da coleção do Museu da Marioneta, apresenta uma mostra do que o visitante pode encontrar no interior do mesmo. As marionetas expostas refletem o acervo do museu, por isso os visitantes vão poder encontrar desde as marionetas de fios da Birmânia às que são manipuladas dentro de água, típicas do Vietname, sombras chinesas, máscaras da Indonésia ou as mais variadas marionetas portuguesas de fio e de luva, além de vários painéis explicativos.
A marioneta, intrinsecamente ligada ao teatro, ganha vida, expressão, através do movimento, dando forma e corpo às personagens que se pretende representar. Estas podem tomar diversos formatos, mais simples ou mais complexos, em consonância com a sua origem espácio-temporal, bem como com o público e repertório ao qual se destinam.
A exposição itinerante levada a cabo pelo Museu da Marioneta pretende deslocar um pouco do museu para fora das suas quatro paredes habituais e tem dois objetivos, o primeiro é divulgar o espólio e a história da marioneta, o segundo é funcionar como um convite a uma futura visita ao museu instalado no belíssimo Convento das Bernardas.
No âmbito da exposição itinerante do Museu da Marioneta vai ser dinamizada uma visita orientada, denominada por À descoberta da marioneta, onde se pretende dar a conhecer aos mais pequenos, diferentes tipos de marionetas, as suas funções e manifestações culturais. Integrado nesta iniciativa vai-se construir uma marioneta, dando vida e forma a um personagem, estimulando assim a imaginação e a capacidade de contar histórias.
A exposição de entrada livre, poderá ser visitada no horário de funcionamento da Biblioteca Municipal Ruy Gomes da Silva.

ALGUÉM ME SABE DIZER QUEM É O RESPONSÁVEL DESTA VERGONHA?

Estas fotos foram tiradas hoje, terça feira 23 -08-2016 por volta das 11 horas

Os comunistas nunca foram muito amigos do alcatrão

Os comunistas nunca foram muito amigos do alcatrão e essa é uma das razões que levaram o PCP a perder as eleições para o PS


LA/NA

Os comunistas sempre se preocuparam muito com os lixos, com a água e com os esgotos e nisso temos de lhes tirar o chapéu!,
Porém gostam pouco de ruas asfaltadas e a prova disso é que uma percentagem razoável de ruas de Alpiarça foi mandada alcatroar no 1.º mandato socialista, curiosamente com projectos de apoio comunitário lançados pelo presidente comunista Raul Figueiredo.
À excepção de Armindo Pinhão, que fez muito com pouco dinheiro e era um presidente dinâmico, ao contrário, os dois presidentes da câmara comunistas que se seguiram foram e são dados à pachorra e gostam muito do descanso e só metem três velocidades: devagar, devagarinho e parados e só se lembram de santa Barbara quando faz trovões.
Será que com o apoio da câmara, uma ajuda da própria Lagoalva, não se conseguiria dar um jeito para a arranjar as estrada conforme se pode ler no ARTIGO DE OPINIÃO: "O sector económico mais influente no nosso concelho é o sector agrícola" ?

O lado negro dos estágios. “Prefiro ter 200 euros do que não ter nada”

