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domingo, 5 de fevereiro de 2017

ARTIGO DE OPINIÃO: A Culpa é do Válter Hugo Mãe

Por:
Rodolfo Colhe
Presidente da Juventude Socialista de Alpiarça

A Culpa é do Válter Hugo Mãe

Há centenas de anos que damos como certo que o planeta gira em torno do sol, que os rios desaguam nos oceanos e que as plantas são o grande produtor de oxigénio. No entanto, não nos convencemos de uma verdade tão grande ou maior do que essas, a educação é o centro de tudo. É necessário que se perceba que educação e formatação não são a mesma coisa por muito que certas medidas tenham em tempos sido tomadas nesse sentido. Aos jovens deve ser dado não só o conhecimento, mas sim as ferramentas para o saberem usar, nunca restringindo a busca pela informação em todos os campos desde as ciências exatas, às ciências sociais passando por conhecimentos exotéricos. É com grande apreensão que vejo esta escandaleira com os excertos do livro do autor Válter Hugo Mãe que contém linguagem dita imprópria, e para que conste não sou conhecedor da obra do autor. Numa sociedade em que os jovens ouvem música repleta de palavrões e não digam que é mentira, em que grande parte das séries e telenovelas televisivas possuem conteúdo sexual, será que o grande problema são uns excertos de um livro possuírem expressões ditas menos próprias? E não faz tudo isso parte da nossa vida? Ou será que temos por aí muitos apoiantes da Juventude Popular, na criação de um programa de educação para a abstinência? Na minha opinião de leigo na matéria, apesar de devorador de livros, parece-me que com toda a certeza existirão livros mais adequados aos gostos da generalidade dos jovens (como por exemplo obras do mundo do fantástico e de ficção), até porque me parece que só se fomenta o gosto pela leitura se os jovens gostarem do que leem. Quem nunca deixou um livro a meio por não gostar, que atire a primeira pedra. O que no fundo me incomoda não é pedir para retirar a obra ou que ela seja passada a recomendação para outra faixa etária, mas sim à importância dada ao assunto, quando na verdade deveríamos, quanto ao campo da leitura, estar preocupados com a falta de vontade dos jovens em ler. Este é um dos muitos exemplos de que não damos verdadeira importância áquilo que é realmente importante e nos deixamos levar nestas histerias coletivas.   A leitura é um dos vícios que se deve incentivar e tentar criar, e as políticas educativas, não só de âmbito nacional como autárquico, têm a responsabilidade de apoiar e promover a leitura.

P.S – geralmente o executivo camarário é criticado, inclusive por mim, mas desta vez há que elogiar e em nome da JS Alpiarça agradeço à CMA a cedência de copos de prova de vinho para o evento “O Tejo à Mesa”. Agradeço também a forma simples e descomplicada como o processo se desenvolveu.

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