Os estágios do IEFP estão a ser alvo de fraudes. Há quem tenha de entregar parte do que recebe ao patrão. A falta de opções faz com que os jovens aceitem práticas criminosas.
São milhares de jovens recém- -formados em Arquitetura, Direito, Psicologia e muitos outros cursos onde as perspetivas de emprego são tão baixas que uma oferta de estágio se torna a única opção, mesmo que tenham de entregar parte do que recebem do IEFP ao próprio empregador.
O esquema revelado ontem pelo “Jornal de Notícias”, em que os patrões exigem aos estagiários que lhes devolvam a comparticipação estatal, é ilegal. Mas é generalizado. Rita, licenciada em Psicologia pela Universidade Autónoma de Lisboa, admite que a situação é dramática. “Quando este tipo de ofertas aparece é normal as pessoas aceitarem. Claro que é grave, mas, se não for assim, ou trabalhamos de borla ou simplesmente nem estágio arranjamos. Na minha turma, muito poucos conseguiram um. Se me pedissem para entregar parte ao patrão, eu entregava. Prefiro ter 200 euros do que não ter nada de todo”.
Muitos destes jovens não querem dar a cara nem o nome. A vontade de denunciar a situação em que vivem é grande, mas isso poderia custar o pouco que têm conseguido num mercado de trabalho repleto de armadilhas e precariedade. A pergunta a que têm de responder é simples: é preferível entregar parte do que se recebe ao patrão ou trabalhar sem ganhar nada em troca?
Ao i, Rui explica que na área do direito todos conhecem um caso para contar. “Para conseguirmos ser advogados, temos de fazer um estágio que nunca é pago. Durante muitos anos existiu a ideia de que se alguém queria ser advogado tinha de comportar as despesas desse mesmo estágio, que chegou a ser de três anos. Quando apareceram os estágios do IEFP, começaram a surgir muitas candidaturas. E foi aí que começaram a fazer isto. Ou os jovens aceitam pagar a parte que cabe ao patrão e ficam com o que sobra do valor pago ou simplesmente já sabem que não vão receber nada”, explica.
Na advocacia, estes esquemas são comuns em todo o país, à exceção de um número reduzido de empresas que funcionam em Lisboa. “As pessoas já sabem que, se aceitarem, têm de pagar a parte do patrão. Estamos a falar de licenciados que ficam com 200 euros e não com quase 700 euros porque têm de suportar tudo, até a taxa social única.”
Na arquitetura, as situações são idênticas e há quem tenha de aceitar estes pagamentos aos patrões para conseguir a necessária inscrição na Ordem dos Arquitetos.
Ao i, João Camargo, da associação Precários Inflexíveis, explica que estes casos são situações grave, sobretudo por estarem em causa “dinheiros públicos”. “Ao longo do tempo, as empresas foram criando mecanismos para contornar as obrigações. As leis vão-se alterando e a forma de fugir também. Mas aqui é algo muito grave porque é um crime. Os recibos verdes tinham um enquadramento social negativo, mas esta situação é diferente. Não é uma má prática. É ilegal e um roubo”, sublinha.
O IEFP já reagiu à denúncia de que há estágios a serem usados de forma fraudulenta e garantiu desconhecer esta prática, por não haver denúncias dos estagiários. Já Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, garantiu tratar-se de um “crime fiscal e laboral”.
A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), por seu lado, explica ao i que se trata de uma situação que tem de ser supervisionada pelo IEFP: “Mas não estamos alheios aos problemas. Se encontrarmos uma situação destas, reportamos, claro.”
Um mundo de armadilhas Mesmo que os estagiários vão para uma empresa que não comete fraudes, a empregabilidade duradoura é escassa. Teresa licenciou-se em Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança há seis anos. Conseguiu um estágio profissional. “Fiquei contente porque queria trabalhar, mas acabei por ficar sem trabalho no final do tempo do estágio”, conta, explicando que começou a trabalhar numa loja para poder tirar um mestrado. Esse curso permitiu que fizesse outro estágio profissional, mas deparou-se então com as fraudes. “Estive seis meses a trabalhar só com ajudas de custo, à espera que o estágio fosse aprovado. O problema é que acabei por descobrir que a empresa nunca tinha pedido estágio para mim, nem para colegas que trabalhavam comigo”. Atualmente, trabalha com contrato a termo numa outra empresa da área, mas não esconde a frustração que o passado lhe trouxe: “Cheguei a vender publicidade porta à porta por responder a anúncios que não correspondiam ao trabalho que tinha de ser feito, mas precisava de dinheiro. Agora parece que consegui alguma estabilidade. Ao fim de quase seis anos.”
«Jornal i»

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Esta "imagem de marca" está a generalizar -se por todo o Concelho

Por: João Pedro Céu

Ontem, dia 21 de Agosto, desloquei-me a 3 pontos de recepção de resíduos para reciclar. O panorama era o que mostra. A repetir-se o que tem acontecido quando fôr recolhido o que está no chão vai ficar - atitude altamente incentivadora de boas práticas .
Qual a desculpa? É a Ecoleziria que tem que recolher e, já agora , recolher em condições.
O pior é que esta "imagem de marca" está a generalizar -se por todo o Concelho
.

DELIBERAÇÕES E VÍDEO INTEGRAL DA REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE ALPIARÇA REALIZADA NO DIA 19 DE AGOSTO DE 2016

domingo, 21 de agosto de 2016

ARTIGO DE OPINIÃO: "O sector económico mais influente no nosso concelho é o sector agrícola"

Por: Rodolfo Colhe
Muitos parabéns Amigo e Alpiarcense Miguel Arraiolos, pena que não existam mais oportunidades para Alpiarça falar a uma só voz, deste tudo o que tinhas e acredito que a tua história não acaba aqui.


Indiscutivelmente, o sector económico mais influente no nosso concelho é o sector agrícola, bons terrenos, bom clima, experiências passadas desde há centenas de anos de pais para filhos e nos últimos anos evoluída com o conhecimento científico adquirido por vários agricultores de Alpiarça dando ao nosso concelho um potencial formidável. Até aqui tudo bem, mas só isto não chega, são necessárias outras condições que neste momento não são providenciadas, sendo exemplo disso o péssimo estado de um dos principais pontos de passagem de veículos agrícolas em Alpiarça e, entenda-se a estrada que passa junto à Quinta da Lagoalva que faz ligação à estrada de campo e que dá acesso aos campos da Chamusca. Todos sabemos, e o Prof. Mário Pereira não se cansa de o dizer que dinheiro não abunda na CMA. Para mim o problema são as prioridades e a forma como olhamos para elas, pois caso não exista meios para restaurar na totalidade essa via então deveria sofrer um arranjo para torna-se possível a passagem de veículos sem um desgaste brutal e risco de avaria dos mesmos. Há outro ponto importante a pensar sobre esta via, houve um brutal aproveitamento mediático do prémio atribuído ao município de Alpiarça para “Melhor Projecto Público”no projecto de restauro da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça, e nessa mesma cerimónia a Quinta da Lagoalva foi distinguida com o Prémio”Melhor Enoturismo”, podendo ler-se no site da CMA que a Quinta da Lagoalva é muito importante na dinamização turística e económica do concelho de Alpiarça. Bem, com uma estrada que em vez de alcatrão tem buracos não só não promovemos turística e economicamente Alpiarça como damos uma péssima imagem de falta zelo e cuidado do que é nosso.

Alpiarça uma história por contar!



As palavras do autor, o Doutor Jorge Custódio, dão-me nestas 300 páginas, conhecimentos de Alpiarça, Chamusca e Almeirim que são muito valiosos para quem quer conhecer um pouco do lugar que diz " ser seu ".
Uma obra que ainda não foi publicada...que tarda em ser editada, mas que é de uma importância fundamental.
Aguardemos !

«De:  Joaquim José Duarte Garrido»

NO PSD- PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA NÃO HÁ VACAS SAGRADAS NEM LIDERES ETERNOS

Por: J.M. Castanheira Barros
Afirmei no Facebook, após a Festa do Pontal do PSD – Partido Social Democrata, que se realizou no Algarve – Portugal no passado Domingo dia 14 de Agosto de 2016 que o discurso do Presidente da Comissão Política Nacional, Passos Coelho, foi « longo, enfadonho, economicista e raramente aplaudido, incapaz de gerar entusiasmo nos muitos militantes que responderam à chamada ». 
Mais afirmei que « as pessoas e não os números têm de ser a prioridade de um Partido que deve ser fiel ao espírito de Sá Carneiro e demais fundadores e que assenta na social-democracia » .
Afirmei ainda que « Passos Coelho e o seu Governo foram os principais responsáveis da derrocada eleitoral do PSD nas últimas eleições autárquicas devido às medidas impopulares e inoportunas que foram adoptadas na antecâmara daquelas eleições », « pelo que se o PSD quiser ganhar as eleições autárquicas e legislativas tem de definir um novo rumo que tenha as pessoas e o desenvolvimento sustentável como centro de gravidade » .
Sucederam-se os comentários favoráveis e desfavoráveis, todos eles disponíveis na minha página do Facebook .
Ninguém contestou porém qualquer dos pontos das supra-mencionadas afirmações com exceção do Dr. Rui Santos que abordou a questão liberalismo / versus social-democracia .
Foi longo o discurso de Passos Coelho ?
Demorou 40 minutos, estando acessível no site do PSD, o que permite a respetiva audição e a conclusão de que o discurso em apreço raramente foi aplaudido e que não gerou qualquer entusiasmo na assistência, sendo por isso « enfadonho » . ..
Pelos temas abordados fácil é também concluir que se tratou de um discurso economicista No artigo da autoria de Maria João Ribeiro , publicado no Jornal Digital Económico em 17.08.2016 e que foi apresentado num dos comentários ao texto que publiquei no Facebook em 15.08.2016 pode ler-se : « o discurso soluçado foi pouco interrompido por aplausos e estes, quando se ouviam, eram abafados e pouco entusiasmados … . Passos Coelho gesticula de forma ampla e expressiva, mas a sua expressão facial é quase sempre tensa, revelando ora frustração, ora raiva. Quando sorri soa a falso e respira nervosismo e sarcasmo. A cadência do discurso é de tal forma lenta e monótona, e o timbre tão pouco emotivo, que a sua exposição mais parece uma homilia em que as pausas oferecidas servem à reflexão dos ouvintes » .
Nenhum dos muitos comentários pôs em causa a afirmação de que « Passos Coelho e o seu Governo foram os principais responsáveis da derrocada eleitoral do PSD nas últimas eleições autárquicas devido às medidas impopulares e inoportunas que foram adoptadas na antecâmara daquelas eleições…pelo que se o PSD quiser ganhar as eleições autárquicas e legislativas tem de definir um novo rumo que tenha as pessoas e o desenvolvimento sustentável como centro de gravidade » .
O pior que um militante de um qualquer partido pode fazer é abdicar do seu sentido crítico e pactuar com a « paz podre », adotando um comportamento bajulador .
No PSD não há vacas sagradas nem lideres eternos 

Incêndio em Alpiarça mobiliza mais de 70 bombeiros

Um incêndio em Gouxaria, no concelho de Alpiarça, mobilizou na tarde deste sábado, 20 de agosto, 72 operacionais de várias corporações do distrito de Santarém, apoiados por 20 viaturas e dois meios aéreos.
As chamas deflagraram às 15h12 numa zona de mato e o incêndio está já em fase de conclusão mas com vigilância apertada dos bombeiros.
«RR»

MÁRIO PEREIRA: Um presidente de “pinças”

O município tem vindo a ameaçar recorrer aos tribunais mas ainda não avançou com uma acção para anular as eleições na fundação, que considera ilegal por violarem o estabelecido no testamento de José Relvas. O presidente da Câmara vai pela segunda vez pedir uma assembleia-geral da instituição, que já da primeira vez não se mostrou sensível aos argumentos do autarca.
O presidente da Câmara de Alpiarça continua a lidar com pinças com a situação na Fundação José Relvas.

sábado, 20 de agosto de 2016

Contratos sem fidelização: Prepare-se para pagar centenas de euros

À medida que o período de fidelização desce, aumenta o custo de instalação dos equipamentos e a mensalidade a pagar pelo cliente. 
As empresas de telecomunicações disponibilizam, desde a passada terça-feira, contratos sem qualquer tipo de fidelização e com fidelizações inferiores aos tradicionais 12 meses. O Notícias ao Minuto foi tentar perceber as diferenças. A conclusão? Prepare-se para pagar mensalidades mais altas e centenas de euros pela instalação do serviço.
Quem quer usufruir de um serviço de internet, televisão por cabo e telefone fixo tem à sua disposição várias empresas com mensalidades e campanhas semelhantes. Mas nas regras pouco muda. Quem contratar um serviço por 24 meses dispõe de condições mais vantajosas, que se vão perdendo à medida que se reduz o período de fidelização.
Comecemos pela NOS. Na operadora que resultou da fusão da ZON com a Optimus, aceder a 167 canais de televisão, telefone com chamadas grátis para a rede fixa nacional e internet a uma velocidade de 100 mbps custa 32,99 euros (42,99 menos 10 euros de desconto) por um período de 24 meses. Mas se a fidelização deixar de existir ou descer para os 12 ou seis meses perde-se o desconto e a mensalidade sobe para os 42,99 euros.
A maior fatia que o cliente tem de desembolsar prende-se, contudo, com a instalação. A operadora pede aos clientes que não se queiram fidelizar 400 euros pela instalação do serviço e equipamentos e pela deslocação da equipa técnica. “Acaba por lhe ficar mais caro”, admitiu, em conversa telefónica, uma das operadoras.
De forma semelhante opera a MEO, que cobra pela instalação do serviço um total de 350 euros nos contratos sem fidelização. 262,50 euros é quanto paga quem se fidelizar por seis meses e 175 euros é a quantia pedida a quem contratar o serviço por 12 meses.
Se o valor da instalação desce em relação à empresa concorrente, sobe a mensalidade. Dos também 32,99 euros cobrados nos primeiros 24 meses, o valor sobe nos restantes contratos para os 59,99 euros (sem fidelização acrescem 5,50 euros pela box com possibilidade de gravação).
Contas feitas por uma operadora da mesma empresa, contratar o serviço por dois anos é mais barato (791,76 euros) do que contratá-lo por um ano (894,88 euros). Já o início de conversa assim o ditava. “Está sentada?”, questionou, após o pedido de informação acerca de contratos sem fidelização.
Cabovisão e Vodafone praticam, em contratos com dois anos de fidelização, a mesma mensalidade: 26,90 euros, a que acrescem 5,50 euros pela box com gravação. Os valores variam nas restantes fidelizações.
No caso da Vodafone, quem contratar o serviço de TV + Net + Voz sem fidelização terá de pagar 150 euros pela instalação, 120 euros pela ativação e 20 euros para manter o número fixo que tivera anteriormente. A mensalidade é de 48,90 euros (mais 5,50 euros pela box com gravação). O valor desde para os 43,90 ou 33,90 consoante o tempo de fidelização (seis ou 12 meses, respetivamente).
Já na Cabovisão, são cobrados 150 euros pela instalação a quem requerer o serviço sem fidelização, com uma mensalidade de 37,49 euros (mais 5,50 euros pela box com gravação). Com uma fidelização de seis meses, mantém-se a mensalidade, mas desce para 100 euros o custo de instalação. Já por 12 meses são pedidos 34,99 euros mensais (mais 2,50 euros pela box com gravação) e 75 euros pela instalação.
Cabe, portanto, ao cliente fazer as contas e perceber o que é mais vantajoso, sendo que os conselhos são dados, à partida, pelos operadores das empresas de telecomunicações. “Não mudou nada. Mantém-se a mesma situação”.
«NM»

Alerta para novas regras nas telecomunicações

A Câmara Municipal de Santarém e a DECO alertam os consumidores para a entrada em vigor das novas alterações à Lei das Comunicações Eletrónicas.
Este Comunicado surge na sequência de, tanto a Câmara Municipal de Santarém, através do Núcleo de Informação Autárquico ao Consumidor (NIAC), como a Deco, terem vindo a receber inúmeras reclamações por parte de consumidores sobre Telecomunicações.
As novas regras determinam que sempre que o contrato imponha uma fidelização devem existir vantagens devidamente identificadas e quantificadas para o consumidor. Além do prazo máximo de 24 meses a lei exige agora que as operadoras apresentem ao consumidor contratos sem qualquer tipo de fidelização, bem como com períodos de 6 e 12 meses.
No que concerne à informação pré-contratual, cada operadora deve informar o consumidor, no próprio site, na loja ou por telefone, quanto ao preço normal dos serviços, os encargos, o custo da cessação antecipada, os descontos e os tarifários praticados.
Relativamente à informação contratual, o contrato deve incluir as condições necessárias para a renovação e a cessação, o período de fidelização, se existir, os encargos da portabilidade dos números e os níveis de qualidade mínima do serviço.
O consumidor pode agora solicitar à operadora informação relativa ao tempo de fidelização que ainda lhe falta cumprir, bem como quais os custos caso pretenda cancelar o contrato antes do seu término. Tais encargos não podem ultrapassar os custos que o operador teve com a instalação do serviço, têm assim que ser proporcionais à vantagem que o consumidor obteve com a celebração do contrato.
Assim sendo, este valor não pode, como se verificava até então, corresponder automaticamente à soma dos valores das prestações em falta até à data de cessação do contrato.
A nova fidelização e a renovação automática dos contratos pelas operadoras passa agora a ser proibida e só acontece se o consumidor manifestar essa vontade por escrito. Passa também a estar limitada e só pode existir se as alterações contratuais implicarem a atualização dos equipamentos ou das infraestruturas tecnológicas.
Surge também uma alteração relativamente aos contratos que são celebrados pelo telefone, passando agora a ser obrigatório que as operadoras mantenham a gravação das chamadas durante o período de vigência do contrato e sejam facultadas ao consumidor sempre que este as solicitar.
É importante ter em atenção que, para os contratos assinados antes da entrada em vigor destas alterações (16 de agosto de 2016) mantêm-se as regras antigas.
Consideramos bastante positivas todas estas alterações, uma vez que o consumidor fica assim mais protegido.
Vamos acompanhar a entrada em vigor destas novas regras, para garantir que as operadoras cumprem com o que está estabelecido na legislação.
Em caso de dúvida os consumidores podem dirigir-se à Delegação Regional de Santarém da DECO, na Rua Pedro de Santarém, n.º 59 – 1º Dto. ou contactar através do telefone 243 329 950 ou ao NIAC – Núcleo de informação Autárquico ao Consumidor, nas instalações da antiga Escola Prática de Cavalaria ou através do telefone 243 304 408.
Mais informamos que a Câmara de Santarém disponibiliza atendimento gratuito, na área do Direito do Consumo, por um Jurista da DECO, através de marcação prévia, aos residentes no concelho de Santarém, duas vezes por mês, nas manhãs da 1ª e 3ª segunda-feira de cada mês.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

PARABÉNS MIGUEL ARRAIOLOS



Concluída a prova olímpica masculina de Triatlo do Rio 2016, com a participação de Miguel Arraiolos, o primeiro Alpiarcense nos Jogos Olímpicos. 
Parabéns, Miguel, pelo esforço e o empenhamento! Mais uma vez dignificaste a tua terra, Alpiarça, e o teu País, Portugal.
Parabéns ao João Pereira e ao João Silva, pela grande prova que fizeram.

«Texto e fotos de Mário Pereira»

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Os “barris de pólvora” que existem dentro de Alpiarça

(*)
 Entre a "Rua do Patrício" e as “bombas da Cepsa” na Rua José Relvas, existe num profundo estado de degradação um prédio onde em tempos esteve instalada a “Farmácia Gameiro”, uma Sapataria e a delegação da antiga “Junta Autónoma de Estradas."
Um prédio que era constituído por três pisos mas que o tempo se encarregou de reduzir as paredes a um simples rés-de-chão cujo espaço interior está fechado e onde o acesso só se pode fazer pelo portão da rectaguarda (frente ao Parque D. Dion)  onde em tempos funcionou uma “oficina de Bicicletas” (José da Borra)
No espaço interior das paredes existe então um enorme rectângulo de terreno degradado e abandonado onde praticamente só o proprietário tem acesso.
Um terreno cheio de ervas secas, de animais mortos, outros em decomposição, uma perigosa lixeira composta por papéis secos que tudo junto torna-se num autêntico “barril de pólvora”.
 Basta que alguém acenda o rastilho e as consequências cairão de imediato nos dois vizinhos que residem nos terrenos fronteiriços.
“Notícias de Alpiarça” em conversa com um morador cuja residência faz extrema com  o terreno degradado adiantou-nos que “há dias que o ar se torna irrespirável por causa do cheirete que vem da porcaria que ali existe”.
Mas o maior receio deste morador não é o cheirete mas sim a fatalidade que pode acontecer de um momento para o outro dado o perigo de incêndio que existe no quintal”,basta haver uma “mão maldosa que dê inicio à desgraça.”
Um outro utilizador do espaço comercial (CEPSA) próximo do terreno abandonado acrescentou-nos ainda que nos dias de vento quase é impossível ali trabalhar porque do ar vem grãos de areia que entram nos olhos, trazidos das velhas paredes” que ainda teimam em manter-se em pé
As entidades responsáveis nomeadamente os serviços de fiscalização da Câmara de Alpiarça, os bombeiros e a Protecção Civil tem conhecimento da situação mas curiosamente nenhuma entidade notifica o proprietário para que mande limpar o espaço degradado  e muito menos tomam medidas para que o terreno seja limpo.
(*) Foto ilustrativa

DIREITO DE RESPOSTA: "APARENTE OPORTUNO PLÁGIO PARCIAL DE TITULO"

Verificando a divulgação neste blog de um artigo do Prof Mário Pereira publicado no Mensário loca em suporte de papell, sob o titulo "A POLITICA DA VERDADE", exactamente no número seguinte a eu ter terminado a publicação da minha crónica mensal "A POLÌTICA E A VERDADE", situação que se afigura não poder ser dissociada desse facto, tanto mais que ao longo de muitos meses de critica politica autarquica, nunca antes o Prof Mário Pereira exerceu o contraditorio que se exigiria, solicito que com idêntico destaque seja publicitado esse meu (último) artigo, que terá agora evetualmente motivado o suposto plágio parcial de titulo



A POLÍTICA E A VERDADE (último)
Verdades que o Presidente considera Mentiras

Eduardo Costa

Na Reunião de Câmara de 27Mai2016, quando da discussão do ponto 3. respeitante a mais um novo empréstimo autárquico, agora de 4.800.000€, o Sr. Presidente insinuou indirectamente que a minha legitima opinião democrática sobre o assunto, exposta em vários foros, não passava de um conjunto de MENTIRAS, o que inspirou o presente artigo.

Conforme posição da Oposição inúmeras vezes assumida, a bolha financeira autárquica promovida pela gestão PCP-CDU parece estar a aumentar e sem obra realizada (contrariamente à passada pela gestão PS), agora com a iniciativa de um novo surpreendente empréstimo milionário de 4.800.000€, face á dimensão da autárquica de Alpiarça, cuja abertura de procedimento foi aprovada apenas pelos votos da PCP-CDU na dita reunião de câmara realizada em 27Mai2016.

Eis parte dessa referida bolha financeira:

1. Em Abril/2011 a Câmara CDU de Alpiarça aderiu a um Plano de Saneamento Financeiro por se encontrar em colapso, que supostamente obrigaria a rigor orçamental acrescido, que deveria IMPEDIR o agravamento do endividamento e até dos prazos de pagamento, incluindo a fornecedores que se vem agravando.

2. Estranhamente, a autarquia CDU, em Reunião de Vereação de 28Nov2014 aprovou um empréstimo de curto prazo de 200.000€ para 2015, sob pretexto de liquidez de tesouraria para despesas de curto prazo e que deveria ser liquidado integralmente no PRÓPRIO ANO de 2015 em estrito cumprimento da lei, o que NÃO SE VERIFICOU. Alguém foi responsabilizado?

3. Ainda mais estranhamente, esta autarquia CDU em Reunião de Câmara de 20Nov2015, aprovou novo empréstimo de curto prazo, agora de 500.000€ para 2016, supostamente também para pagar o anterior e a ser liquidado até final deste ano de 2016 e, assim, se continuar rumo ao desastre financeiro através do aumento da bolha.

4. Mas ainda mais estranhamente, aprovou na Reunião de Vereação de 27Mai2016, um outro novo empréstimo, agora de médio/longo prazo, da EXORBITÂNCIA de 4.800.000€, supostamente na minha convicta opinião, para pagar os anteriores e ter fundo de maneio para as obras de fachada que cativem os votos necessários até às próximas eleições autárquicas de 2017, ainda que sob eventual pretexto de “substituição de dívida” e alegadamente “sem aumento de encargos”, que adiante procurarei desmontar.

5. Mas talvez ainda pior em termos de demagogia política, foi a Câmara ter colocado em 29Jul2016, em todos os correios de Alpiarça com custos para os nossos bolsos que se desconhecem, um INFOMAIL a cores, cuja primeira linha era CÂMARA BAIXOU 3 MILHÕES DE EUROS À DÍVIDA MUNICIPAL, matéria à data desmontada por deputado municipal da Oposição em plena Assembleia Municipal, com projecção de variada documentação e gráficos. Recordam-se? Curiosamente a CMA omitiu neste seu oásis financeiro que, por exemplo, os prazos de pagamento a fornecedores continuam a agravar-se, situação que certamente acarreta graves repercussões no comércio e serviços.

Ora estando a CMA sob um Plano de Saneamento Financeiro desde Abril/2011 que, conforme o Sr. Presidente já referiu no passado, está (ou deveria estar) subordinado ao DL nº38/2008, estranha-se que por omissão não tenha cumprido o seu artº 15º, no que respeita à obrigatoriedade de:

A - Não contrair empréstimos nem assumir quaisquer encargos que NÃO ESTEJAM PREVISTOS no plano de reequilíbrio financeiro, como será agora o caso;
B -  Em situações excepcionais (que não é o caso) e devidamente fundamentado, poder assumir os encargos deste empréstimo de 4.800.000€, desde que PREVIAMENTE AUTORIZADO PELO GOVERNO, o que também por omissão se conclui não ter sido também cumprido.

Por outro lado, estranha-se que APENAS SÓ AGORA, a 1 ano das eleições, se opte por um empréstimo desta dimensão (4.800.000€) para aparente reestruturação da dívida por extensão de prazos, alegadamente em condições mais favoráveis, considerando que os juros anormalmente baixos já perduram há IMENSO TEMPO, e já nem falando que a DISTENSÃO do serviço da dívida no tempo através desta medida, para além do inicialmente previsto, ir projectar este encargo ainda mais para o futuras e provocar certamente que o VALOR TOTAL e FINAL desse encargo seja eventualmente manifestamente agravado, logo com aumento de encargos, ainda que presentemente possa haver a sensação de algum alívio financeiro dos encargos do serviço da dívida, propício às eleições de 2017.

Ainda que a autarquia alegue como fundamentação legal para este empréstimo, que estará sustentado na última Lei do Orçamento do Estado (artº 63º da Lei n.º 7-A/2016), nada garante, que tenha sido respeitado o artº 15º do DL nº38/2008 na parte acima descriminada, ou mesmo o artº 63 dessa Lei do Orçamento de Estado 2016, essencialmente na parte que proíbe o aumento da dívida TOTAL E FINAL, ao fim do prazo que se pretende agora alargado, para alívio presente.

Lamentavelmente esta minha legitima opinião democrática, sobre matéria tão relevante para todos nós – O ENDIVIDAMENTO AUTÁRQUICO – foi considerada pelo Sr. Presidente na Reunião de Câmara de 27mai2016, como um acto de MENTIRA a raiar eventual responsabilização criminal, pelo que deixo ao sentido democrático e espírito de justiça de todos os leitores, onde está a “MENTIRA” deste meu contributo para o debate, ou a alegada justificação para a ameaça velada de MORDAÇA SALAZARENTA através de responsabilização penal, quando apenas se pretende alargar o debate democrático sobre matéria.

Não será já altura de nos consciencializarmos para sermos mais criteriosos nas próximas eleições autárquicas de 2017, a escolher quem irá gerir os destinos de Alpiarça? Fica a interrogação!

Até lá, perante a ameaça velada da MORDAÇA anti-democrática de um processo judicial, assumida pelo Sr. Presidente nessa Reunião de Câmara de 27Mai2016, face ao incómodo provocado por estes meus argumentos em vários foros, a que não posso deixar de associar idêntico deficit de cultura democrática do PSD-Alpiarça, ao convidar-me para “deixar de marrar contra as tábuas” perante o incómodo de outras VERDADES que também lhes enderecei (ver Voz de Alpiarça de Junho), entendo SUSPENDER aqui esta coluna “A POLÍTICA E A VERDADE” até ser reposta a indispensável cultura de tolerância e liberdade democráticas em Alpiarça.

Eduardo Costa